quinta-feira, março 23, 2006

Morte à burocracia!

Não tenho dúvidas de que a primeira medida é, de facto, uma machadada no sistema burocrático que testa constantemente a paciência e perseverança do cidadão Português. Já a segunda medida, dos nossos demagógicos amigos bloquistas, apenas favorece a classificação que usei antes daquela virgulazinha. Como este é um post de insurgência contra a burocracia, não perderei tempo em expôr a minha sugestão que mata vários coelhos de uma só cajadada:
E que tal eliminar totalmente a figura do casamento? Assim o BE não precisa de se preocupar com o direito ao divórcio por parte de um só cônjuge, nem com o direito ao casamento por parte dos homossexuais, e ainda abate a burocracia que envolve a assinatura desse contrato. Três em um!
Os casamentos seriam apenas formalidades religiosas, só para fiéis e segundo os costumes das diferentes religiões. A figura da união de facto já existe, e abrange todos os tipos de casal.

Atenção!

É por estas e por outras que eu queria ter quintal. Grande!

segunda-feira, março 20, 2006

É assim que se faz

Não sei se é essa a sua intenção, mas se eu quisesse preparar uma fuga, tendo dois passaportes de nacionalidades diferentes, não entregaria o documento do país em que não estou a ser julgado, de forma a poder pôr-me a andar para lá.
Como é que eu evitava entregar o dito? Entregava o do país em que a acusação foi feita, e escondia o outro atrás das costas, desculpando-me por o ter perdido.

Boa educação e diplomacia

Reparem no estilo deste ditador em estado larvar.

sábado, março 18, 2006

Democracia "à maneira dos outros"

Ao ouvir as notícias sobre as manifestações estudantis em Paris, dei por mim a ouvir algo fenomenal da boca de uma estudante francesa. Dizia ela que "eles" (o Governo francês) queriam impôr as suas ideias aos outros, e que isso não era democrático. Acho que ninguém lhe explicou que a democracia representativa impõe sempre as ideias da maioria à minoria, e que se decidem maiorias e minorias nas eleições, e não quando ela quer.
Democrático, para aquela estudante, deve ser impôr a ideia dela aos outros.
Eu não escolhi este Governo para Portugal, e não é por isso que não dou legitimidade democrática às suas opções, sejam elas boas, mais ou menos, ou as maiores asneiradas do mundo.Concorde com "eles", ou não, são a maioria actual.

quarta-feira, março 15, 2006

Ai sim?

Acabei de ver um reclame de um refrigerante light, com o mesmo nome que a Coca-Cola, onde se aplaude o facto de uma garrafa do dito tem menos que 1 caloria...
É porque é água... sem açúcar!

segunda-feira, março 13, 2006

A culpa... de quem é?

A Filipa respondeu ao meu desafio. Não respondeu no seu blogue, o Marionetas a Norte, por este ser dedicado às artes interpretativas em geral, penso eu, mas com um comentário ao meu post anterior. Desta vez diversifica o assunto, pelo que eu preferi responder àquele que serviu de propósito aos posts em questão na mesma caixa de comentários, e tentar explicar o meu ponto de vista e opinião acerca do assunto que agora ganhou preponderância na argumentação da Filipa, neste novo post.
Vejo-me novamente obrigado a transcrever o comentário para o corpo deste texto, para melhor poder discuti-lo (a Filipa não ficará certamente chateada): "continuo a dizer que somos nós que censuramos, porque diga-me, todos os homosexuais que eu conheço são pessoas normais, de uma forma geral um pouco mais tristes por terem de amar em segrdo, e já agora quantas crianças viu sair duma casa de correcção aptas, sem as maselas , não só da vida mas também das instituições, aqueles muidos, são tão culpados como os que lhes deram aquela educação, se já conheceu algum poderá ver também a tristeza de uma vida quase sempre com um passado negro e um futuro vazio, continuo a critica-lo por essas afirmações de afirmar-se homofóbico. Aqui ninguém é santo, nem o senhor que faleceu nem as crianças que o mataram mas a culpa não é apenas deles mas também minha e sua. se acha que a minha postura é conservadora vai-me desculpar que diga exactamente o oposto."
Apesar de não concordar que os homossexuais sejam normais, nem que seja porque é necessário discriminá.los no texto como tal, e a sua fuga da normalidade ser exactamente um dos pontos de começo da discussão, reconheço que muitos deles, senão a maioria, não se evidenciam da generalidade das pessoas. Se são pessoas que se sentem tristes pela falta de aceitação da sua escolha, é a vida. É a natureza humana. Com isto não pretendo dizer, de forma alguma, que a violência fisica ou psicológica que possam sofrer seja defensável do ponto de vista da natureza humana, mas apenas pelo facto de que a cultura da nossa espécie já evoluiu a um ponto em que a tolerância para com as diferenças é maior.
A culpa que a Filipa atribui a toda a sociedade pelo apedrejamento do transsexual por parte daqueles jovens de protecção emocional fraca e instável, faz todo o sentido, mas não é isolando-os das manifestações de intolerância que as educamos a tolerar. É antes mostrando-lhes que a diferença existe, e deve ser respeitada. É dando o exemplo, sendo intolerantes para com a intolerância.
Quer a Filipa melhor exemplo de tolerância do que o de quem se confessa homofóbico, mas respeita a existência dos homossexuais? Não os discrimino por serem homossexuais, mas não concordo com as suas escolhas sexuais, é tudo. No entanto sinto que a Filipa foi intolerante para comigo (provavelmente sem se aperceber), por não querer que eu manifeste os meus gostos.

domingo, março 12, 2006

Direitos torcidos


No post Eu sou homofóbico, eu critico o aproveitamento da morte de uma pessoa por parte de certos grupos de pressão para ganhar tempo de antena, e reinvindico o direito de ser homofóbico e de o admitir sem sofrer qualquer tipo de represália. Logo no primeiro comentário, sofro uma crítica por fazê-lo. Uma represália.
A saber: "eu também acho que ninguém tem nada a ver com o facto de você ser homófobico, no entanto a web é um espaço público logo vejo uma certa contradição, ou não? seja coerente, e não esvcreva coisas destas, porque está-se mesmo a ver que está à espera de resposta. Já agora acha que a pessoa que faleceu, estava naquelas condições porquê, vivia assim porquê, por uma aceitação da sociedade durante a sua vivência como transexual?..., não nos conte essas coisas em público sim...Assinado filipa, heterosexual e mãe."
Não condeno a Filipa, heterossexual e mãe, pela crítica. Atribuo-a à pressão social que em Portugal insiste no políticamente correcto, na limitação da liberdade de opinião e de expressão. Censura não oficial.
Ora a Filipa não me condena por ser homofóbico, mas condena-me por o tornar público, acusando-me de contradição. O cariz de censura nesta atitude é evidente, e não entendo onde é que me deixei cair em contradição. É a coerência que me obriga a escrever estas coisas, e claro que estou à espera de resposta, senão não valeria a pena discutir.
É este o país em que vivo. Um país em que a liberdade de expressão é limitada pela intocável moral de alguns, em detrimento do direito à opinião, e divulgação desta, por parte daqueles que não concordam com a corrente do politicamente correcto.
O direito à indignação da Filipa não pode, num país de liberdade, colidir com o meu direito a exprimir a minha opinião.

sábado, março 11, 2006

Quotas

Depois de ler este artigo de opinião de Fernanda Câncio, no DN, uma questão veio-me à cabeça (que há quem diga que é oca): Para quando um sistema de quotas para gajos de cabelo comprido? É que eu sou gajo, e tenho cabelo comprido. Sou olhado de lado por algumas pessoas, até já fui impedido de entrar num estabelecimento de diversão nocturna, uma vulgar discoteca, sem antes amarrar o cabelo, e tenho professores que parecem partir do princípio que o comprimento do meu cabelo é sinal de algum defeito de personalidade. Era engraçado que se impusessem quotas de entrada nas discotecas para jovens machos avessos ao corte capilar, ou quotas de passagem nas cadeiras da faculdade ou no acesso ao emprego.
Sou alvo de alguma discriminação pelo comprimento do meu cabelo, como já me senti discriminado por usar traje académico, como sei que há muita gente que é vítima de discriminação pelo simples facto de não se apresentar (muitas vezes por azar na lotaria dos genes) dentro dos padrões sociais de beleza. Não é por isso que que vou inventar dramas e quotas para ter acesso igual seja lá o que for. A discriminação é parte da condição humana, existem até estudos sobre a discriminação do parceiro sexual que os nossos genes nos impõem, e a melhor forma de os combater é pela demonstração de que a discriminação pode estar errada. Até porque não somos todos iguais, diga-se, havendo razões de sobra para confiar nos nossos instintos discriminatórios, até prova do contrário.
Não tenho glandes mamárias proeminentes, por exemplo (nem sonho tê-las), para que possa usar um decote generoso e ser atendido com rapidez nos muitos serviços em que o atendente é um membro do sexo fraco (o masculino), no entanto, prefiro esforçar-me mais por ser atendido...
Nem pensa aquela senhora Fernanda Câncio que podem não haver assim tantas mulheres com vontade de se meter na política. Com quotas, podemos chegar ao ridículo de ver um partido político ir buscar mulheres à porta das suas sedes só para cumprir as ditas.
Discriminação positiva não deixa de ser discriminação. A nível pessoal de cada um, não se pode eliminar. Inscrita na lei, é ditadura.

terça-feira, março 07, 2006

Cinema

Acabei de ver o filme “Good Night, And Good Luck”, cheio de mensagem política, e que me fez comparar a mensagem de perca de liberdades em favor da segurança e bem comuns, com a mensagem de entrega de direitos e liberdades em prol do bem comum e social. Até a mensagem que McCarthy usava para intimidar os seus críticos, acusando-os de serem comunistas, soa muito à mensagem de que quem não defende um estado social paternalista não é pessoa de bem.
Bom filme. Bom argumento. Mensagem tremenda.

segunda-feira, março 06, 2006

Até nem parece difícil

O Hammas diz que reconhece o estado de Israel se este retirar militarmente dos territórios ocupados. Isto seria, para Israel, reconhecer um estado palestiniano. Ora, é só uma questão de se reconhecerem uns aos outros, parece.
O problema está no solo sagrado (mais uma vez, a religião é usada como arma de arremesso). Só falta o Papa pedir uma nova cruzada para reinvindicar Jerusalém para os Cristãos, para termos uma confusão ainda mais séria. A verdade é que Jerusalém é, pelo direito internacional, de toda a humanidade, e território de admnistração repartida entre Cristãos, Judeus e Muçulmanos. Sendo assim, nem os Israelitas têm o direito a ocupá-la militarmente (como acontece), nem a pretensão dos palestinianos em fazê-la capital do seu estado é aceitável.
Com respeito religioso, alguma tolerância de parte a parte, e nenhuma interferência dos idiotas de Al-Qaedas e afins, teríamos paz naquela zona...
(PS: A não ser que as intenções sejam ocas.)

sexta-feira, março 03, 2006

A propósito...

Esta história (pelas novas regras devia escrever estórias, mas soa-me sempre a jornalismo desportivo. Além disso, a Dona Lígia ensinou-me com hi) do padre que endivida uma diocese a seu belo prazer, fez-me lembrar um poema que publiquei no Caretas. Ora leiam, e digam-me se não vem a propósito?

Terrorismo ideológico

O Spartakus chamou-me à atenção este artigo de Vasco Pulido Valente no Público. Aqui VPV trancreve alguns excertos de uma homilia do Cardeal de Lisboa, D. José Policarpo. A "dificuldade em acreditar em Deus não toca na insofismável realidade de Deus", disse o cardeal patriarca. Pessoalmente acho que a dificuldade está em acreditar em Deus, sendo mais fácil não acreditar. Para além disso a realidade de Deus só é insofismável para os crentes. Quem sou eu, crente, para proibir o próximo, não crente, de duvidar da minha crença? Por alguma razão ele é não crente...
O tal "direito à blasfémia" que o Cardeal parece condenar é que deve ser insofismável. Um bom cristão defende a sua fé argumentando com os blasfemos, ignorando-os quando estes deixam de argumentar a lógica e passam à ofensa pura e gratuita.
A tolerância, que, pessoalmente, leio na mensagem de Cristo, é para todos, até mesmo para aquele que prefere insultar-me pela minha crença.

O exemplo do padre...

Primeiro foram os dez estádios de Guterres, agora o aeroporto de Sócrates na Ota... E se não bastasse o exemplo dos políticos, ainda entra pela consciência a dentro o exemplo do padre José Maria Cortes.
Que Alverca precisasse de uma nova e maior igreja, não sou eu quem vai duvidar. Que os fiéis do Sobralinho sentissem necessidade de terem um templo próprio, também não discutirei. Mas duas igrejas ao mesmo tempo, e por aquele preço, só mesmo porque o dinheiro não lhe sai do bolso! Para que é que Alverca precisa, por exemplo, de um carrilhão de 48 metros de altura com 72 sinos de bronze, feitos na Holanda, o terceiro maior do mundo? (E devo dizer que, pelas imagens que vi na televisão, a tal Igreja dos Pastorinhos é bem feia, pelo menos por dentro).
Idiotas e imbecis, há-os em todas as classes...

Liberdade, até para fazer dinheiro

No meu post anterior, preferi deixar que a notícia falasse por si, à espera de ver que argumentos cairiam na caixa de comentários. O meu melhor argumento contra a cobrança daquelas comissões é que eu não quero pagar... Mas isso não quer dizer que isso me dê o direito de proibir seja lá quem for de cobrar seja lá que serviço for que providencie. Era o que mais faltava!
Em Lanzarote (Canárias, para quem não sabe) o meu pai teve que pagar 500 pesetas por cabeça (para sorte dele éramos só os dois) para ver uma vista! Era espectacular, mas não estava habituado a pagar para ir a um miradouro. A verdade é que o meu pai pagou porque quis. Se ao lado houvesse maneira de ver a mesma vista, mesmo que fosse de um ângulo pior, mas de graça, ou mesmo a metade do preço, por exemplo, teríamos mais escolha.
Da mesma forma, se os bancos decidirem cobrar esse serviço que já prestam, teremos aberta uma saudável guerra concorrêncial que beneficia o consumidor, a não ser que os bancos façam panelinha, o que é ilegal.

quinta-feira, março 02, 2006

Fascismo!

A bondade fascista do PCP...

O progresso...

O progresso quis o comboio metropolitano, para melhorar e encurtar a viagem que os utentes da área tem que fazer para os empregos, reuniões várias ou em simples passeio a uma qualquer ou rua centro comercial da cidade do Porto, ou no sentido contrário (o meu caso). Ao que parece, e segundo um estudo lançado pela Comissão de Utentes da Linha da Póvoa (CULP), o percurso terá um "acréscimo de 18 minutos na viagem Póvoa-Porto (Trindade), sendo um total de 71minutos contra os antigos 53 minutos feitos pelos comboios da CP", não sendo um grande melhoramento, parece-me. A culpa atira-se para o aumento de estações, de 13 para 27, obrigando a uma redução da velocidade do comboio em relação às anteriores composições da CP.
Acresce a isto um aumento nos preços, que chega a ser de 92% no caso dos passes de estudante.
É o progresso... Vamos poluir menos. Youpiiiiiiiii!
Com tanto dinheiro e disponibilidade para estudos neste nosso Portugal, ninguém previu isto ou (já agora) pensou noutras soluções?

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

Morte! Morte!

Apelo ao lançamento de uma fatwa ao jornal A Bola, que publica uma herética piada a um dos históricos do Futebol Clube do Porto!!
Ofereço, até, a nível individual, três brinquedinhos daqueles que saem nos ovos de chocolate, a quem partir o lápis de Luís Afonso, autor do ofensivo desenho!

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

As energias alternativas... ou nem por isso.

Energias alternativas. Esta expressão não diz nada de específico, já que todas as formas de obtenção de energia eléctrica são, ao mesmo tempo, alternativas e complementares umas às outras. Limpas? Ecológicamente inócuas? Não existem.
Entre as diferentes energias existem diferentes vantagens, e todas têm desvantagens. O truque está em encontrar o equilíbrio entre vantagens, desvantagens e custos económicos.
Usando a lista do comentário do Aves Raras no post anterior, e completando alguma coisa a mais, vou tentar ver, um bocado ao improviso, quais são as características dos diferentes tipos de energia, se me lembrar (tendo em atenção que dos custos percebo pouco). Tnhamos em linha de conta que a construção dos equipamentos significa sempre uma intrusão no ambiente, apesar de temporária.
Começando pela energia solar, que a uma escala pequena é uma excelente opção, torna-se uma forma de energia pesada para o meio ambiente quando se fala em abastecer cidades inteiras. Exige uma área considerável e só isso é uma desvantagem grande. Pode-se ainda argumentar (e para quem não se interessa muito pela preservação dos ecossistemas, esta é uma questão menor) que uma larga área coberta por espelhos vai alterar os regimes de luz na zona circundante.
A energia eólica é instável, exige formas complementares. Não é muito alternativa, digamos. É uma forma cuja construção pode ser controlada de forma a perturbar ao mínimo o ecossistema circundante, mas depois de construído o campo de hélices, ficamos com uns gigantes brancos que ameaçam atacar um qualquer D. Quixote que por ali passe, para além de introduzirem um factor extra de poluição sonora no ambiente circundante.
Falar em energia das marés, é o mesmo que falar em destruir ecossistemas costeiros, além de exigir uma manutenção permanente, já que algas e outros seres vivos se agarram a qualquer coisa que esteja dentro de água o tempo suficiente.
A biomassa tem uma vantagem bastante visível: pode livrar-nos de alguns lixos orgânicos. Mas é uma queima, e como tal emite produtos de combustão. E emite vapor de água. O vapor de água pode parecer (e é) uma emissão menos nociva que as das combustões, mas uma libertação constante e em grandes quantidades aumenta a humidade relativa do ar na zona, e aumenta a possibilidade de ocorrência de nuvens, alterando os regimes de luz daquele ecossistema.
A famigerada energia nuclear, também polui com vapor de água, para além da poluição que a extração do urânio, ou outro elemento potencialmente radioactivo (como o nosso volfrâmio), produz, e dos resíduos radiactivos que não são tão significativos como se quer fazer crer. Mas existem. Existe ainda a poluição potêncial de um acidente nuclear, que só não é perto do impossivel porque já aconteceu uma vez, depois de décadas de falta de manutenção. Se esta manutenção não falhar, pode dizer-se que é uma das energias mais seguras.
A energia geotérmica, começa por ser limitada, já que não é em qualquer lugar que se pode implantar esta forma de energia. Também produz vapor de água.
A energia térmica por combustão de fossilizados, também produz vapor (e eu a dar-lhe com o vapor), para além dos gases nocivos, produtos daquela combustão. São gases que provocam o tal efeito estufa, além de alterarem os equilíbrios químicos da atmosfera, instabilizando a camada de ozono, e em casos mais extremos provocando chuvas ácidas. A extração dos combustíveis fósseis também são actividades altamente nocivas para o meio-ambiente.
O meu vilão de estimação, a energia hidroeléctrica, por barragem (porque existem casos menos nocivos de hidroeléctiricas por condutas, mas menos produtivas. É só ver o caso da RAM), é um crime ambiental por si só. A sua construção desfaz ecossistemas fluviais sem apelo nem agravo. Depois de construídas, as barragens criaram dois ecossistemas diferentes onde antes havia um, natural. Se no local havia um ecossistema adaptado (e há sempre, com maior ou menor valor) a um certo caudal, ou variações deste, e às falésias, depois do monstro construído, temos um ecossistema lacustre (para o qual nem fauna nem flora locais estão adaptados), e um ecossistema de caudal reduzido, diferente do anterior. A área de falésias fica reduzida. As rotas de migração de alguns peixes ficam interrompidas, mesmo apesar de se fazerem corredores próprios para permitir a passagem dos peixes. Nem todas as espécies conseguem subir estes ribeiros artificiais.
Informem-se, e não acreditem em mim. Decidam as vossas simpatias depois.

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

E se...?

E se, em vez de um novo aeroporto na Ota, se construísse uma central nuclear?

A gripe das aves...

Ridículo

Se a queixa foi retirada, porque é que Rui Rio foi constituído arguido? Se se trata de um crime público nem era preciso haver queixa. Sendo necessária a queixa, esta foi retirada. Este é um exemplo de ineficiência e de desperdício dos fundos públicos.

Pergunto eu...

Vendo de fugida umas imagens dos Jogos Olímpicos de Inverno, surgiu-me uma dúvida de pouca importância na minha vida, mas que julgo pertinente na justiça das coisas. Porque raio é o hóquei no gelo desporto olímpico? E porque raio não o é o hóquei em patins?
(Se calhar é porque os países papa-medalhas-olímpicas não têm a mínima tradição no hóquei em patins, digo eu)

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Como?... Não percebi...

A princípio pensei que se tratasse de um impedimento a que um cidadão tenha casa de férias, assim como quem combate elitismos de forma fascizóide. Mas a declaração do Secretário de Estado Eduardo Cabrita, em que este diz que "haverá parâmetros mínimos de consumo a partir dos quais se considera que a casa não é devoluta", fez limitar a minha interrogação aos limites que estes génios da comédia pretendem, então, impôr. Mas não foi aí que a notícia me deu a volta à paciência.
Quando o Secretário de Estado diz que "é preciso incentivar a recolocação desses fogos no mercado", vem-me logo à cabeça as recentes mudanças na regulamentação do mercado imobiliário (especialmente o de aluguer). Assim, o que o Governo nos diz é que se quisermos alugar um imóvel, não podemos fazê-lo segundo as leis de mercado, e logo a seguir vem dizer-nos que somos obrigados a entrar nesse mercado viciado...
Será que há aqui algo que me escapa?

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

Quem semeia ventos...

Freitas do Amaral disse que tal, o embaixador do Irão elogiou-o por tal ter dito. Agora, o MNE esconde que disse tal e repudia o tal e qual que o embaixador disse depois de elogiar o tal que ele próprio verbalizou. Fui claro...?
Quem semeia ventos, colhe tempestades.

Os cartoons Iranianos, e a resposta Israelita

Neste site, tive a hipótese de ver as famosas caricaturas de resposta às dinamarquesas, ridicularizando o holocausto. É um site de propaganda Israelita de contradição às ditas... Propaganda lamechas e desnecessária, a meu ver.
Lamechas, porque nunca percebi o exagero que se faz em volta do holocausto. Muitas mais pessoas foram mortas às mãos de outros regimes, alguns até contemporâneos do de Hitler. Aliás, percebo. Ou não fosse o lobby judeu um imenso e musculado polvo.
Desnecessária, porque a melhor resposta é ignorar. Façam lá as caricaturas que quiserem, e não se queixem das dos outros, é só o que peço.
Devo dizer que só dois dos desenhos me fizeram rir (um dos objectivos desta arte), e, mesmo assim, um deles com uma concepção artística paupérrima. Mas isso depende só do meu gosto.

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Ainda estou para ver

Ainda não ouvi nenhum líder muçulmano, religioso ou não (nos raros casos em estas duas condições não coincidem), dizer que as caricaturas o ofendem, mas paciência. Nem os mais moderados. Esses dizem que nada têm contra a liberdade de expressão, pretendem defendê-la até, mas falam em bom senso, em limitações.
Quanto ao bom senso, cada um sabe de si, e ninguém tem nada a ver com isso. Já as limitações, quaisquer que sejam, à liberdade de expressão, são inadmissíveis. Não consigo encaixar a definição de liberdade de expressão parcial. Ou é ou não é.
Ou será que a liberdade de expressão não é poder dizer tudo que nos vier à cabeça? Se me disserem que posso dizer o que penso, a não ser que isso ofenda um ou outro badameco, já me tiraram a liberdade. Se mentir, ou não puder provar alguma acusação que faça, processem-me, mas não me proíbam de o dizer.

sábado, fevereiro 11, 2006

É que já faltou mais

Apesar de não gostar nada de fazer guerra, já faltou mais para começar a defender a eliminação da ameaça de proliferação nuclear iraniana por via da largada de umas quantas bombas bem metidas nas barbas dos governantes políticos e religiosos (correndo o risco de entrar em redundância) daquele país, e de todos os outros onde se atacam território e cidadãos europeus, só pelo facto de serem das nacionalidades que são.
Já nos declararam guerra, resta defendermo-nos.

Política e futebol

A guerra já chegou o futebol. Há quem sugira a exclusão da selecção o Irão da competição. O medo de entrada de elementos perigosos na Europa entre os torcedores, a transformação das eventuais vitórias em mensagens divinas e em demonstrações da superioridade iraniana, ou a simples retaliação política podem ser os motivos para semelhante sugestão.
Por mim, nem o medo deve tomar decisões por nós (é assim que os déspotas vencem), nem devemos nós alhear uma equipa que ganhou o direito a estar na fase final dquela competição, já estaríamos nós a praticar o despotismo de acusamos o poder político do país que aquela equipa representa.
Continuo a dizer que temos de os ignorar. (E retaliar, de preferência diplomaticamente e à luz do direito internacional, aos ataques a solo europeu, como são as embaixadas de países europeus, por exemplo).

Pois é. É a vida!...

Chegado à Região Autónoma da Madeira lá pelas dez e meia da matina do dia dez de Fevereiro (hje, para quem, como eu, ainda não se deitou), não perdi tempo e fui ver como anda a noite de sexta-feira à noite nesta ilha onde uma cegonha, por um feliz acidente, me largou. Frequentei os mesmos lugares de sempre, ou quase, mas as pessoas parecem-me diferentes. Parecem-me todas as mulheres que vi, salvo a excepção de quatro ou cinco frescas jovens de visíveis dezoito a vinte anos, me pareceram uma cambada de encalhadas, umas mais desesperadas que outras. Os homens que por lá andavam pareceram-me velhos e cúmplices das as desesperadas solteironas. Assustei-me, pois reconheci muitas das caras que agora me entristeciam como meus contemporâneos, alguns até mais novos quatro ou cinco anos que eu...
Serei eu que não me vejo como o homem feito que devia ser, ou serão eles que têm pressa de se deixar engulir pela uniformidade e uma vida grisalha, cheia de obrigações e linhas gradeadas?
Serei um Peter Pan, ou um louco que não se descobre com um lugar no mundo, onde se possa sentar e esperar que a vida o engula?
Às vezes tenho a impressão de correr sozinho pelo cego nevoeiro, mas de pés descalços sentindo a areia, a erva e as pedras.

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Relembrando

Mais uma vez, vêem-se uns quantos tipos vociferar no seu sotaque madeirense que existe falta de democracia na Madeira. Que existe falta de elegância, de diplomacia, e até de educação, é facilmente comprovável, de parte a parte. É claro que a imprensa e mídias nacionais só se interessam pelas palavras de Alberto João Jardim, especialmente quando podem tirar frases fora de contexto de forma a dengrir um homem que comete, desde muito cedo, o crime hediondo de tratar os "jornalistas" por tu, e não os tratar com salamaleques e simpatias que não deviam sequer esperar obter.
Mas lembro a apreciação de Garcia Pereira durante a campanha para a Presidência da República. Na Madeira não há défice de democracia. Há défice de oposição.
Chego a suspeitar que a oposição madeirense ganha mais como tal, e por isso se acomoda e deixa andar, fazendo ruído de fundo só para não ficar esquecida.

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Mal habituados

Os muçulmanos têm todo o direito de estar zangados com as caricaturas. Têm todo o direito em manifestar-se contra a publicação das ditas. Só não compreendem que a Dinamarca, assim como a Europa inteira, não tem qualquer responsabilidade naquela publicação, porque neste lado da barricada, a imprensa é independente do estado. No lado deles, isso não é verdade, e é essa a realidade que conhecem.
Estão mal habituados...!

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Será isto um padrão?

Nesta notícia do Jornal de Notícias, de que vi imagens na RTPn em que até fotografias de navios da companhia cujo barco naufragou foram queimadas, pelo simples facto de serem fotografias de barcos daquela companhia, vemos a irracionalidade das reacções daquelas culturas. Afinal não é só porque uns gajos tem um sentido de humor menos cuidadoso que eles queimam bandeiras e símbolos. Afinal a indignação naquelas bandas não se limita a um assalto à religião.
É cultural, arrisco, sabendo que estou a ser injusto nesta minha generalização. Mas qual é a generalização 100% justa?

Engana-se

O Imã Mounir, de Lisboa, diz "a liberdade de imprensa tem limites". Engana-se. Qualquer imposição de limite à liberdade de imprensa é censura. A imprensa até pode publicar mentiras e boatos, sujeitando-se a eventuais responsabilizações legais.

domingo, fevereiro 05, 2006

Ocorreu-me...

Os muçulmanos vêem Jesus Cristo como um profeta. O Corão proíbe a reprodução da imagens dos profetas. Em qualquer igreja, casa ou publicação cristã é possível ver representações do filho de Deus / profeta.
Em vinte e nove anos e cinquenta e seis dias não me lembro de ouvir o islão ameaçar destruir o mundo ocidental pelas suas imagens de JC.
Bem sei que desta vez se gozou com Maomet, mas já muitas vezes se usou a imagem de Cristo para gozo, inclusivamente em filmes.
O que eles querem, infelizmente, é guerra. Qualquer desculpa serve.

A terceira Guerra

Ilustra a Elise neste post.

sábado, fevereiro 04, 2006

Ouvi de passagem

"Para usar uma expressão muito nossa, isto é como um jackpot". Ou será jaquepote?

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Uma questão de disponibilidade

Sempre que vejo as grandes manifestações dos muçulmanos nos países em que são maioritários e infiltraram a sua religião nas leis, lembro-me de um comentário que um tio meu fazia há uns anos atrás. Este meu tio chamou-me a atenção para a frequencia com que estas massas populares saem à rua, em pleno horário de trabalho. Ou o número de desempregados nestes países é avassalador, ou aquela malta não leva o trabalho a sério. Constantemente na rua, aos berros, prometendo morte a porcos e a imperialistas, a infiéis e a pecadores de opinião.
Nem as greves Portuguesas são tão frequentes, e já são boas machadadas na produtividade nacional.

Quanta bondade!...

Quando questionados sobre o destino que dariam ao jackpot do Euromilhões, muitos Portugueses respondem, de mão distraidamente pousada sobre o esterno, olhos tristes numa cabeça ligeiramente inclinada, com a voz carregada de emoção, que "ajudava muita gente".
Acredito que ajudassem alguns familiares directos. Acredito, até, que alguns, que nem fazem contas a quanto dinheiro ganharam, julgando o prémio infinito, o distribuam ao desbarato a todos os charlatães que se apresentem com uma causa aparentemente justa. Mas o grosso desta gente pegava no dinheiro e punha-se a andar! Até porque o terror do vizinho que cumprimenta com um aceno e que, a partir do momento em que soubesse do prémio, passaria ao abraço, ao "amigo do peito", os fariam fugir a sete pés, enojados com a natureza interesseira do Português que quer a vida fácil. (Como eu...!)
Eu joguei e não invento: se ganhar, tudo farei para que ninguém saiba. Eventualmente, daí a uns meses (24-36), algumas pessoas mais próximas teriam já a minha confissão, e os outros que o deduzam.

Ocorreu-me

O advogado do casal de lésbicas que se quer casar à viva força publicitou a sua intenção num blogue. Só se fez acompanhar à conservatória por um casal. Devo concluir que a comunidade homossexual deste país se mantém longe da blogosfera? Ou que não há assim tantos que se queiram casar? Ou então, o advogado seleccionou-as, preterindo outros casais, discriminando-os...?
Se alguém pensar noutra hipótese, faça o favor de ma comunicar.

Finalmente...

Estou de volta. Finalmente! Uma semana inteira sem internet leva qualquer um ao abismo da loucura. Principalmente quando a justificação da TVCabo é que um raio caiu sei lá onde... E ainda me é difícil sair de casa nesta altura, em que é suposto estudar para exames. Vamos a ver se me descontam uma semana na factura mensal...
Para piorar o caso, foi uma semana fértil em assuntos que normalmente me fariam gastar as unhas neste teclado. A secreta, que , como qualquer secreta que se preze, é secreta e não existe oficialmente; as senhoras que armaram um festival mediático em volta de um casamento que sabiam, desde o início, que não seria autorizado (mas há um advogado no meio disto tudo que potênciou a possibilidade de aumentar a sua carteira de clientes, principalmente no seio da comunidade homossexual); as famigeradas caricaturas do profeta maior da religião muçulmana, e a reacção exarcebada por parte daqueles para quem a liberdade de expressão se deve limitar ao que os líderes religiosos, deles, permitem; o cândido pedido do presidente do Irão para que o resto do Mundo lhe limpe o sebo; etc.
Repito: estou de volta...

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Memória curta

Sócrates acusou Marques Mendes de dizer mal de certas políticas que anteriormente defendeu, só para ganhar votos dos descontentes. E rematou dizendo que os Portugueses não vão nisso. Se calhar já não se lembra da campanha eleitoral que lhe rendeu uma maioria absoluta...
Mesmo assim não posso deixar de lhe dar razão, em relação a todos os partidos que se alternam no poder e na oposição.
Mas a culpa é do eleitor que, como um peixe que tem mais olhos que barriga e se atira ao isco que se apresenta fácil de apanhar, escolhe sempre aqueles que prometem rios de mel e costas quentes.

As SCUTs na Assembleia

Ouvi, em directo no debate mensal da Assembleia da República, Marques Mendes acusar o Primeiro-Ministro de fazer birra em relação às SCUTs, subindo o imposto sobre os combustíveis de forma a pagar os gastos com aquelas auto-estradas, conforme o anunciado pelo próprio governo. Na resposta, Sócrates diz que o aumento dos impostos se deve ao estado deplorável em que o seu governo encontrou as contas. Nunca se referiu especificamente a este mais recente aumento, desviando-se à resposta clara.
E dizem que quem não debate é Cavaco...

Conversas, Churchill e política

Por altura das eleições dei com este post no blogue Abéculas, aves raras e outras espécies endémicas. Nele, o Aves Raras cita Churchill como tendo dito (e não tenho razão para duvidar) que Quem não é de esquerda em jovem, não tem coração; quem não é de direita em adulto, não tem inteligência. Ora como o Aves Raras confessa ter votado Alegre, provoquei-o com um comentário que denunciava o facto de Alegre ser de esquerda. Como me respondeu, e me alertou para o facto via e-mail, achei que, além da resposta no próprio blogue, devia responder aqui no meu cantinho.
A definição de Churchill, que trancrevi em negrito e itálico acima, tem defeitos. Aliás, acredito que os mais jovens, entre os 14 e os 18 anos, têm tendência a ser de esquerda não por terem bom coração, mas por egoísmo. Ou não são as ideias comunistas/socialistas mais confortáveis para quem olha para o futuro de um ponto de vista individual, como todos os adolescentes fazem? São promessas de estabilidade e facilidades em manter o estilo de vida em que alguém cuida de nós.
A segunda parte da afirmação de Churchill, também não é absoluta, calculo. Até porque conheço muito burgesso que se intitula de direita. Mas penso que que só não é de direita, em adulto, e depois de aturadas considerações sobre os sistemas políticos (em que nem todos os adultos se empenham), quem não acredita nos seres humanos. Digo isto porque, do meu ponto de vista, A esquerda tende a desresponsabilizar o indivíduo, responsabilizando o todo e atribuindo-lhe vontades e cuidando do bem-comum, enquanto que a direita tende a responsabilizar o indivíduo, deixando-lhe a escolha do seu caminho, dentro de algumas regras sociais, infelizmente necessárias.
É aqui, e só aqui, que vejo uma separação entre esquerda e direita. O indivíduo que se integra por si na sociedade versus o bem-comum que reprime a individualidade.

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Sexo: porque a vida também tem disto

Reflectia eu em silêncio, no conforto do meu leito, quando ouvi uma voz feminina em nítida dificuldade respiratória. Cheguei a pensar que fosse espirrar, no meio da minha inocência, mas logo notei que a vocalização era mais gutural que nasal, e que o espirro sobe de tom e não acelera daquela maneira. Pensei logo: "alguém se diverte à fartazana, aqui no quarto de cima". O volume aumentou um pouquinho sem mudar a disposição feminina, pareceu-me, como se apenas quisessem que eu ouvisse melhor. Durou pouco mais que um minuto, minuto e meio. Tive pena do interveniente feminino, sem pensar que a festarola pode ter começado muito antes.
Dei por mim a pensar que se eu ouço o regabofe alheio...

terça-feira, janeiro 24, 2006

Os donos da moral Histórica

A Joana, do Semiramis, tem o condão de me fazer espreitar todos os dias o que de novo poderá ter escrito. "Os Loucos do Pireu" é um dos meus mais recentes favoritos, até pelos comentários que suscitou. A falta de elegância e de educação de alguns contestatários ao que a autora daquele blogue escreve é demasiado evidente. Não que usem linguagem indecorosa, mas são pouco inteligentes em algumas respostas, sendo até intelectualmente desonestos, deturpando os significados de forma propositada (ou então demonstrando uma evidente carência na capacidade de interpretação de textos), e num tom que me pareceu irritado. Mas não é isso que quero discutir.
A Joana é insistentemente atacada por dizer que a esquerda tem o vício de reinvindicar a História (e eu junto-lhe a moral e as boas intenções) como sua. Não preciso de dizer que concordo. Até tenho exemplo familiar do que é lutar-se pelo que se acredita, sem alarde nem auto-glorificação.
Como toda a gente, tive dois avôs. Um Salazarista convicto que, mesmo depois do 25 de Abril não se disfarçou de revolucionário nem tinha vergonha de dizer que tinha apoiado António de Oliveira Salazar. O meu outro avô, que fez parte da comissão instaladora do PSD de Vila do Conde (facto, para a maioria dos Portugueses, denunciador de um homem de centro-direita), também teve a sua quota na luta contra o regime do Estado Novo, tendo passado até pela cadeia. Fez parte do MUD (se não me engano), até este movimento ter sido invadido por militantes de extrema esquerda (Mário Soares era um deles). Nunca o ouvi gabar-se de boca cheia de ser pai da Pátria. Defendeu a causa em que acreditava, e isso bastou-lhe. Eu soube da maior parte das histórias pela sua filha (minha mãe) depois da sua morte.
Ambos acreditavam em algo de que nunca tiveram vergonha nem quiseram capitalizar. Tanto quanto sei, nunca se deram mal apesar das posições divergentes.

segunda-feira, janeiro 23, 2006

A guerra, pelos vistos, é da direita...(???)

Ouvi dizer, no Prós e Contras, que a a esquerda é contra a guerra, ao contrário da direita...!
A China comunista ameaça Taiwan com folhas de jasmim, enquanto quen a Coreia do Norte o traje tradicional é parecido com uma farda militar, e o discurso belicista não passa de brincadeira. (só quis ir buscar uns exemplos contemporâneos).

domingo, janeiro 22, 2006

Era engraçado...

E se houvesse uma segunda volta?
Bastaria que Cavaco perdesse cerca de 0,6% dos votos, e teríamos uma segunda volta entre ele e Manuel Alegre. Era ver militantes do PS que se fartaram de dizer mal de Alegre, que o insultaram, que o desprezaram, a gritar pelas feiras deste país que Alegre é o homem ideal...
Era ver Mesquita Machado, por exemplo, que disse algo como "Ó Manel, tem juízo!", agora a dizer "Ó Manel, és do carago!". Tinha piada.

O vencedor

Cavaco ganhou. Foi eleito à primeira, como se esperava, mas os números acusaram algum desgaste da imagem de Cavaco ou uma maior mobilização dos eleitorados das áreas políticas dos outros candidatos. Por isso considero que Cavaco ganhou por uma nesga.
Já Manuel Alegre só se pode queixar de não ir a uma segunda volta, objectivo que só pensou almejar há semana e meia. De resto, ganhou porque se manteve até ao fim, porque conseguiu concentrar em si a maioria dos votos de esquerda, mesmo sem aparelho partidário. Também é um vencedor nestas eleições.

Jerónimo e Anacleto

Fiquei triste. Francisco Anacleto Louçã vai receber dinheiro dos meus impostos. E quem o ouviu lembrar-se-á daqueles discursos emotivos, cheios de perdigotos, que eu (principalmente devido à minha idade) me lembro de ver em filmes, seja no preto e branco original, ou nas interpretações coloridas do cinema, de figurões como Fidel (este ainda é, infelizmente do meu tempo), Hitler, Mussolini, Estaline, e outros revolucionários que crêem deter a exclusividade da moral e da verdade. (Lembro que andam por aí a surgir mais uns quantos, principalmente pela América do Sul)
Já quem ouviu Jerónimo julgar-se-á, fazendo fé no seu discurso, de volta ao Estado Novo. Se assim é, sr Jerónimo, foi o seu povo quem escolheu, para o bem ou para o mal. Faça o favor de não confundir este país com os dos seus modelos de governo ditatoriais, em que o Estado é a personificação do Partido, e este da razão e da bondade de intenções. A isto se chama democracia, ainda que em Portugal esta seja para inglês ver.

Expliquem-me, porque eu não entendo

Soares diz, e António Vitorino defende, que não perdeu?! Foi categoricamente derrotado nas urnas, até em relação ao candidato sem partido, falhando a cumprir todos os seus objectivos, e ainda se diz de alguma forma vitorioso? Nem evitou a vitória de Cavaco à primeira, nem caso houvesse, seria ele a disputar uma segunda volta.
Diz ele que a derrota seria ter desistido. Se desistisse seria pior, concordo. Mas não me lembro de ser esse o seu desígnio de campanha. Não o ouvi dizer nunca, ao longo da campanha "a mim ninguém me obriga a desistir!". O único que disse isso, foi Alegre. Este sim, cumpriu, e superou.

sábado, janeiro 21, 2006

Lógica desviada

Não quero, de modo algum, que me este texto interpretem como tomada de partido. Alías, quero só partilhar este meu momento de eureka pouco pertinente, que me assaltou no local previlegiado à filosofia e leituras banais, onde o nosso pensamento mais inconsciente ganha eco, seja pelos azulejos e as peças de louça estéril, seja pela situação vulnerável em que nos encontramos, de calças em baixo.
Acompanhem-me, então, neste raciocínio: havendo cinco candidatos de esquerda contra um só que não é de esquerda, porque é que os primeiros elegem como adversário o candidato dito de direita? Os adversários desses candidatos são quatro candidatos de esquerda e um que não é de esquerda. Os adversários do candidato mais à direita são todos da esquerda. Logo, seria lógico que este candidato apelasse ao voto contra a esquerda, mas não o faz.
Os votos contra a esquerda encontram uma só opção. Os votos contra a direita encontram cinco escolhas. Pode até discutir-se se o candidato mais à direita é verdadeiramente de direita (até porque quem me conhece sabe que vejo o PSD como um partido de centro que pende para a esquerda, e o PP como um partido que flutua, ao longo do tempo, entre um centro sem lados e um centro-direita pouco definido), mas averdade é que teria lógica para ele juntar todos os seus adversários naquela definição de "esquerda". O mesmo já não é verdade para os candidatos de esquerda. A não ser que não considerem os outros candidatos como adversários, mas aí o bom senso exigiria que se encontrasse uma só candidatura.
Mas como não vejo a eleição para a Presidência da República como uma escolha entre esquerda e direita, ou de um partido em detrimento dos outros, esta questão não me aquece nem arrefece, mas é uma "boa" desculpa para largar os livros de estudo por uma meia hora...
Votem como vos der na gana!

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Moeda de duas faces

Além de significar um atropelo flagrante às promessas eleitorais que lhe deram mandato popular, o aumento da taxa sobre os combustíveis não deixa de ser um reforço de receitas, sempre em detrimento a cortes sérios na despesa. Para isso havia as receitas extraordinárias, que podiam incluir várias privatizações de empresas públicas, ou de capitais públicos, que de nada servem ao estado (servem aos partidos de governo, para dar ordenadões os amigos, e beneficiar os finaciadores de campanha).
Mesmo assim já ouvi, na RTPNotícias, uma declaração em que descobri uma vantagem nesta medida governamental. Um taxista sugeria mudar o combustível da sua ferramenta de trabalho para um combustível mais barato, necessariamente menos poluente (em vista das alternativas existentes).
Não sendo esse o propósito anunciado pelo governo, a menor utilização dos combustíveis fósseis, seja por menor uso, seja por uso de energias alternativas, pode ser uma vantagem.
Mas não se esqueçam de cortar na despesa, a sério, por favor!

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Senti-me picado



Não quis ficar atrás do AA e do AMN, no A Arte da Fuga, que já tinham sido provocados por outros (ver post). Os testes estão nos sites seguintes: Moral politics e World Smallest Political Quiz. Estes são os meus resultados, obviamente.

terça-feira, janeiro 17, 2006

Já foi tarde...

Mansos...

"Sobral de Monte Agraço: GNR descarta uso da força para deter barricado"...?! Porquê?! O homem, por acaso tem reféns? São precisos quantos dias de cerco para o cansar? Quantos dias de terror têm os vizinhos deste homem perturbado, notoriamente perigoso até para os agentes da autoridade, que aguentar?
""Pretendemos preservar a integridade do cidadão mantendo em aberto a via negocial até esta se esgotar", sublinhou o responsável, escusando-se a adiantar até quando vão decorrer as negociações.". O homem já matou (tem condenação anterior por homicídio), e tentou matar outra vez, desafia a autoridade, e ainda o premeiam com um motivo de orgulho entre rufias, que ser temido pela polícia. Ou acham que ele, se for preso, vai agradecer à autoridade terem tido a preocupação de lhe ter sido preservada a integridade física?
A imagem que daqui fica para futuros confrontos, é de que a autoridade é fraca.

domingo, janeiro 15, 2006

Fui plagiado...

Mas nem tanto, já que no blogue PLAGIADÍSSIMO, que, como nome indica, se dedica a publicar os textos dos outros, o Zeak não deixa de dar o mérito da autoria a quem de direito. Devo até dizer que me embelezou o texto, com uma imagem alusiva ao assunto. Obrigado, acho eu!

sábado, janeiro 14, 2006

Mostarda no nariz...

Também acho que Eanes disse um disparate, até porque nenhum deles é um candidato do 25 de Abril... Ou o 25 de Abril não foi há quase 31 anos?! Se algum assim se afirma, está fora de data.
Mas o que me chegou verdadeiramente a dentro, é esta demonstração da apropriação que uns quantos gabarolas de saco vazio fazem da época em que o Estado Novo se desmoronou, bolorento e esfarelado. Já repararam que todos os cidadãos nacionais com mais de 50 têm uma história de luta anti-fascismo? (existem excepções, mas raríssimas)
E já agora, pergunto-lhes: e o que é que fizeram com a liberdade que vos caiu nos braços? Transformaram-na neste estrangulamento da verdadeira liberdade de escolha em que agora vivemos. Deitaram-na fora, desfizeram-na, como uma criança que recebe um brinquedo que não gosta, ou não percebe.
Páro por aqui, porque muito mais tinha que dizer, mas nem o tempo, nem a liberdade de inexpressão a que os libertadores e pais da pátria nos atiraram, mo permitem.
Deixem-se disso!! Não me cansem mais com essas ladaínhas de auto-promoção!!

Diferenças...

Por desafio de alguns familiares (quase todos a quem permito que me aconselhem), resolvi dar uma vista de olhos a uns sites de universidades do Reino Unido que tivessem cursos que me interessassem. Ao descobrir um curso que me agradou mais que os outros, resolvi pedir informações sobre aquele, via correio electrónico, na sexta-feira 6 de Janeiro. No dia útil seguinte, segunda-feira 9, tinha uma resposta. Como tinha dúvidas adicionais, escrevi de novo. Terça-feira 10, recebo duas novas mensagens: uma da responsável pela anterior, pedindo-me a morada para que me fosse endereçada mais alguma informação; a segunda de uma outra pessoa, esta responsável pelas admissões da tal Universidade, com toda a informação que eu havia pedido. Esclarecido (e, confesso, algo entusiasmado), deixei-me a considerar a hipótese de deixar o ensino superior cá da terra e rumar a terras de Sua Majestade.
Eis, então, que esta sexta-feira 13 me chegou às mãos um pacote remetido por aquela Universidade Inglesa. Um prospecto informativo acerca das propinas e bolsas disponibilizadas pelo governo Inglês, e como me candidatar àquelas, e um livro de 337 páginas, de agradável apresentação e fotos a cores, com informação exaustiva acerca da instituição de ensino. Informações sobre todos os cursos lá leccionados, sobre as perspectivas de emprego, sobre as possibilidades de alojamento, sobre as condições oferecidas pela Universidade, sobre as cidades e vilas vizinhas dos campus, e até projecções sobre os gastos mensais prováveis para um estudante deslocado.
Comparando esta resposta, tanto na rapidez como na qualidade, com as que consegui até agora em qualquer um dos três estabelecimentos de ensino superior nacionais que já frequentei, fico desiludido. Só a Universidade Católica (a primeira) andou lá perto.
Em Portugal fazem-me o favor de dizer onde é que eu me posso deslocar para saber das coisas. Ali fizeram-me sentir como se me quisessem por lá. É como se dissessem "não é por nós que não vem estudar para aqui!" (em inglês, claro).

quinta-feira, janeiro 12, 2006

Duas sugestões

Os textos do AMN no A Arte da Fuga, "Galheteiro para o galheto", e do JCD no Blasfémias, "Investimento Estratégico", agradaram-me bastante.

Atestado de incompetência

É assim que eu vejo qualquer lei que obrigue a quotas disto ou daquilo, destes ou daqueles. Entra hoje em vigor a lei que impõe quotas de música Portuguesa às rádios nacionais, atestando falta de qualidade à música nacional. A justiça deste atestado não está em discussão, mas a impressão que fica é negativa.
Os autores, que celebram esta medida, deviam ser os primeiros a recusá-la. Mas preferem admitir a sua incompetência a ter que produzir melhor.
São opções...

quarta-feira, janeiro 11, 2006

A lagarta dos pinheiros

A Thaumetopoea pityocampa, ou lagarta dos pinheiros, também conhecida por processionária, anda a povoar a imaginação e os horrores dos Portugueses. O recente caso das crianças recentemente "tocadas" pelos seus urticantes pêlos (porque quem tocou foram as crianças) em pleno recreio da escola, a isso ajuda. Já ouvi e li defender que se devem combater estas lagartas, eliminando-as da face da terra, para proteger as nossas crianças e criaturas de estimação. Falemos de coisas sérias e vejamos qual a raiz do problema:
Lendo a informação biológica sobre a espécie neste site (por exemplo, e em francês), descubro algo nada difícil de deduzir. Esta espécie nidifica e parasita àrvores do género Pinus, ou os pinheiros, sendo até uma praga destas árvores. Os pinheiros são espécies invasoras em todo o território nacional (com eventuais e discutidas excepções das terras altas (muito altas) das Serras da Estrela e do Gerês). Se assim é, porque é que só se vê a questão da lagarta, quando esta é claramente uma adição aos problemas que a reflorestação, que se insiste em fazer pelo país inteiro, em pinheiros? Se se reduzir o número de pinheiros, reduz-se a população de Thaumetopoea pityocampa, e ainda se abre uma oportunidade para devolver ao território a sua flora natural, com efeitos positivos também na fauna. E a eliminação dos pinheiros de Portugal, eliminaria a processionária do país.

A vingança

Pode até ser que Santana Lopes esteja a ser sincero na sua apreciação do cenário, mas a história recente não deixa de colar à declaração uma certa imagem de vendetta política. Não critico Santana Lopes por se sentir injustiçado por Cavaco, mas a lei de Talião deve ser ignorada por aqueles que querem sair por cima. Fica mal.

Regressão

Já mo tinham dito: à medida que envelhecemos, perdendo as nossas células neurais capacidades, existe uma tendência de regressão à infância. Tornamo-nos menos conscientes das figuras que fazemos, perdendo algumas inibições sociais. Brincamos em alturas menos propícias, e amuamos quando nos chamam à atenção, por voltarmos À noção infantil de que o Mundo começa e acaba no nosso umbigo. Vejo isso na minha avó de 91 (e meio), que esconde chocolates debaixo da cama e amua quando os tiram, chegando a fazer curtas birras, por enquanto muito leves. Também vejo isso em Mário Soares, que se auto-intitula de pai da pátria, e amuou a um canto porque descobriu que já ninguém gosta dele.
Não é verdade, Dr Soares. Ainda muita gente gosta de si, tenho a certeza, só que os seus amigos, responsáveis pelas linhas editoriais que tanto o ajudaram em campanhas anteriores, estão reformados. Já não podem fazer caixinha.
Só espero que agum dia se tirem os chocolates que Soares esconde debaixo da cama. Só para ver, sr Dr, só para ver.

sábado, janeiro 07, 2006

Desespero

Soares está cada vez mais desesperado. A prova é a extravagância das suas declarações. Parece que se o povo tem que votar de forma inteligente (só os idiotas votam Cavaco, parece) sob pena de fazer o país recuar... século e meio!
A falta de democracia e a propaganda baixa destas declarações só podem sair da vetusta mente de um Mário Soares desesperado.
Se eu já não gostava de Soares, agora ele afunda-se no lodo do meu desprezo.
Haja paciência!

Aplauso

Ao JCS, pelo seu texto "CAUTION" no Lóbi do Chá.

Sondagem

Segundo esta sondagem, Cavaco subiu nas intenções de voto. Dirá Soares (armado em Santana Lopes) "Estão todos contra mim!! Isto é uma cabala!!". Se as eleições redundassem desta forma, Cavaco era PR à primeira (60%), com Alegre em segundo (16%). Soares morderia o chapéu com 13% das intenções de voto. De notar que Loução não teria, sequer, direito ao subsídio estatal (4%), e que o eletorado do PCP continua obediente, aguentando os 7 pontos percentuais. Garcia Pereira teve azar. Não lhe sairam na rifa da sondagem assinantes da sua candidatura, em número suficiente para serem estatisticamente relevantes (0%).
O que mais apraz nestes números, é a subida de Manuel Alegre em relação a Soares, e a descida de Louçã (se calhar o voto útil começa a prejudicar Louçã em favor de Alegre...).
Mas o que realmente conta são os votos.

Dr Louçã: que notícia!!

Louçã diz que tem um DVD que prova de que Alberto João Jardim (AJJ) não gosta de Cavaco. Que notícia! Eu sei-o os quinze anos, pelo menos. Se o apoia nestas eleições? Acredito que sim, como o mal menor.
Ou acha Louçã que AJJ ia apoiar Soares, de quem gosta menos que Cavaco. Ou em Alegre, que sempre desconsiderou. Se calhar Louçã esperava ver AJJ a apoiar Jerónimo de Sousa, Garcia Pereira ou... Louçã!? (Tenho que fazer uma pausa para rebolar no chão enquanto solto uma gargalhada de fazer perder o fôlego. A ver se não rebento um vaso...)
Todos quantos já viram o "respeito" que AJJ tem pelos partidos destes últimos na Assembleia Regional (AR), chegando a ser mal-educado para com eles, se ririam como eu da hipótese de Jardim apoiar um "cubano comuna" (e só da hipótese, porque não acho piada nenhuma à falta de respeito que AJJ destila nessas sessões da AR - é sempre bom esclarecer estas coisas, porque gente de má-fé, sempre pronta a deturpar as palavras dos outros, existe por aí aos magotes). Alberto João tem-lhes um desprezo visceral.
Alberto João Jardim apoia Cavaco porque, à falta de melhor, apoia o partido. Até se pode ver que não tem intervido, excepto quanto lho pedem.

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Obrigado, Sampaio!

Pode ler-se no Público "A clemência de Sampaio incluiu ainda delitos relacionados com o fisco. Foram perdoadas a um arguido "todas as penas aplicadas" (de prisão e multa) por crimes de fraude fiscal e abuso de confiança. A alguns reclusos Sampaio perdoou a pena acessória de expulsão do país. Foi o caso de uma cidadã estrangeira condenada por auxílio à imigração ilegal, sequestro e coacção.". Entre homicidas na terceira idade e uma jovem que ainda tem pendente um mandato de captura, estes dois indultos acima descritos soam mal. Numa altura em que se quer que o contribuinte cumpra escrupulosamente (por mais injusto que seja o sistema fiscal) perdoa-se, por completo, um culpado por crimes de fraude fiscal? É preciso que as pessoas tenham medo de não cumprir as suas obrigações fiscais, e que sejam vistos como reles criminosos. Em Portugal são vistos como heróis do estilo de um Robin dos Bosques não violento. Só que, quando se rouba nos impostos, rouba-se a um país inteiro, a todos os cidadãos, e não ao Governo.

O outro caso descrito no excerto escolhido é caricato, acho eu. Então não teria mais lógica perdoar àquela jovem a pena de prisão e expulsá-la já do país, do que sobrecarregar o sistema prisional para depois soltá-la cá dentro, sem garantias de que não volta a infringir a lei?

Há coisas que não entendo...

quinta-feira, janeiro 05, 2006

Actualização

Actualizei a lista de candidatos à Presidencia da República. Eliminei aqueles que não chegarão ao boletim de voto, e pus os restantes pela ordem por que aparecerão no dito boletim.

quarta-feira, janeiro 04, 2006

Audição selectiva

Acabei de ver a reposição do programa "A Quadratura do Círculo", na SICnotícias, e continuo sem ver Jorge Coelho a dar a sua opinião livremente. Continua a ser nada mais que um cão de fila do partido. É ver-se Pacheco Pereira e Lobo Xavier defenderem os seus pontos de vista, mesmo que, por vezes não sejam coincidentes com os dos seus partidos, por vezes até contrários, enquanto Coelho se encolhe por detrás da cortina partidária.
Bom exemplo disso foi a forma como evitou falar das acusações de Soares de falta de isenção por parte da comunicação social, dizendo que não estava atento, ou por dentro do assunto, pelo menos não o suficente para comentar. Logo a seguir comenta que Cavaco disse que a Barragem do Alqueva era obra sua, quando não é. Eu ouvi Cavaco, e ele disse que era o responsável político da ideia, e não da obra. Não sei se é verdade, mas mostra que Jorge Coelho não estava atento (ou estava, mas foi desonesto), mas quis comentar. Em que ficamos?

Pequeno comentário a "post" alheio

O AA, do A Arte da Fuga, transcreve um parágrafo do texto "Tabaco e Fascismo Hipocondríaco" do Henrique Raposo n'O Acidental. Li o texto todo, mas foi realmente o excerto que o António escolheu que me fez escrever este "post". "Quando anularem o tabaco, estes tipos, que transformam o ser-se hipocondríaco num acto ideológico, vão atacar outros supostos vícios. O café, talvez. Dirão: “o café acelera a válvula XPTO”. " é onde a porca torce o rabo. E porquê? Porque o vício do tabaco não é comparável com o do café, para usar o exemplo ali descrito, porque o consumo do café só diz respeito a quem o bebe, enquanto que o fumador, o fumador inconsciente e mal educado (porque os há bem educados e respeitadores), impõe o seu vício a todos quantos se encontrem na sua vizinhança. Os direitos individuais do fumador acabam (ou deviam acabar) quando começa o meu direito a não fumar.
É óbvio que não defendo, e contrariarei da melhor forma que me for possível, que se despeçam pessoas pela sua condição de fumador, nem que me obriguem a ser vegetariano. Mas o vegetariano que se senta ao meu lado só me incomóda se me criticar por eu não o ser, enquanto que o fumador me incomoda por fumar.
Decerto o Henrique Raposo não defenderá que eu ande com uma máscara filtradora no bolso, para a eventualidade de encontrar a meu lado, na fila de uma qualquer repartição pública, um desses fumadores que não conseguem estar mais que dois minutos sem chuchar num cigarro aceso.

terça-feira, janeiro 03, 2006

Insurgências pertinentes

Leiam-se n'O Insurgente, os textos de André Abrantes Amaral, "Um problema de liberdade" e "Constrangimento", e o de BrainstormZ, "A idade de Soares passou a ser relevante?"

Sortido bem apanhado

Do AA, no A Arte da Fuga.

Começo doloroso

Pessoalmente, comecei mal o ano. Logo no segundo dia do ano, já de volta ao frio do continente europeu, fui jogar futebol. Não acabei o jogo, e estou agora a gelo e pomadas para curar a dolorosa entorse auto-infligida; fui eu quem, num momento de maior vontade em ganhar uma bola, consegui cair em cima da minha própria perna, com o pé dobrado...
Começa também bem o ano com aumentos em vários impostos indirectos... Mas Sócrates disse ao parlamento que não havia aumentos de impostos no orçamento de estado então discutido.
Começamos bem, começamos...

domingo, janeiro 01, 2006

Tanto alarido...

É isto? Não me sinto diferente; não repiro ar diferente; não vejo o mundo com outras cores; não ouço nada de novo; a comida soube-me ao mesmo;...
Afinal, tanto alarido para nada.
Mas ao menos também não perdi nada do que gosto, nem desapareceram aqueles para quem guardo palavras e sentimentos especiais. O meu beijo continua a pertencer à mesma pessoa, correspondido.
Afinal, nem tudo é cinzento.

Aventura pequeníssima, mas pertinente

Na noite de fim de ano decidi não beber álcool antes da meia-noite. Cheguei à casa da minha tia, onde passo sempre o fim de ano, com vista previlegiada para o Estádio dos Barreiros, e todos me convidavam: "não queres um whisky?", "bebe um pouco de punch", "não queres um copo de vinho?". Recusei sempre. Depois do fogo de artifício, já em 2006, peguei num copo de espumante. Desde logo me interpelaram: "Gonçalo, não vais conduzir?", "Já não bebeste o suficiente?"... Preso por ter cão, preso por não ter...
Depende do ano...!

sábado, dezembro 31, 2005

Dia especial (e as primeiras horas de 2006)

O último dia do ano. É, para mim, um dia de completo egoísmo. Dizem por aí (eu incluído, muitas vezes) que é um dia de resoluções importantes. Diz-se, mas não é. Para as difíceis resoluções, as fáceis, as importantes, as de menor importância, as que não aquecem nem arrefecem, sobram dias no ano inteiro, na vida inteira. Hoje sou homem de um dia só.
Desculpem-me os caridosos, que dedicam este dia à esperança de um ano novo e benevolente para um Mundo inteiro que não se interessa, ou os previdentes que se enchem,hoje, de planos e promessas de melhoria pessoal. Desculpem-me os vingativos, que querem tirar do ano que agora cai sobre nós, tudo aquilo que o ano que agora se encolhe no fundo da gaveta não forneceu. Desculpem-me todos, mas o ano tem muitos dias, e este é meu.
Decretou-se que é dia de festa, que o novo ano tem que vir embrulhado em estrondos coloridos e regado com espumante. Seja. Dobram-se regras, algumas ignoram-se, visto o "smoking" e mergulho no ano novo como se ele não fosse existir.
Dias, há muitos, e este é meu. (Conto as 24 horas a partir de agora, hehehe)
.............
FELIZ ANO NOVO!!, e cuidado com as entradas...

Último "link" do ano

O último "link" do ano de 2005 vai para o fresco blogue do amigo vasconovais (colaborador, tal como eu, do blogue "O Pátio da Cerveja"), "o vasquinho sou eu...". Ainda não o tinha referênciado porque ainda não tinha mais do que um "post" escrito. Como já vi mais qualquer coisa por lá publicada, e o conteúdo me divertiu bastante, decidi que valia a pena uma referência a este fresquíssimo blogue, que é "u m b l o g s e m c o n t e ú d o e s e m o r i g i n a l i d a d e.", nas palavras do autor.
Se continuares assim tens em mim um leitor assíduo, amigo Vasco.

quarta-feira, dezembro 28, 2005

Continuando...

Imaginemos que o sindicato dos jogadores resolvia obrigar os clubes de futebol a um contrato colectivo com todos os seus jogadores. Os jogadores que trazem uma mais valia desportiva e comercial, ou só uma das duas, ao clube e à equipa, ganhariam o mesmo que o jogador de menor valor.
Todos perderiam. Os jogadores de melhor qualidade iam-se embora, para clubes onde lhes pagassem mais, ou baldar-se-iam nos treinos e nos jogos. Ser-lhes-ia suficiente serem jeitosos. Os clubes baixariam bastante os seus ordenados, perdendo mais jogadores, para não pagarem demasiado aos futebolistas menos valiosos, e aqueles jogadores que estão sempre na dúvida ficariam desempregados (porque os clubes não baixariam assim tanto os ordenados, ou o ordenado comum). E os jogadores mais novos jogariam por menos, como estagiários...
O jogador de futebol valoriza-se pelo preço que o seu passe pode atingir e pelo ordenado que consegue que lhe paguem. O operário valoriza-se com uma pancadinha nas costas, quando não é reprimido por se esforçar mais que os outros, por fazer subir o padrão. Eu próprio já fui obrigado a fazer um trabalho inferior àquilo de que me sei capaz para não fazer subir a fasquia aos outros. Só não me importunei mais porque não recebia nada pelo trabalho, e o mérito seria sempre a repartir por mais pessoas. Mas senti-me de pernas cortadas.
Quem ganha bem é porque tem cunha, ou rouba. Quem ganha pouco é por ser oprimido, ou roubado.

terça-feira, dezembro 27, 2005

Justiça social vs igualdade social

Todos quantos defendem a justiça social como sendo um caminho para a igualdade social partem, deduzo, do pressuposto de que somos todos clones uns dos outros e produtos da mesma formação, com personalidade e capacidade de produção comuns. Mas não somos. Somos antes uma mistura variadíssima de individualidades diferentes.
Se assim é, alguns produzem mais e/ou melhor que os outros. Daqui formo a minha opinião, de que a igualdade social é, na verdade, socialmente injusta. É tudo uma questão de mérito.

Adivinhei...?

Escrevo, finalmente, da Pérola do Atlântico onde nasci e onde vim passar o fim-de-ano com a família paterna, devidamente enquadrado com o fogo-de-artifício. Mas não é disso que quero falar (outras oportunidades surgirão).
Escrevi, sábado passado, o texto "Pergunta exasperante", queixando-me da questão das facturas "opcionais", encrustadas nos (maus) hábitos nacionais. Pareço ter adivinhado que, dois dias depois, o Governo anunciaria que as facturas sobre valores superiores a 9,98 euros passam a ser obrigatórias... Já não o eram?!
Surge, assim, uma medida redundante. E quem vai fiscalizar? Quem mais interesse tem em fazê-lo, o contribuinte consumidor, não o fez até agora... A lei já existente é melhor (não distingue quantias), faça-se cumprir.
Medidas destas não passam de propaganda.
O único benefício (para o consumidor, não para o contribuinte) que ali vejo é o corte que os preços que excedam em alguns cêntimos aquele valor, só para se fingir que se pode não passar factura.

sábado, dezembro 24, 2005

FELIZ NATAL!!!

Pergunta exasperante

_ "Deseja factura?" _ é a pergunta que os Portugueses já se habituaram a ouvir e, infelizmente, aceitam que se pergunte, mesmo sabendo que a factura é obrigatória. Dá-me vontade de responder com uma pergunta: "Deseja cobrar-me lucro?"

sexta-feira, dezembro 23, 2005

Não faças aos outros...

Marques Mendes acusa Sócrates de não cumprir as suas promessas. Além de, pessoalmente, ficar aliviado por não terem sido cumpridas algumas delas (e espero que não venham a ser cumpridas), já outras não se podem cumprir de um dia para o outro. A subida dos números do desemprego, por exemplo, tendência que o Eng. prometeu inverter, não é coisa para um ano. Vai mal, pode até ir pelo caminho errado, mas só no fim se pode falar com tanta acutilância. Fiquemo-nos, por agora, pelo questionar das medidas tomadas, por exemplo.

Caricatura

Soares disse, nos Açores, que o sucesso que Cavaco publicita dos seus tempos de Primeiro Ministro se devem a ele, que ele é que era o Presidente da Junta... perdão... da Repúplica. Nem ao menos divide os méritos! No entanto, diz que o papel de PR não é o de Governar... Afinal, em que é que ficamos?

quarta-feira, dezembro 21, 2005

"Elegância" de Soares

Soares disse, sobre Cavaco: "Ele só fala com as pessoas de economia, porque se se falar de outras coisas, ele cala-se.". Cavaco é, portanto, um burro. "Ele não tem conversa" é, na opinião de Soares, que cuspiu esta frase, uma apreciação política.
Formação, dr Soares... formação.

Soares é um génio!

Pelo menos, é o que ele diz. E também diz que Cavaco não tem formação. Talvez pela sua origem humilde, ao contrário da educação de colher dourada de Soares, ou por não ter tirado um curso de História e Filosofia.
Por aqui deduzo que Soares gosta do que vê no espelho (e pouco mais vê além disso), e que quem não teve curso pago, nem tirou um curso de filosofia (como eu não tirei), é um ser de índole inferior.
Posso estar enganado, mas quem tem formação, não fala por cima dos outros, nem em debates televisivos.
Reafirmo: não gosto de Soares.

O tempo é curto e a palavra longa

A falta de tempo, nesta época plena de afazeres, principalmente tendo família aqui no Porto a limitar-mo mais ainda, obriga-me a deixar a actualização dos meus devaneios demoníacos para segundo plano. Mas resistirei à tirania apressada dos ponteiros, nem que para isso tenha que alongar as minhas insónias!

segunda-feira, dezembro 19, 2005

Palavras incoerentes

Chumbita Nunes, presidente do Vitória de Setúbal, diz que Norton de Matos nem se despediu, nem foi despedido... Antes rescindiu o contrato. (!?)
Mas quem está errado sou eu, ao tentar encontrar coerência no mundo do futebol lusitano...

domingo, dezembro 18, 2005

Candidatura de alto risco

Para Soares, a candidatura de Cavaco é de alto risco para Portugal. Concordo. Cavaco quer negociar com terroristas que já declararam não admitir negociações. Cavaco quer forçar o governo a voltar atrás nas suas políticas de revitalização económica (embora fracas e deslocadas , em alguns casos) e de redução da despesa pública. Cavaco quer ser presidente por que sim. Ah! Esperem! Esse não é Cavaco!...
...
Alto risco, porquê? Que obscuras forças se posicionam ao lado de Cavaco? (Lembro que Cavaco nunca teve o seu nome mencionado em casos de tráfico de armas e diamantes internacional, nem em casos de corrupção e cobrança de favores...)

Ainda com a discriminação das mulheres

O cavalheirismo não é uma forma de discriminação e de paternalismo?

Comentários do "post" das nacionalizações

Ao texto "Nacionalizações", que escrevi neste blogue, dois amigos meus entraram em discussão comigo, o ZP e o Abtúrsio. Ao primeiro comentário do ZP, acho que já respondi, e dou-me por satisfeito. Como essa resposta gerou outras, e vi-me obrigado a responder-lhes, achei que valeria a pena responder de forma mais visível, relançando a discussão.
O Abtúrsio começa por dizer que, apenas por pertencerem ao estado, as empresas perdem competitividade (não transcrevo porque este meu amigo, apesar de saber escrever melhor, não se dá ao trabalho de relêr o que escreveu. Sendo assim poupo-o à crítica de quem não o conhece, pedindo desculpa por algum pormenor que interprete mal). Não perdem competitivedade... perdem competição. Como é possível a uma empresa privada competir com uma empresa que, além de muitas vezes protegida, ainda tem injeções de capital do estado sempre que tenha um mau desempenho? E sem competição, qual é a empresa que faz por servir melhor o consumidor? O Abtúrsio também se apraz com o emprego pleno, estatal. Quanto a esse comentário (saúde incluída) penso que o "post" original esclarece bem o meu ponto de vista, no excerto que começa com a explicação "Mas um patrão que tem em vista apenas dar emprego esquece-se do lucro, muito difícil numa empresa em que ninguém precisa de produzir para manter o emprego.", continuando a explicar as consquências que prevejo (a ler no original, se a vontade for essa).
No segundo comentário do ZP, este diz que "A manipulação de preços por parte das empresas é proibida mas é nítido que é práctica comum em Portugal! Aliás é só recordar como há bem pouco tempo foram multadas uma série de companhias farmaceuticas por fazerem isso!". E isto é argumento em favor da privatização? Antes pelo contrário! Aquilo que é ilegal não pode ser exemplo, nem positivo nem negativo! Além disso, uma companhia estatal como a TAP, faz uma manipulação de preços legal, porque sancionada e protegida pelo estado, nas viagens entre Portugal continental e a Região Autónoma da Madeira, por não ser permitido a mais nenhuma companhia fazer estas linhas. Se o ZP é contra a manipulação de preços, não pode estar de acordo com isto. A única coisa que posso dizer em relação às cartelizações de que ele fala, é que se devem investigar e condenar. Além de que, ficará a saber o meu amigo ZP se ainda não sabe, os farmacêuticos Portugueses gozam de uma protecção férrea. Eu não posso ser dono de uma farmácia, porquê?! E as maiores cartelizações são feitas a partir das Ordens...
Quanto aos recursos estratégicos de que tanto fala o ZP, pode sempre acautelar-se os interesses nacionais, com a manutenção de acções por parte do estado, mas evitando-se a intervenção. Não se pode admitir que essas empresas sejam geridas como fazendo parte do estado (não poucas vezes, do governo), com as nomeações políticas e tudo o que isso acarreta.
A competição só ajuda a que nos superemos. Isso é mau?

sexta-feira, dezembro 16, 2005

Marosca

Pode não ser, mas que cheira, cheira...

quinta-feira, dezembro 15, 2005

Alegre e as mulheres

Manuel Alegre e seus apoiantes dizem que ele é o único candidato a PR que fala sobre as mulheres. Referem-se, obviamente, só aos candidatos Cavaco, Soares, Sousa e Louçã, já que conto pelo menos duas candidatas, uma das quais a poucas assinaturas do mínimo exigido, Manuela Magno (não sei em que pé está a candidatura de Carmelinda Pereira). Uma mulher representará melhor o eleitorado feminino, digo eu. Mas não é este o assunto que quero discutir.
Na minha modesta opinião, Alegre é que está a discriminar as mulheres. Separar-se o eleitorado por género sexual é, só por si, discriminatório. E a paternalização das eleitoras, com a mãozinha (retórica, esta mãozinha. Não acuso Alegre de assédio) sobre a cabeça, em jeito "coitadinha, é mulher", também não é muito positiva para as mulheres que se afirmam sem exigências especiais relativas ao seu sexo (exceptuando, claro, as exigências que à biologia dizem respeito).
Devo dizer que não me agrada, sequer, que nos artigos que a nossa Constituição consagra aos direitos do cidadão, seja constantemente reafirmado o mesmo direito para as mulheres. Será que elas não são cidadãos, e como tal precisem de ter alíneas de salvaguarda?