sexta-feira, junho 30, 2006

Vá-lá...

"Luís Amado substitui Freitas do Amaral no MNE". Vá-lá, na substituição do Professor Doutor fizeram a melhor escolha. Pelo menos a escolha mais rotinada nestas coisas dos negócios estrangeiros.

quarta-feira, junho 28, 2006

Quem vai à guerra...

O governo palestiniano do Hammas diz que o avanço militar por Israel sobre a faixa de Gaza nada tem a ver com o soldado raptado. Mesmo que assim seja, alguém lhes deu uma desculpa... Eu teria feito o mesmo, se estivesse no lugar do governo israelita. A captura de um soldado de outro país é um acto de guerra.
Para que um teimoso se manifeste, é preciso que apareça outro da mesma espécie.

Sugestão

Já que os problemas do país se resolvem (ou parecem resolver) através da internet, eu sugiro que se passe a distribuir água potável através da rede, por exemplo...
Mas procurar emprego por via electrónica nem é novidade, mas é capaz de ficar mais fácil com este portal.
Façam, divulguem, mas não tentem fazer esquecer os problemas sérios deste país, como a sua Constituição constrictora da liberdade dos cidadãos, a educação enlatada, ou aeroportos que já aguentaram EXPO 98 ou Euro 2004, e agora não aguentam um verão perfeitamente normal, entre outras parvoíces que por aí correm.

terça-feira, junho 27, 2006

Curiosidade científica

"Serpente camaleão descoberta na ilha de Bornéu"

Imagem. Sempre imagem

Alguém reparou na participação do nosso Primeiro Ministro na inauguração do último bocadinho de rede de banda larga da PT? Não o condeno por assistir ao carregar de um botão por vídeo-conferência, nem sequer a comunicação social por exarcebar a cobertura do evento, mas não consigo deixar de ver nisto mais propaganda. É levantar pó.
Os problemas de fundo do país não têm nem esta atenção visível por parte do governante, nem tamanha cobertura por parte da comunicação social.

"Promiscuosidade"

Ouvi, numa entrevista radiofónica, o entrevistador usar aquela palavra em título. É caso para dizer que o profissional de rádio faz uso de alguma promiscuidade no uso da sua gramática...

sexta-feira, junho 23, 2006

Armadilhas para cínicos

No post anterior vemos um casal que prefere ser frontal e gabar-se de que o produto que vendem é roubado de fresco. Deve até ser uma forma de convencer o potêncial cliente de que o produto é genuíno, e não contrafeito. Se calhar até é contrafeito, mas rende mais se tiver epíteto de roubado. Se assim for, a desonestidade é a dobrar.
Mas temos que ver que há mais desonestos nesta equação: o comprador. É tão desonesto quem rouba, como quem o recompensa por isso. É tão ladrão aquele que rouba, como aquele que compra o produto do acto.
Este assunto fez-me lembrar um caso de burla que aconteceu em França, e que uma pessoa próxima me descreveu: Um negociante de arte, sendo dono de um quadro genuíno e valioso de um determinado pintor, pô-lo à venda como falso. Os entendidos coleccionadores de arte, reconhecendo tratar-se do original e não de uma imitação, em vez de avisarem o aparentemente incauto comerciante, ofereciam valores acima do custo de uma imitação mas muito abaixo do valor do original. Assinado o contrato de venda de uma cópia do original, o comerciante de arte enviava aos desonestos compradores, imagine-se, uma cópia... O comerciante foi acusado de fraude, pois os coleccionadores queriam comprar especificamente o quadro exposto, e pagaram mais do que o real valor da cópia que receberam, mas eu deduzo que o caso foi de difícil conclusão já que o vendedor afirmava estar a vender uma cópia, e fê-lo.
No meio destas falcatruas todas quem é, afinal, honesto?

terça-feira, junho 20, 2006

Aldrabices...

"Infarmed: preço dos medicamentos vendidos fora das farmácias está a subir". Para o consumidor, não é isso que interessa. O mais importante são os preços em geral, e aí não faço a mínima ideia se os preços sobem ou descem.
E porque é que os donos de farmácias se queixam? Se têm os preços mais baratos, devem manter a clientela; só ganham com isso.
E esta situação deve-se, segundo os responsáveis das "parafarmácias", deve-se à impossibilidade deste comerciantes estarem impedidos de comprar directamente aos laboratórios.
Há ainda muita explicação a dar. Muito cartel a deitar abaixo...

Conversa nos comentários

Em resposta a este post, uma leitora que assinou com um . (ponto) diz: "[...]Quanto ao tema em questão, penso que tem a ver com com a expressão " tornar os detidos socialmente uteis".- " Ele é útil ou pode ser util para a sociedade" Ouço imensas vezes essa expressão.A sua posta fez-me pensar na minha profissão, será que ela é util socialmente ou só me é util economicamente?Depois lembrei-me de uma frase que o meu pai me disse há muitos muitos anos, quando sendo eu ainda criança lhe disse o que queria ser no futuro- as outras crianças queriam ser professoras, bombeiros, polícias e penso que devo ter apanhado o meu pai de surpresa- "filhinha é uma profissão muito nobre" Não me disse vai em frente que é uma profissão que dá muito dinheiro.Gosto de pensar que embora muitas vezes o factor económico seja importante, para uma pessoa se sentir verdadeiramente realizada tem de haver uma certa "nobreza"."
Não deixa de ter razão, esta leitora, pelo que resolvi responder, na mesma caixa de comentários: "Eu acredito e defendo que todas as profissões são nobres, e até defendo que devemos escolher a nossa carreira pela elevação individual que esta nos pode transmitir, se nos sentimos bem com ela. Já muito discuti em privado que quem escolhe uma profissão só para fazer dinheiro, corre sérios riscos de vir a ser infeliz. Mas falo de de escolha individual e de "lucro" pessoal.Todas as profissões têm o seu lugar social, mas o meu trabalho individual não deve ser avaliado pela natureza da profissão, mas pela minha eficácia.Eu posso ser despedido por por variadas razões sem que a profissão em geral seja prejudicada. Posso até ser despedido por que aquela profissão específica perdeu o significado social...Mas é sempre o indivíduo, e não a sociedade, quem prevalece numa economia séria." (Corrigi um ou outro erro que descubri nas minhas palavras).
Devo acrescentar, para defesa do meu texto, que o responsável pelas palavras que serviram de inspiração àquele post, falou no futuro, e usou a expressão "lá fora" logo a seguir à comentada "trabalho socialmente útil".
Agradeço à leitora a pertinência da sua questão, e a oportunidade que me deu de me esticar no assunto. Espero que continue a ler este blog, e que comente mais vezes.

Trabalho... muito trabalho!

domingo, junho 18, 2006

"Trabalho socialmente útil"

Acabei de ouvir na televisão a expressão que serve de título a este texto. Foi um responsável por uma prisão (ou prisões em geral, não percebi bem) de Angola, onde os condenados fabricam bolas de futebol. Não falava do trabalho que eles agora fazem, mas do objectivo de tal empresa: preparar os presidiários para uma vida de "trabalho socialmente útil" quando forem postos em liberdade.
Gostaria de saber o que é "trabalho socialmente útil", já que o entendo como trabalho extra emprego, que um indvíduo oferece à sociedade: voluntariado. Não acredito que aquele responsável se referisse a isso. Referia-se, parece-me, ao emprego propriamente dito.
Alguém vê o seu emprego como "trabalho socialmente útil"? Ou será antes trabalho economicamente útil, do ponto de vista individual (quando muito familiar). Há por aí muita gente a quem convém classificar o seu emprego daquela forma, de forma a elevar a sua importância, e manter uma imagem de altruísmo bacoco em prol do bem comum. A sua importância para o empregador, seja por ter qualificações ou talentos raros, ou por ser um empregado de elevada qualidade, torna-se assim secundária.
Deixem-se expressões cujo efeito é a lavagem cerebral e pressão social, e preocupem-se mais com a competência e a recompensa pessoal.

sexta-feira, junho 16, 2006

quarta-feira, junho 14, 2006

Testemunho pessoal

É dia de greve dos professores. Uma data mal escolhida, na minha opinião, porque se os docentes se queixam de que o Ministério da Educação anda a fazer uma campanha de degradação da imagem do professor, fazer a greve na véspera de um feriado só ajuda à intenção dos autores da hipotética campanha.
Não posso deixar de concordar que a autoridade dos professores anda muito por baixo (à excepção dos do ensino superior, onde é exagerada). Os alunos têm direitos até às orelhas, e o professor não passa de um capacho. Vi isto no caso da minha mãe, professora do antigo ciclo preparatório.
Lembro-me do orgulho e da gratificação que via na minha mãe quando chegava a casa. descrevia-me as peripécias do dia (principalmente depois de eu ter passado para o sétimo ano, com o ciclo preparatório para trás). Até a resolução dos problemas que encontrava parecia dar-lhe prazer, nunca fugindo ao aluno problemático, nem ao encontro com os pais. A partir da segunda metade da década de 1990, comecei a vê-la chegar a casa nervosa, irritadiça, e já só me descrevia as asneiradas e acessos de má educação dos alunos. Chegava a chorar quando me falava dos encontros com os responsáveis por tão protegida prole, que ainda a insultavam por cima.
Vejo-a, hoje em dia, aliviada. Não tem horário e faz trabalho de organização e dinamização na biblioteca da escola, onde só lhe aparecem os que têm interesse em aprender. Não tem horário por ordem médica (e é mesmo ordem médica, já que foi o médico quem a proibiu de dar aulas). De tanto esforçar a voz para se fazer ouvir pelos interessados no meio da poluição sonora dos não interessados, só tem uma corda vocal funcional, correu o risco de ficar muda. Também desenvolveu uma alergia (provavelmente de origem nervosa) ao pó de giz.
Há muito pai e encarregado de educação que exige do professor que o filho venha para casa doutourado e refinado de modos. Ele, o encarregado da dita, não lha dá.
A educação é da responsabilidade das famílias. A dos professores é dar formação técnica.

Na Serra da Estrela

Na casa onde me enfiaram (e ainda bem), tinha esta vizinhança. Ao fim da tarde vinha ver se havia sobras de comida na rua, onde fazíamos os churrascos.
A foto foi tirada por mim, com o telemóvel Nokia 6680.

Ainda ninguém me ameaçou...

Do mesmo mail que a imagem anterior. A figura central do "meu" cristianismo, e profeta para os muçulmanos. Do judaísmo, ainda não percebi...
(É pena nesta imagem não aparecer a rubrica do autor)

terça-feira, junho 13, 2006

As razões que finjo desconhecer, para não ofender...

Numa discussão com uma boa amiga, que está a tirar um curso de arquitetura paisagista, perguntei qual a razão para impedir, por decreto, que outro tipo de profissional assine projectos de arquitectura sem a devida certificação do ensino superior português, que não fosse a garantia de emprego do licenciado, ou a protecção paternalista do consumidor. Respondeu-me que era a garantia de qualidade nos projectos. Aparentemente, um diploma na mão é garantia de qualidade...
Concedo que é garantia de alguma forma de formação, mas de qualidade, já tenho as minhas dúvidas.

Desafiando a morte...!


Foi o PTG quem me mandou este e mais alguns. Será que algum Cristão, Judeu ou Muçulmano mais fundamentalista me vai condenar à morte pela publicação de tal afronta ao profeta Moisés?!
(Não. O PTG não tem link, porque não há para onde fazer link)

segunda-feira, junho 12, 2006

Avaliação dos professores

Cortaram as vazas à famigerada cinquentona, e pouparam ao estado uns cobres nas burocracias dos inquéritos de avaliação dos docentes. Com exemplos destes, admira-me que a educação esteja como está.
Agora só falta ensinar os alunos a avaliar os pais, e temos o país com que sonho desde que me levantei nas duas pernas.

sexta-feira, junho 09, 2006

Piada macabra e de mau-gosto....

Morreu afogado numa praia fluvial sem vigilância. Se tivesse sobrevivido, pagaria multa. E aos outros adolescentes que se meteram na água... Multa!!
Já agora, à entidade fiscalizadora do correcto usofruto lúdico das águas fluviais: "Apesar de não ser uma praia fluvial, a lagoa é muito frequentada por pessoas para banhos"
Peço desde já desculpa aos mais sensíveis por fazer uso de um acontecimento trágico desta forma "levezinha". (E não peço desculpa por receio de ter sido politicamente incorrecto, mas pela educação que tive.)

quarta-feira, junho 07, 2006

E apanhar sol... posso?

Sempre usei as bandeiras balneares como elementos informativos, confesso. Já nadei muitas vezes com bandeira vermelha (mas só daquelas mais pró alaranjadas, e em zonas que conheço) e nunca me impediram de o fazer.
A partir de agora passarei a pagar multa se ignorar as bandeiras vermelha e amarela (coisa que nunca fiz verdadeiramente). Pagarei multa se for apanhado dentro de água em zonas não concessionadas.
Posso conceder que estou a dar trabalho ao nadador-salvador se a minha aventura em mar revolto, ou assim classificado, me correr mal, mas não cedo em mais nenhum ponto. Nas zonas não concessionadas não estou a pôr mais ninguém em risco, e se vou para dentro de água, vou por minha própria conta e risco... Mas o estado pretende proteger-me de mim mesmo.
Também vão pôr bandeiras vermelhas nas praias cujas águas sejam consideradas impróprias para banhos, além dos já obrigatórios editais. Se a informação sobre qualidade da água de uma determinada praia está lá afixada, eu leio-a e decido por mim se arrisco ou não. Mas agora passarei a pagar multa por pôr em questão a minha saúde.
E a bandeira amarela? Pagará o banhista irresponsável que se atrever a tirar os pés da areia quando esta côr ondular ao vento na praia. Não pode nadar. Na minha terra, na Madeira, isso implica não entrar dentro de água, por não haver onde pôr os pés, ou ficar impedido o arrojado banhista de fugir à rebentação das perigosas ondas no calhau... Num caso, fico a seco, como se a bandeira fosse vermelha, no outro deixo que as ondas me esfreguem contra os calhaus da praia, por não poder nadar para evitar a multa.
Resumindo: não posso nadar em praias não vigiadas; não posso senão molhar os calções quando a bandeira amarela estiver hasteada; Quando a bandeira fôr vermelha nem os dedos dos pés posso molhar, esteja o mar como estiver, não vá eu obrigar os rapazes e raparigas de fatos de banho vermelhos interromperem as suas actividades lúdicas, ou incorrer no risco de me aparecer uma mancha duvidosa nas costas.
E apanhar sol cancerígeno... posso? Ou apanho multa por não pôr protector solar...?

Pluralismo à Portuguesa


E se o símbolo nas bandeiras fosse este, os sindicatos de trabalhadores das forças políciais e de segurança já não se importavam?
Este símbolo lembra os Goulag's, perseguições políticas e perseguições racistas aos ciganos que ficaram entalados a leste da cortina de ferro, escravatura na China, Pol Pot, entre outras coisas...
Ah! E ditaduras em nome do bem comum...
Eu não sou, nem pretendo ser, e até condeno algumas das posições do PNR e dos grupos ultra-nacionalistas, mas sempre que vejo manifestações na televisão, aparece por lá uma ou outra bandeirinha do PCP, ou de outro partido de extrema-esquerda. Se não querem ser conotados com partidos políticos, recusem-nos todos!

Crises de identidade

Dizem-se ultra-nacionalistas e de extrema-direita. Ouvi um deles dizer que eram soldados políticos. E que ideias políticas defendem? Só os ouço falar de políticas de imigração, como se a governação de um país se possa simplificar com a abolição da imigração, e vão atrás de um ou outro partido mais dextro que se insurja contra os abortos e coisas do género. É curto como programa político.
Também são genericamente racistas, mas racismo não é política...
O que mais me faz impressão é vê-los usar a saudação do antigo Império Romano, por influência da sua adoração por Hitler, que em comum com o que eles representam e defendem só tem o nacionalismo e o racismo. Hitler foi dirigente local do governo comunista que tomou conta da alemanha pós Primeira Guerra Mundial, e subiu ao poder à frente do Partido Nacional Socialista. A palavra Nazi nasce das palavras alemãs para nacional, e socialismo... Extrema-quê?

terça-feira, junho 06, 2006

Mudança

Há quem diga que a vida é feita de mudança, numa constante fluidez de novas dificuldades e oportunidades. Cortei o cabelo. Deixei a imagem de cabeludo para trás e libertei-me do calor e dos trabalhos forçados que a manutenção de farta guedelha exige. Mas essa é uma mudança pequena. Tenho outra _ ou melhor _ outras na manga.
Às vezes a vida estagna, fica perra, e um abanão aqui e ali ajuda a soltar a engrenagem. Como quando o televisor parece amuar, e uma palmada firme lhe tira aquele desvio da imagem...

quinta-feira, junho 01, 2006

Mais um sem palavra

Então este senhor não disse que não punha mais os pés em Portugal se Aníbal Cavaco Silva ganhasse as presidênciais?