sábado, dezembro 31, 2005

Dia especial (e as primeiras horas de 2006)

O último dia do ano. É, para mim, um dia de completo egoísmo. Dizem por aí (eu incluído, muitas vezes) que é um dia de resoluções importantes. Diz-se, mas não é. Para as difíceis resoluções, as fáceis, as importantes, as de menor importância, as que não aquecem nem arrefecem, sobram dias no ano inteiro, na vida inteira. Hoje sou homem de um dia só.
Desculpem-me os caridosos, que dedicam este dia à esperança de um ano novo e benevolente para um Mundo inteiro que não se interessa, ou os previdentes que se enchem,hoje, de planos e promessas de melhoria pessoal. Desculpem-me os vingativos, que querem tirar do ano que agora cai sobre nós, tudo aquilo que o ano que agora se encolhe no fundo da gaveta não forneceu. Desculpem-me todos, mas o ano tem muitos dias, e este é meu.
Decretou-se que é dia de festa, que o novo ano tem que vir embrulhado em estrondos coloridos e regado com espumante. Seja. Dobram-se regras, algumas ignoram-se, visto o "smoking" e mergulho no ano novo como se ele não fosse existir.
Dias, há muitos, e este é meu. (Conto as 24 horas a partir de agora, hehehe)
.............
FELIZ ANO NOVO!!, e cuidado com as entradas...

Último "link" do ano

O último "link" do ano de 2005 vai para o fresco blogue do amigo vasconovais (colaborador, tal como eu, do blogue "O Pátio da Cerveja"), "o vasquinho sou eu...". Ainda não o tinha referênciado porque ainda não tinha mais do que um "post" escrito. Como já vi mais qualquer coisa por lá publicada, e o conteúdo me divertiu bastante, decidi que valia a pena uma referência a este fresquíssimo blogue, que é "u m b l o g s e m c o n t e ú d o e s e m o r i g i n a l i d a d e.", nas palavras do autor.
Se continuares assim tens em mim um leitor assíduo, amigo Vasco.

quarta-feira, dezembro 28, 2005

Continuando...

Imaginemos que o sindicato dos jogadores resolvia obrigar os clubes de futebol a um contrato colectivo com todos os seus jogadores. Os jogadores que trazem uma mais valia desportiva e comercial, ou só uma das duas, ao clube e à equipa, ganhariam o mesmo que o jogador de menor valor.
Todos perderiam. Os jogadores de melhor qualidade iam-se embora, para clubes onde lhes pagassem mais, ou baldar-se-iam nos treinos e nos jogos. Ser-lhes-ia suficiente serem jeitosos. Os clubes baixariam bastante os seus ordenados, perdendo mais jogadores, para não pagarem demasiado aos futebolistas menos valiosos, e aqueles jogadores que estão sempre na dúvida ficariam desempregados (porque os clubes não baixariam assim tanto os ordenados, ou o ordenado comum). E os jogadores mais novos jogariam por menos, como estagiários...
O jogador de futebol valoriza-se pelo preço que o seu passe pode atingir e pelo ordenado que consegue que lhe paguem. O operário valoriza-se com uma pancadinha nas costas, quando não é reprimido por se esforçar mais que os outros, por fazer subir o padrão. Eu próprio já fui obrigado a fazer um trabalho inferior àquilo de que me sei capaz para não fazer subir a fasquia aos outros. Só não me importunei mais porque não recebia nada pelo trabalho, e o mérito seria sempre a repartir por mais pessoas. Mas senti-me de pernas cortadas.
Quem ganha bem é porque tem cunha, ou rouba. Quem ganha pouco é por ser oprimido, ou roubado.

terça-feira, dezembro 27, 2005

Justiça social vs igualdade social

Todos quantos defendem a justiça social como sendo um caminho para a igualdade social partem, deduzo, do pressuposto de que somos todos clones uns dos outros e produtos da mesma formação, com personalidade e capacidade de produção comuns. Mas não somos. Somos antes uma mistura variadíssima de individualidades diferentes.
Se assim é, alguns produzem mais e/ou melhor que os outros. Daqui formo a minha opinião, de que a igualdade social é, na verdade, socialmente injusta. É tudo uma questão de mérito.

Adivinhei...?

Escrevo, finalmente, da Pérola do Atlântico onde nasci e onde vim passar o fim-de-ano com a família paterna, devidamente enquadrado com o fogo-de-artifício. Mas não é disso que quero falar (outras oportunidades surgirão).
Escrevi, sábado passado, o texto "Pergunta exasperante", queixando-me da questão das facturas "opcionais", encrustadas nos (maus) hábitos nacionais. Pareço ter adivinhado que, dois dias depois, o Governo anunciaria que as facturas sobre valores superiores a 9,98 euros passam a ser obrigatórias... Já não o eram?!
Surge, assim, uma medida redundante. E quem vai fiscalizar? Quem mais interesse tem em fazê-lo, o contribuinte consumidor, não o fez até agora... A lei já existente é melhor (não distingue quantias), faça-se cumprir.
Medidas destas não passam de propaganda.
O único benefício (para o consumidor, não para o contribuinte) que ali vejo é o corte que os preços que excedam em alguns cêntimos aquele valor, só para se fingir que se pode não passar factura.

sábado, dezembro 24, 2005

FELIZ NATAL!!!

Pergunta exasperante

_ "Deseja factura?" _ é a pergunta que os Portugueses já se habituaram a ouvir e, infelizmente, aceitam que se pergunte, mesmo sabendo que a factura é obrigatória. Dá-me vontade de responder com uma pergunta: "Deseja cobrar-me lucro?"

sexta-feira, dezembro 23, 2005

Não faças aos outros...

Marques Mendes acusa Sócrates de não cumprir as suas promessas. Além de, pessoalmente, ficar aliviado por não terem sido cumpridas algumas delas (e espero que não venham a ser cumpridas), já outras não se podem cumprir de um dia para o outro. A subida dos números do desemprego, por exemplo, tendência que o Eng. prometeu inverter, não é coisa para um ano. Vai mal, pode até ir pelo caminho errado, mas só no fim se pode falar com tanta acutilância. Fiquemo-nos, por agora, pelo questionar das medidas tomadas, por exemplo.

Caricatura

Soares disse, nos Açores, que o sucesso que Cavaco publicita dos seus tempos de Primeiro Ministro se devem a ele, que ele é que era o Presidente da Junta... perdão... da Repúplica. Nem ao menos divide os méritos! No entanto, diz que o papel de PR não é o de Governar... Afinal, em que é que ficamos?

quarta-feira, dezembro 21, 2005

"Elegância" de Soares

Soares disse, sobre Cavaco: "Ele só fala com as pessoas de economia, porque se se falar de outras coisas, ele cala-se.". Cavaco é, portanto, um burro. "Ele não tem conversa" é, na opinião de Soares, que cuspiu esta frase, uma apreciação política.
Formação, dr Soares... formação.

Soares é um génio!

Pelo menos, é o que ele diz. E também diz que Cavaco não tem formação. Talvez pela sua origem humilde, ao contrário da educação de colher dourada de Soares, ou por não ter tirado um curso de História e Filosofia.
Por aqui deduzo que Soares gosta do que vê no espelho (e pouco mais vê além disso), e que quem não teve curso pago, nem tirou um curso de filosofia (como eu não tirei), é um ser de índole inferior.
Posso estar enganado, mas quem tem formação, não fala por cima dos outros, nem em debates televisivos.
Reafirmo: não gosto de Soares.

O tempo é curto e a palavra longa

A falta de tempo, nesta época plena de afazeres, principalmente tendo família aqui no Porto a limitar-mo mais ainda, obriga-me a deixar a actualização dos meus devaneios demoníacos para segundo plano. Mas resistirei à tirania apressada dos ponteiros, nem que para isso tenha que alongar as minhas insónias!

segunda-feira, dezembro 19, 2005

Palavras incoerentes

Chumbita Nunes, presidente do Vitória de Setúbal, diz que Norton de Matos nem se despediu, nem foi despedido... Antes rescindiu o contrato. (!?)
Mas quem está errado sou eu, ao tentar encontrar coerência no mundo do futebol lusitano...

domingo, dezembro 18, 2005

Candidatura de alto risco

Para Soares, a candidatura de Cavaco é de alto risco para Portugal. Concordo. Cavaco quer negociar com terroristas que já declararam não admitir negociações. Cavaco quer forçar o governo a voltar atrás nas suas políticas de revitalização económica (embora fracas e deslocadas , em alguns casos) e de redução da despesa pública. Cavaco quer ser presidente por que sim. Ah! Esperem! Esse não é Cavaco!...
...
Alto risco, porquê? Que obscuras forças se posicionam ao lado de Cavaco? (Lembro que Cavaco nunca teve o seu nome mencionado em casos de tráfico de armas e diamantes internacional, nem em casos de corrupção e cobrança de favores...)

Ainda com a discriminação das mulheres

O cavalheirismo não é uma forma de discriminação e de paternalismo?

Comentários do "post" das nacionalizações

Ao texto "Nacionalizações", que escrevi neste blogue, dois amigos meus entraram em discussão comigo, o ZP e o Abtúrsio. Ao primeiro comentário do ZP, acho que já respondi, e dou-me por satisfeito. Como essa resposta gerou outras, e vi-me obrigado a responder-lhes, achei que valeria a pena responder de forma mais visível, relançando a discussão.
O Abtúrsio começa por dizer que, apenas por pertencerem ao estado, as empresas perdem competitividade (não transcrevo porque este meu amigo, apesar de saber escrever melhor, não se dá ao trabalho de relêr o que escreveu. Sendo assim poupo-o à crítica de quem não o conhece, pedindo desculpa por algum pormenor que interprete mal). Não perdem competitivedade... perdem competição. Como é possível a uma empresa privada competir com uma empresa que, além de muitas vezes protegida, ainda tem injeções de capital do estado sempre que tenha um mau desempenho? E sem competição, qual é a empresa que faz por servir melhor o consumidor? O Abtúrsio também se apraz com o emprego pleno, estatal. Quanto a esse comentário (saúde incluída) penso que o "post" original esclarece bem o meu ponto de vista, no excerto que começa com a explicação "Mas um patrão que tem em vista apenas dar emprego esquece-se do lucro, muito difícil numa empresa em que ninguém precisa de produzir para manter o emprego.", continuando a explicar as consquências que prevejo (a ler no original, se a vontade for essa).
No segundo comentário do ZP, este diz que "A manipulação de preços por parte das empresas é proibida mas é nítido que é práctica comum em Portugal! Aliás é só recordar como há bem pouco tempo foram multadas uma série de companhias farmaceuticas por fazerem isso!". E isto é argumento em favor da privatização? Antes pelo contrário! Aquilo que é ilegal não pode ser exemplo, nem positivo nem negativo! Além disso, uma companhia estatal como a TAP, faz uma manipulação de preços legal, porque sancionada e protegida pelo estado, nas viagens entre Portugal continental e a Região Autónoma da Madeira, por não ser permitido a mais nenhuma companhia fazer estas linhas. Se o ZP é contra a manipulação de preços, não pode estar de acordo com isto. A única coisa que posso dizer em relação às cartelizações de que ele fala, é que se devem investigar e condenar. Além de que, ficará a saber o meu amigo ZP se ainda não sabe, os farmacêuticos Portugueses gozam de uma protecção férrea. Eu não posso ser dono de uma farmácia, porquê?! E as maiores cartelizações são feitas a partir das Ordens...
Quanto aos recursos estratégicos de que tanto fala o ZP, pode sempre acautelar-se os interesses nacionais, com a manutenção de acções por parte do estado, mas evitando-se a intervenção. Não se pode admitir que essas empresas sejam geridas como fazendo parte do estado (não poucas vezes, do governo), com as nomeações políticas e tudo o que isso acarreta.
A competição só ajuda a que nos superemos. Isso é mau?

sexta-feira, dezembro 16, 2005

quinta-feira, dezembro 15, 2005

Alegre e as mulheres

Manuel Alegre e seus apoiantes dizem que ele é o único candidato a PR que fala sobre as mulheres. Referem-se, obviamente, só aos candidatos Cavaco, Soares, Sousa e Louçã, já que conto pelo menos duas candidatas, uma das quais a poucas assinaturas do mínimo exigido, Manuela Magno (não sei em que pé está a candidatura de Carmelinda Pereira). Uma mulher representará melhor o eleitorado feminino, digo eu. Mas não é este o assunto que quero discutir.
Na minha modesta opinião, Alegre é que está a discriminar as mulheres. Separar-se o eleitorado por género sexual é, só por si, discriminatório. E a paternalização das eleitoras, com a mãozinha (retórica, esta mãozinha. Não acuso Alegre de assédio) sobre a cabeça, em jeito "coitadinha, é mulher", também não é muito positiva para as mulheres que se afirmam sem exigências especiais relativas ao seu sexo (exceptuando, claro, as exigências que à biologia dizem respeito).
Devo dizer que não me agrada, sequer, que nos artigos que a nossa Constituição consagra aos direitos do cidadão, seja constantemente reafirmado o mesmo direito para as mulheres. Será que elas não são cidadãos, e como tal precisem de ter alíneas de salvaguarda?

quarta-feira, dezembro 14, 2005

Nacionalizações

Jerónimo de Sousa pretende que se pare a dinâmica de privatizações dos últimos governos. Não é de espantar. Até imagino que por ele, ou qualquer outro comunista, se nacionalizava tudo de novo. E para quê? Porquê? Não posso senão deduzir, a partir daquilo que tenho entendido dos rumos políticos que defendem os comunistas Portugueses.
Em primeiro lugar, deduzo que seja para acabar com os ricos e as famílias do capital que, segundo eles, têm mais dinheiro que a média, aparentemente sem trabalhar. Não entendem os comunistas nacionais que nem todos os que fazem fortuna, o fazem de forma ilegal. Com exploração do proletariado, talvez, mas não podemos dar à palavra exploração uma conotação negativa neste caso. Os grandes empresários exploram as suas ideias e os benefícios risco que assumiram, as ideias daqueles que são pagos por eles para as ter, e o trabalho, mais ou menos manual, mais ou menos especializado, daqueles que também para isso são pagos. Se o operário não o quizer ser, que assuma ele o risco. Não ter capital é uma desculpa fraca, já que todos temos, no mínimo, capital humano. Somos indivíduos com ideias únicas.
Por outro lado, posso arriscar que se pretende o emprego pleno. Com o estado como patrão, pode inventar-se trabalho para todos. Mas um patrão que tem em vista apenas dar emprego esquece-se do lucro, muito difícil numa empresa em que ninguém precisa de produzir para manter o emprego. Cortar nos gastos reduzindo os salários seria a solução mais fácil, já que até o gestor da empresa se acomoda ao posto, sem ameaça de falência (a não ser que esta seja a do próprio Estado). Seria o fim da concorrência, que nos faz correr mais depressa numa pista de atletismo, por exemplo. A ambição seria reduzida à política, pois os patrões decidem o seu próprio salário... Verdade? O Estado caíria em depressão, tanto económica, como política, e até psicológica, sem nada por que lutar.
Já agora: ouvi na rádio, há uns dias atrás, noticiar-se um estudo europeu em que os Portugueses foram retratados como aqueles que menos querem assimir o risco de serem o patrão. Preferem que os outros o assumam, e que lhes dêem emprego. É uma questão de níveis de responsabilidade.
(Não me afirmo, nem posso, como um exemplo de responsabilidade. "Faz o que eu digo, não faças o que eu faço". Ehehe)

Ainda na senda das sugestões

Aplaudo o texto de Tiago Mendes no Aforismos e Afins, "Sobre a pena de morte".

Mais uma sugestão

O texto "Sobre a privatização da segurança social", pelo AMN do A Arte da Fuga, descreve uma opinião muito próxima da minha.

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Sugestão de leitura

Já a Joana do Semiramis, escreve sobre o "Estado Social Irlandês".

A ponta do iceberg... ou das cruzes

Ontem, ao entardecer, dei por mim a olhar para a decoração natalícia colocada na fachada de uma escola primária onde se ensinam Portugueses, e dei por mim a pensar nas famigeradas cruzes, ou na questão do simbolismo religioso nos estabelicimentos do estado, que é laico. No meio da batalha sináptica que se desenvolvia no meu córtex cerebral, aquela vela enfeitada com duas folhas de azevinho e uma ou outra bola moldadas em tubos luminosos em amarelo verde e vermelho, respectivamente, afigurou-se-me claramente como um símbolo religioso. Não que uma vela com azevinho e umas balas vermelhas seja, obrigatoriamente, um símbolo religioso, mas são símbolos inequívocos de uma festa religiosa: o Natal.
E assim me deixeir ir em imensas extrapolações que daí nascem. Um estado laico não deve ter nas ruas, à custa dos dinheiros públicos, símbolos religiosos ou alusivos a festas religiosas. Umas luzes simples, ou que formem imagens como naus e caravelas, podem ser decorações alusivas ao Reveillon, mas os nossos concidadãos e imigrantes de religiões que não comemoram o nascimento de Cristo não devem ver os seus impostos gastos em figuras especificamente ligadas ao Natal. Nem devem aparecer tais alusões em tudo quanto seja estatal ou autárquico, como as ruas ou os edifícios (à excepção dos privados), ou até mesmo nas televisões ou rádios do estado.
E quem se queixa dos crucifixos nas escolas deve defender, além do que acabei de apontar, que se eliminem todos os feriados religiosos que se espalham pelo ano neste nosso Portugal. Se é laicismo que queremos, exijamos laicismo em tudo o que seja oficial. Ou será que o cinismo é assim tanto?
Só não admito que se proíbam as pessoas de usar os seus símbolos religiosos, porque por aí já se atenta contra direitos individuais.

A agressão

No jornal Público lia-se que "Mário Soares foi insultado e agredido esta tarde em Barcelos por um ex-combatente da guerra colonial, que acusou o ex-Presidente de apoio aos antigos movimentos independentistas africanos.". Mário Soares diz que o sr. aparenta ser atrasado mental. Só pode ser, para não vergar as espinha à imaculada magestade do herói nacional que queimou a bandeira nacional, enquanto tomava chás e fazia negócios com François Miterrand e companhia.
A agressividade do suposto ex-combatente saiu muito fora do aceitável, mas daí a chamá-lo de atrasado mental...

domingo, dezembro 11, 2005

Mais velho

Estou hoje um ano mais velho. Faço 29 anos neste dia onze de Dezembro, sou sagitário e dragão (1976 foi ano do dragão). Ainda procuro, assustado, diferenças que anunciem a vinda próxima dos redondos trinta, mas nenhuma transparece. Ainda sou um rapazola de vinte e poucos, de cabelo comprido e falta de pachorra para fazer a barba.
A maoir diferença vem de trás, de há já sete ou oito anos. A falta da comida da mamã, numa Ilha distante, fizeram-me comer mal em qualidade (porque em quantidade ninguém pode dizer que coma mal...). Também passei, com a vinda para a faculdade, de duas a quatro horas de exercício diário para uma hora semanal (um joguito de futebol ao fim-de-semana). Engordei. Envelheci físicamente, um bocadinho.
Mas ninguém sinta pena! Tenho espírito jovem, há quem me classifique de Peter Pan. E o aumento da actividade desportiva, com dois ou três jogos de futebol semanais e umas horitas de ginásio já pararam o aumento periférico abdominal. Falta agora começar a diminuir...
Parabéns a todos quantos hoje comemoram o aniversário!

sábado, dezembro 10, 2005

Mahmoud Ahmadinejad, o iluminado

Que o Holocausto não foi a maior das matanças em massa por que passou a Humanidade, não tenho nenhuma. Mas que o evento histórico existiu, não tenho muitas dúvidas, amigo Mahmoud, nem de que foi uma ideia própria de fraca moral. Foi uma ideia parecida com as daqueles que agora pretendem empurrar um povo inteiro para o mar, como os seus amigos do Hammas. (Mas é a opinião dele, e por mais que se discorde, não podemos proibí-lo de a ter, nem de a publicitar)
Agora, transferir Israel para a Europa, mais ainda para a Alemanha e/ou a Áustria, não deixa de ser uma piada irónica, de um surpreendente e perspicaz humor. Não será que o grupo do Gato Fedorento lhe anda a escrever os discursos?
A verdade é que a primeira ideia dos Americanos era algo no género. Tentaram impingir os Judeus a Salazar, para que os metesse nos Açores. Salazar mandou-os, obviamente, darem uma volta ao bilhar grande. (Aliás, não haverá muito mais espaço por terras do Tio Sam?)

Sempre a bater no mesmo (confesso)

Soares queria debates de intervenção directa, de interrupções e altercação. Prova a pequenez do homem que se sente melhor com a quezília.

E continua...

Agora Soares diz que Cavaco e Alegre são cínicos por não se considerarem candidatos partidários. Cavaco é apoiado por dois partidos, como Soares é pelo PS. Se Soares se diz supra-partidário, Cavaco tambáem o é. Mas... Qual é o partido que apoia Alegre?! O POUS já desistiu da candidatura de Carmelinda Pereira?

sexta-feira, dezembro 09, 2005

Logicamente, tem razão

Mário Soares tem razão quando se diz um candidato totalmente independente. Soares só tem um partido: o seu ego.
O PCP e o MUD clandestinos do tempo do estado novo, e o PS nunca passaram de instrumentos de insuflação do seu enorme ego. (Poderia lembrar outras suspeitas de uso para esses instrumentos, mas não as posso provar. Por isso, calo-me)

Foi diferente... Ou talvez não?!

O debate entre Cavaco e Alegre foi chôcho, nas palavras de Soares (os comentadores e jornalistas preferiram classificá-lo de morno). Por não haver muito confronto, interrupções inoportunas, ou altercações de espécie alguma. Por ter sido... cordial.
O debate de Soares e Jerónimo foi o quê? Não o vi, mas vejo que o descrevem como... cordial. Afinal, em que ficamos, Dr. Soares? É mau nos outros, mas consigo é bom?

quarta-feira, dezembro 07, 2005

Falar sem pensar

Um jornalista da RTP, ao falar do relvado da Luz para o jogo Benfica - Man. United: "O relvado não está nas melhores condições, mesmo assim está em condições óptimas para a prática do futebol". E depois admiram-se que o jornalista desportivo seja mal-visto...
Adenda:
"...estas condições poderá, poderem criar situações de perigo à saúde dos alunos." dizia uma investigadora da Universidade do Porto, sobre as condições do ar nas salas de aula. Concedo que o "poderá, poderem" seja uma hesitação própria de quem fala para as câmaras sem estar habituado, mas nenhuma das hipóteses experimentadas pela senhora estaria correcta... E querem eles acabar com os exames de Português para acesso ao ensino superior (exceptuando para as áreas de humanísticas e letras).
Devo dizer que fui contra a abolição da mal afamada PGA (Prova Geral da Acesso, para quem não se lembra).

terça-feira, dezembro 06, 2005

Seis de Dezembro

Caminho lado a lado com a mesma mulher há já nove anos. Por entre altos e baixos, aguentamo-nos um ao outro, presos por uma amizade profunda e sincera. Além de ser a minha melhor amiga, ela é a mulher mais sexy que eu conheço.
Dedico-lhe um texto no Caretas, e não me inibo de escrever, para quem quiser ler, que a amo.

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Preocupações

O JCS do Lóbi do Chá levanta uma questão que me suscita um sorriso que tenta afastar a dúvida mais séria.

domingo, dezembro 04, 2005

Esquizofrenia

Tanto Louçã, como Jerónimo de Sousa, o confirmam: Não estão na corrida para a Presidência da República. Candidatam-se para fazer campanha.
Em que é que isso beneficia a eleição do próximo PR? Em nada. Têm ambos os mesmos dois objectivos pouco presidenciais: não perder tempo de antena, por alturas da campanha, para dizer mal do Governo de Sócrates; e ajudar derrotar o enviado do demónio dextro, Cavaco Silva.
Sendo assim, candidatam-se contra o Governo, e a favor do PS... Ou de Manuel Alegre, deputado do PS.

sexta-feira, dezembro 02, 2005

Fascismo (obrigado ZP)

Ao ler os comentários, feitos ao "post" anterior, informativos e documentados do meu bom amigo ZP (um dos que me chama de facho, na brincadeira, acho eu), senti a informação mexer com a minha buçalidade demoníaca de troglodita de direita (um pequeno pleonasmo, na visão de Louçã. Espero que deculpe). Descubri, cheio de espanto, que fascismo não pode ser definido como sendo de direita(!) (ui, que surpresa...). Senão, vejamos:
Na definição mais restritiva apresentada, fascismo só existiu com e por Mussolini. Sendo assim, nenhum outro regime, totalitário ou não, de direita ou não, pode ser atirado para o mesmo saco.
E considerando como fascista o nazismo de Hitler, vemos uma brecha na outra definição. Reza a História que o jovem Hitler era de esquerda, tendo tido parte activa no regime comunista que surgiu na Alemanha no período que se seguiu à IIª Guerra Mundial, representando os militares no conselho da comuna da sua zona. Podia ter mudado de ideias, como muitos jovens comunistas, que crescem e amadurecem, deixando as ideias utópicas para trás, mas não. O partido pelo qual foi eleito era de esquerda nacionalista, o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (O termo Nazi é uma contração da palavra alemã (NA)tionalso(ZI)alist). E é falta de honestidade dizer-se que o racismo é exclusivo da direita...
"Fascism generally attracted political support from big business, landowners, and patriotic, traditionalist, conservative, far-right, populist and reactionary individuals and groups.". Patriotas são tanto de esquerda como de direita, e os conservadores, na China ou em Cuba, por exemplo, são os comunistas. O populismo é visto em Portugal como sendo de esquerda, apesar de eu também achar que existem exemplos populistas em ambos os lados da "barricada". Os reaccionários na Rússia de há dez anos (quem sabe se hoje em dia não andem por lá, ainda), eram os saudosistas do regime soviético.
"The broadest definitions, on the other hand, may include every authoritarian state that has ever existed. Fascism is always associated with a very high degree of nationalism, and, after it attains political control of a country, involves a powerful, dictatorial state that views the nation as superior to the individuals or groups composing it. Fascism also typically calls for the regeneration of the nation and uses populist appeals to unity". Esta parte da definição, parece apoiar a minha visão da ambivalência do fascismo. Todos os regimes autoritários... de esquerda ou direita, certo? Um alto grau de nacionalismo envolvendo um estado ditatorial, que considera a nação acima do indivíduo descreve bem o Estaline-Leninismo.
E o segundo comentário do ZP ao "post" "Tenho mais uma alcunha" descreve bem todos os regimes ditatoriais que por aí apareceram, e aparecem (veja-se o regime de Chávez, na Venezuela. Falta pouco), à excepção do excerto "and often race", em que a palavra que se traduz por "muitas vezes", retira certeza a este pormenor da definição.
Dito isto, não posso deixar de constatar que não sou fascista: Sou contra um estado autoritário, cuja constituição me impõe um programa político com o qual não concordo. Sou contra um estado que retira ao indivíduo o direito a escolher a obra de caridade que pretende apoiar. Insurjo-me com frequência contra os regimes que não permitem reconhecer o mérito individual com negociações laborais obrigatoriamente conjuntas, abafando a vontade de melhorar individualmente, a ambição de cada um, em favor do todo. Sou contra os regimes que usam a cultura como meio populista de distrair os votantes, e de manter as hostes publicamente visíveis e potencialmente perigosas de barriga cheia e contentes.
Onde é que eu já ouvi falar disto?
Post Scriptum: Mais uma vez, obrigado ZP!

Tenho mais uma alcunha

Por não gostar da generalidade das ideias políticas daqueles que se elevam com orgulho por se intitularem de esquerda, em Portugal, verdadeiros paladinos da moral e heróis da liberdade (porque parece que ninguém, além dos comunistas e socialistas, se opôs à ditadura do Estado Novo), resolvi declarar-me de direita. Na faculdade, já me chamaram de fascista, uns por brincadeira, outros por me ouvirem dizer mal do PREC. Nunca se lembraram de me chamar de reaccionário. Como ainda ninguém me explicou exactamente o que é que define um fascista, desses que personificam Satanás e por isso não têm direito a opinião, nunca soube bem se me depreciavam.
Agora é a vez do dono absoluto da verdade e da justiça, social ou não, o Dr Francisco Anacleto Louçã, me atribuir uma alcunha. Atribuiu-a a toda a direita em que me incluo, sem-vergonha que sou. Apelidou-me de troglodita. Humildemente, agradeço.

quarta-feira, novembro 30, 2005

A festa e a saudade

Fez ontem, dia 29 de Novembro, três anos que morreu Nuno Rios, um amigo meu, de Vila do Conde que partiu aos 24, se não me engano. Também foi dia de festa do pinheiro em Guimarães, incluida na sequência das tradicionais Nicolinas.
Em 2002, há hora em que morreu o Nuno, estava eu já em Guimarães, com os meus amigos vimaranenses, a preparar-me para tocar bombo no cortejo. Ninguém me avisou. Não quiseram perturbar-me, sabendo que estava numa festa. Compreendo, e faria o mesmo. Soube faz hoje, dia 30, três anos.
Devo dizer que não faltei a um cortejo do pinheiro desde então, e sempre que por lá ando lembro-me do Nuno. O Rios. Lembro-me também do meu primo Pedro, seu melhor amigo, que me poupou por um dia do desgosto da perda inesperada de alguém que é uma certeza na nossa vida, e o que lhe custaram os dias seguintes.
Para lembrar a vida deste amante do desporto (morreu a praticá-lo, com uma falha cardíaca enquanto nadava), o jornal Vilacondense Terras do Ave publicou um texto, de cuja autoria me orgulho. Esperando não aborrecer os responsáveis pelo jornal, vou transcrevê-lo aqui (com o devido "link"):
"Desculpa, Nuno, por ter derramado lágrimas na memória do teu eterno optimismo, pleno de boa disposição. A falta que sinto não apaga a ingénua felicidade que em mim despejaste, e que recordo ouvindo-te pedir-me que esqueça o lado escuro do mundo.
Foste embora, mas não desapareceste: lembro-me de ti cada vez que vejo uma cara que te conhecia, e procuro um bocadinho de ti em cada um dos teus amigos. Sabes que mais? Em todos eles encontro-te inteiro, vivamente lembrado, carinhosamente recordado, saudosamente amado.
Confesso que me sinto frustrado por não ter tido mais tempo para te conhecer melhor, para gozar da tua companhia positiva. Mas a vida não nos faz as vontades... antes nos testa, por vezes com um violento safanão para que nos lembremos que ela existe, e que não é um direito, mas um previlégio. De todas as coisas que me ensinaste, esta foi de longe a mais triste.
Nada mais acrescentarás às minhas memórias de ti, mas as que conservo manter-te-ão vivo até que também eu deixe de sentir.
Adeus, Rios. Até um dia...
"
Post Scriptum: o texto vem acompanhado de uma foto minha, pelo que se alguém tem curiosidade de me ver a fuça, aproveite. ;)

O que é a cultura?

Já a ouvi definir como um conjunto de conhecimentos que adquirimos e guardamos na nossa memória. Considera-se como culto o indivíduo cujo conhecimento vai para além daquele necessário para exercer a sua profissão, tanto mais quanto maior for esse conhecimento, e quantas mais as áreas abrangidas por este. De qualquer forma, é unânime. Ninguém porá em dúvida este tipo de cultura, já que, por princípio, vem dos compêndios mais ou menos respeitados da História (aqui incluo todos os tipos de História e, se me é permitido, a antropologia), da geografia, outras áreas científicas.
Posso também interpretar a cultura como sendo o conjunto de tradições, obras e conceitos educacionais, específico para uma determinada população, definida pela própria, ou apenas pela geografia. É unânime. Culturalmente unânime. Pode até ser incluído no conceito anterior, com algum jeitinho.
O outro conceito é o de que cultura é gosto, arte. Não só a arte consagrada, mas a que isso aspira também. Não é, de forma alguma, unânime. Cada um considera algo como boa cultura, ou não, conforme os seus gostos pessoais.
E é aqui que chego à minha obscura intenção, já adivinhada pelo AA no seu segundo comentário ao texto anterior. O propósito de um Ministério da Cultura, e a cultura que sustenta.
Será mesmo necessário um Ministério? Uma Secretaria de Estado também pode sustentar os pretensos defensores da "cultura" Portuguesa. E para quê sustentar esses profetas do que é culturalmente aceite? Quais os critérios? Porque é que algumas formas de arte estão acima das leis de mercado, enquanto que outras dependem do seu sucesso comercial?
Vêem-se por aí peças de teatro e filmes que caem nas bilheteiras, sustentados pelo estado, enquanto que um músico ou um escritor só o é na medida em que a sua arte vende. E há música e literatura portuguesas para todos os gostos. Uns vendem mais que outros, e quem não consegue lucro, deixa de vender. Já os encenadores e realizadores, por exemplo, se persistem sem sucesso, é porque o povo é bronco, não entende a arte. Então o estado decide que o povo tem que pagar impostos para ser forçado a engulir a auto-proclamada arte.
Quando penso que paguei para que o João César Monteiro filmasse um casaco em cima da lente. É arte...
Também se faz cultura na blogosfera, umas vezes mais que outras e raramente unânime, mas a mim ninguém subsidia.

segunda-feira, novembro 28, 2005

Uma dúvida que me assombra o espírito

Que raio é, afinal, a cultura?
Espero que alguém mo esclareça antes de começar o meu chorrilho de ideias e baboseiras acerca do assunto. Esta dúvida fervilha, e há já muito, dentro da minha mente.

Soares não se decide (ou a democracia "a la" Soares)

Mário Soares diz que não fala do que não quer falar. Soares já criticou Cavaco, mais do que uma vez, por não falar do que ele quer.
Afinal, que quer Soares? Quer que se fale só do que ele quer (mostrando a sua "democracia" egocêntrica), ou mudou de táctica, imitando Cavaco?

quinta-feira, novembro 24, 2005

Afinal, não estava completa

Não estava completa, a minha lista de candidatos (espero que agora esteja). Acrescentei quatro candidatos (três mais um, já que acredito que nem o próprio Manuel Vieira leva a sua candidatura a sério).
Manuel Vieira está de volta, mas o "site" tem pouca informação sobre a própria candidatura. Está em construção.
Nélson Magalhães é o candidato emigrante. Aliás, segundo o próprio "um EMIGRANTE Mundialmente conhecido". Confesso que não o conheço. O "site" é fraquinho.
Carmelinda Pereira candidata-se pelo POUS. Nem tem "site" próprio, apresentando-se numa recôndita página do "site" do partido. Deve ser uma questão de contenção de despesas. Os responsáveis por esta candidatura afirmam "estaremos prontos a abandonar a nossa candidatura" em favor da de Manuel Alegre, pelo que não sei se valerá realmente a pena fazer um "site" próprio.
Até o Partido Humanista apresenta candidato. Luís Filipe Guerra declara-se diferente dos outros políticos, tal qual os restantes candidatos, num "site" pequeno, eficaz para o efeito pretendido, acho eu.
Post Scriptum: Agradeço a chamada de atenção do anónimo que usou um "nick" colado ao meu, "gonçalinho ii", e ao K, do Kafka - O Antivilacondense pela lista de onde tirei os candidatos que me faltavam.

Mais dois

Espero ter completado a lista de candidatos e aspirantes a candidatos à Presidência da República Portuguesa, com a adição dos "link's" às páginas de Garcia Pereira e de Botelho Ribeiro.
Garcia Pereira apela às assinaturas de apoio, num "site" sóbrio, com acompanhamento musical à entrada, e uma frase já característica daquele quadrante político (PCTP/MRPP) em rodapé: "O Povo Vencerá!". Na lista da comissão de honra de Garcia Pereira, um nome chamou-me a atenção: o do Professor Doutor José Pinto da Costa, Professor Catedrático de Medicina Legal no Porto, aquele que já fez "mais de cem mil autópsias", irmão de Jorge Nuno Pinto da Costa. Descobri, na dura procura pelo "site" oficial (demorei uns três minutos!), um blogue de apoio a esta candidatura: Garcia Pereira a Presidente.
Botelho Ribeiro apresenta-se numa página a amarelo torrado, ou castanho-amarelado, ou lá que côr é aquela (dificuldades de um gajo que recusa, passivamente, ser metrossexual), com uma carta escrita na primeira pessoa. Lendo a lista do quadro de honra, não posso deixar de arriscar que este candidato é "motard", já que nesta lista figuram dois presidentes de motoclubes nacionais (mais propriamente dos de Faro e de Paços de Ferreira). Talvez arrisque mal. Um currículo técnico jeitoso não me puxaria muita simpatia, se não fosse rematado com um bom currículo social, mostrando que é um jovem adulto (tem menos de quarenta anos) que não se preocupa só com a carreira. Imaginem que até toca guitarra portuguesa num grupo de fados, e compõe. Não será muito simpático para os nossos amigos mais virados para a esquerda, já que confessa ser membro activo das campanhas pró-vida. Como há quem ache que esta é uma atitude de direita, podemos dizer que, se Botelho Ribeiro conseguir as assinaturas suficientes, Cavaco não será o único candidato desse lado político.
Já agora, o "site" de Cavaco já está muito melhor.

quarta-feira, novembro 23, 2005

Santa ILGA

O meu mau feitio vem à superfície sempre que vejo argumentações sem lógica, como esta. A ILGA queixa-se de que a Igreja Católica quer proibir a ordenação de homossexuais.
Tem lógica, a opção da Igreja, apesar de pouco efectiva, já que o homossexual que quiser ser padre tem bom remédio: não diz que é homossexual. Mas digo que existe lógica nesta decisão, pelo simples facto de, à luz da doutrina católica, a homossexualidade ser pecado. Ora onde está a lógica de ordenar alguém que confessa o pecado e não se arrepende (ênfase no não arrependimento).
E para que é que um homossexual quer ser padre? Fará, obrigatoriamente, um voto de castidade!

terça-feira, novembro 22, 2005

A tese geral

Sócrates apelidou de "tese geral" a versão de Manuel Alegre. Como se houvesse uma conspiração para o prejudicar, escondida no meio das palavras do poeta/deputado/candidato à presidência da República.
Senhor Secretário-Geral do Partido Socialista, Primeiro-Ministro de Portugal: eu não tenho tese nenhuma acerca de uma conversa que você teve, ou não, com Manuel Alegre. Tudo o que sei (e é facto, não tese) é que Alegre diz que sim, você diz que não.

Manuel Alegre mente

Ou pelo menos é o que diz José Sócrates. Ou então é Sócrates o mentiroso, segundo Alegre. A candidatura de Mário Soares continua a sangrar o Partido Socialista.
Suspeito que Soares pressionou os dirigentes do PS, impôs-se. Como? Porquê? Não sei, e prefiro não saber, por protecção.

segunda-feira, novembro 21, 2005

Olha-m'este...

Não conheço assim tão bem a Constituição socialista que me impuseram, mas dá-me a impressão que Alegre tem razão (quem souber que me corrija, por favor), nem me recordo de este candidato ter usado o termo "livremente".
Também não me parece assim tão descabido Cavaco propôr legislação, já que até eu o posso fazer. Que me tenha apercebido, Cavaco não disse que ia à Assembleia submeter directamente aos deputados legislação por si idealizada, apenas sugeri-la aos partidos. Volto a dizê-lo: também eu o posso fazer (se algum conhecedor da constituição ler estas minhas afirmações, e as interpretar como erradas, agradeço que me corrija).
Estas duas pequenas interpretações de Vital Moreira parecem-me facciosas e, logo, algo desonestas. Será caso para dizer: quem desatina sou eu!

domingo, novembro 20, 2005

Metendo o bedelho

Espero que o AMN do A Arte da Fuga me desculpe, mas ao ler o comentário do Tiago Mendes (às 5:56 PM) ao texto "O beijo de Gaia", senti que tinha que contestar por mi, de uma forma mais visível que um comentário (se bem que desconfio que um comentário naquele blogue tem mais visibilidade que um "post" no meu).
O Tiago Mendes escreveu "Mas ha' certos preconceitos que nao fazem sentido - muito ate' porque sao anti-cientificos (ex: julgar que a orientacao sexual e' uma "escolha", e que dai advém a "moral" e o "pecado" e o diabo que os carregue aos moralistas deste pais).". Anti-científicos porquê? Existe algum estudo científico, mínimamente unânime e que eu desconheça (e desconheço muitos), que prove que a homossexualidade não é uma escolha? Tanto quanto sei, essa é uma discussão que ainda decorre, não havendo conclusões.
Devo dizer que, se a homossexualidade é uma escolha, não a vejo como imoral. Não gosto, mas desde que não me incomodem... E se não é uma escolha? Dou-vos três hipóteses. Condição física adquirida, condição de origem ontológica (de desenvolvimento) ou condição genética.
A condição física adquirida, uma vez que é uma condição contrária à perpetuação da espécie, temos que a classificar de doença. Respeito todos os doentes, mas podem curar-se, ou tentar. É claro que toda o doente tem o direito de recusar tratamento.
A condição de origem ontológica (um "imprinting" mal dirigido, um acontecimento traumático, etc), pelas mesmas razões da hipótese anterior, também deve ser considerado como uma doença. Houve até, na década de 1980-90, um psiquiatra americano que afirmou ter-se curado da homossexualidade, e ofereceu-se para fazer o mesmo por quem o desejasse. Esse médico afirma ter curado dezenas. Se isto for verdade, é impossivel admitir-se que um casal homossexual crie uma criança, adoptada ou não.
Se a condição tem origem genética, mais uma vez, é uma doença, nem que seja específica (aqui "específica" tem a haver com espécie), já que é um gene, ou conjunto de genes, que não traz nenhuma vantagem aparente à espécie, e parece-me trazer desvantagem. Sendo assim, deixem-nos fazer o que lhes apetece, que o gene extinguir-se-á eventualmente.
Dito isto, opinem à vontade. Entre vós, no café. Aqui, na blogosfera, onde a discussão é sempre fértil. Mas nunca se deixem levar por sentimentos ou por colagens ao que é considerado políticamente correcto. Pensem, logicamente, pelas vossas cabeças.

sexta-feira, novembro 18, 2005

Maus fígados

Houve, recentemente, dois anúncios de estabelecimentos comerciais que despertaram o mau feitio. A título de curiosidade, discuto-os aqui.
Na montra de uma loja de artigos para bébés e crianças sub-12 do NorteShopping, lia-se uma oferta de trabalho standardizada, com o seguinte anúncio: "Empregado/a, procura-se". O que me deu mau fígado foi o facto de estar riscado, a marcador, o "o". Limitavam a escolha a membros do sexo feminino! Porquê? Alguém me explica? Sexistas!!
O outro, li ontem. Num conhecido e frequentado boteco especializado em café, que sempre teve serviço à mesa, tinha o seguinte panfleto sobre as mesas: "Estimados clientes vimos por este modo informar que o serviço à mesa é efectuado por pré-pagamento". Não me esqueci das vírgulas... Não existem no original (a culpa é do Saramago!). O que é que se entende com isto? Eu arrisquei que a intenção seria fazer o cliente pagar, sentar, e ser servido à mesa. Mas o que realmente acontece é que o cliente paga, espera pelo pedido de tabuleiro em riste, e senta-se com o pedido... E onde está o serviço de mesa nisto tudo?! Percebi pouco depois: é quando o cliente se levanta, pois vêm limpar a mesa.
Já estou mais aliviado. Às vezes é realmente necessário despejar pequenas coisas que nos enervam para não deixar úlcerar. Agradeço a paciência.

Sessões de "esclarecimento"

As sessões de esclarecimento sobre a democracia, promovidas pelo Concelho da Revolução de Abril, eram supostamente levadas a cabo pelos militares. Um tio meu, militar de carreira desde a Guerra Colonial, foi um dos militares que participou nessas sessões, e confessa que nunca percebeu grande coisa de democracia (ou não vivessem os militares em regime de ditadura). Estes militares, segundo o meu tio, eram acompanhados por membros do Partido Comunista Português, para os "ajudarem" na sua tarefa, à sua maneira, claro.
Não me parece ter sido muito democrático da parte do Conselho. Ao menos mandava um de cada partido, e os militares só para distribuiremtabefes se estes se pegassem. É sabendo isto que eu entendo como é que os Portugueses engoliram a constituição: "Democracia, é o socialismo!"
(Isto faz-me lembrar um pequeno excerto de umas filmagens feitas por um jornalista estrangeiro - não me lembra a nacionalidade - aquando de uma dessas sessões no Alentejo profundo. Um senhor que passava com a sua enxada foi interpelado, para servir de exemplo, a deixar ali a sua enxada, para usufruto de todos. Ri-me como um louco quando o senhor, já farto de dizer que não, que tinha pago vinte escudos pela ferramenta, que era dele, começou a ameaçar o finório de cidade com a dita. Ehehe!)

quinta-feira, novembro 17, 2005

Distribuição de bens

Defenda-se, então, a distribuição equitativa de toda a riqueza e bens mundiais. Que fazer com todos os bens cujo número é inferior à população humana? A sua distribuição é impossível. Pode fazer-se uma de três coisas: destruí-los, para que ninguém os possua a mais que os outros; ou construir mais, para que todos os possuam por igual; ou torná-los propriedade comum, para usufruto geral.
A segunda hipótese parece-me impossível por duas razões: é uma tarefa hercúlea fazer equivaler a manufactura seja lá do que fôr à velocidade de crescimento da população humana; em segundo lugar, quero ver alguém dar-se a esse trabalho se não fôr para melhorar o seu nível de vida, algo impossível quando se quer que todas pessoas tenham exactamente as mesmas coisas.
A terceira hipótese levaria a comportamentos competitivos que a distribuição de bens pretende eliminar. Ou alguém acha que, nos depósitos onde se guardariam os bens comuns, ninguém teria em ideia chegar antes dos outros todos para escolher o melhor, ou simplesmente usar os bens, em número insuficiente para satisfazer toda a gente? Ou que estalariam conflitos pessoais por alguém alegar que precisa mais que o outro. Podia tentar regular-se. Mas quem faria o serviço sem recompensa?
Sendo assim defendo a destruição.
E sem necessidade de produzir, o dinheiro deixaria de ter valor. Nem a troca directa valeria a pena, já que desiquilibraria as posses entre os negociantes.
A humanidade estagna. A sociedade desmorona-se.
E recomeça tudo de novo, em economia selvagem e solidariedade individual. Até nascer um novo Karl Marx (que viveu sempre às custas dos outros).
Por mim, tudo bem.
(Este exercício mental tem por princípio que ninguém teria vontade de deturpar a ordem mundial em favor próprio, que o Homem não é ambicioso...)
(Bem sei que exagerei, mas é isso que faz uma caricatura)

quarta-feira, novembro 16, 2005

O racismo propriamente dito

Esclareci, no "post" anterior, o meu conceito de raça humana, que considero apenas definivel do ponto de vista cultural. Aí as diferenças são flagrantes, mas de foro unicamente ontogénico (de desenvolvimento), sendo o genético - onde as diferenças não são significativas - como um monte de barro que o meio molda. Na ontogenia interessam, portanto, coisas como a educação (familiar e populacional) ou até o ecossistema do local onde o indivíduo estudado cresce. Se ele crescer num ambiente de guerra, por exemplo, vai ser uma pessoa diferente de um clone seu (genéticamente idêntico) que cresceu em tempo de paz.
Inerente à espécie humana, está uma xenofobia latente, que emerge sempre que o indivíduo se vê confrontado com algo a que não está habituado, e tem diferentes níveis de reacção conforme as diferenças e/ou os estímulos anteriores de cada um. A somar a isto temos as ideias pré-concebidas: Se cresci a ouvir histórias (ou estórias) de ciganos enganadores e assassinos por dá cá aquela palha, e ainda por cima, em quase todos os contactos que tive com pessoas dessa cultura parecem confirmar essas histórias, é natural que me sinta pouco seguro na presença deles. É verdade que também eles partem do princípio de que eu não confio neles, e por isso me hostilizam mais. Em ambos os casos podemos ver racismo. Se calhar nem eu, nem o cigano que me hostiliza temos culpa, foi-nos incutido.
Mas não é a isso que eu chamo racismo. Chamo racismo a todos os actos de discriminação que prejudiquem um indivíduo ou grupo, tendo apenas como base as características físicas normalmente associadas às "raças".
É racismo obrigar os empregadores a um número mínimo de indivíduos de minorias rácicas, por exemplo. Prejudica os que não fazem parte das minorias, além de não fazer sentido, por não fazer sentido falar-se em raças humanas.
Do ponto de vista cultural, por outro lado, faz todo o sentido que os empregadores prefiram este ou aquele tipo. Só no emprego estatal é que não se deve ter em conta nada para além do currículo. O empregador privado, em caso de dúvida (empate, ou algo próximo, curricular), tem todo o direito a escolher quem prefere. Quem corre o risco é ele.
Sei que o que aqui escrevo não é politicamente correcto, nem foi essa a minha intenção. Não pensem que não sou generoso, ou que sou insensível, apenas acho que a emoção (como a pena) não tem nada que se intrometer nas discussões racionais. Eu sou solidário, ou não, por decisão minha, e ninguém tem nada com isso.
É que há por aí muito anti-racista que o é por imagem, ficando "bem" na fotografia.
Eu sou anti-racismo, por que admito que tanto o mal, como a solução, começam em mim.

Racismo sem raça

Racismo. Aí está uma definição fácil para muitos, equivalendo o conceito a xenofobia. Engano perigoso. Xenofobia é o medo, ou aversão, por tudo aquilo que é estranho, ou estrangeiro. Já o racismo é muitas vezes definido como discriminação de indivíduos, ou grupos, considerando apenas a côr da pele. Há quem defenda o racismo com características cientificamente definidas, alegando comportamentos enraizados no código genético.
A ciência biológica usa, hoje em dia, o estudo das diferenças genéticas para a classificação de espécies, subespécies e raças, para além de outro tipo de relações mais amplas, onde, aí sim, se misturam um pouco mais as vertentes fenotípica e genotípica (as características visíveis e as genéticas, respectivamente).
O exemplo do Canis lupus é bastante claro. A análise genética ao lobo e ao cão doméstico levou os taxonomistas (os cientistas que lidam com as relações entre as espécies) a considerarem a existência de uma só espécie, que inclui duas subespécies: o Canis lupus propriamente dito, e o Canis lupus familiaris, o “nosso” cão. Penso que ninguém tem dúvidas em dizer que os cães de diferentes raças são, visivelmente, muito diferentes entre si. Têm fenótipos muito variados. Mas essas diferenças não significam, obrigatoriamente, grandes diferenças genéticas, sendo estas, no caso dos cães, insignificantes para se definirem como espécies (ou até subespécies) diferentes. Já para definir a raça usam-se essas diferenças físicas visíveis. Desde que seja possível definir, de forma quase hermética, onde começam as características de uns e começam as dos outros. Nos cães isso é possível.
E no Homo sapiens, é possível? Se pegarmos em dois indivíduos à sorte, um escandinavo e outro sub-sahariano, existem fortes hipóteses de termos diferenças evidentes. Mas onde é que estas acabam, ou começam? É possível escolher vários fenótipos intermédios entre estes dois indivíduos, sem nunca nos apercebermos de nenhuma mudança radical, ao contrário do que acontece com os cães. As “raças” humanas, no meu entender, não vão além de um conceito cultural.

terça-feira, novembro 15, 2005

Chirac também é racista social

Afinal, Chirac também acha que os pais dos anjinhos incendiários também devem ser responsabilizados. Não estou sozinho nesta opinião.

segunda-feira, novembro 14, 2005

Conseguiram

Os "manifestantes" dos subúrbios de Paris, e das outras cidades francesas que tiveram a honra de conhecer os protestos dos jovens franceses (por vontade própria, ou por mero acaso geográfico), conseguiram. Deram mais uma razão para a Frente Nacional Francesa de Le Pen se manifestar, e ocupar um nicho político aberto à força de "cocktails" incendiários. Não é que Le Pen não tenha um nicho político em França, mas o susto (anti-democrático) das últimas eleições presidênciais desse país, mas abriram o buraco.
Ninguém se surpreenda se houver tumultos.

Soares quer Cavaco na Presidência!

Pequena provocação:
Soares diz que "ninguém pode ser eleito pelo silêncio". Soares insta Cavaco a falar, a abandonar o silêncio. Logo, Soares quer que Cavaco seja eleito.

sexta-feira, novembro 11, 2005

Sou mesmo estúpido

Não entendo... Cravinho que me desculpe, mas não entendo. "As SCUT's pagam-se a si próprias"?!? Como? Emprego?
Na construção, ninguém perde dinheiro, logo os empregos gerados não dão para cobrir, via impostos, o pagamento da obra (que é feito em fracções, logo, acrescido de juros, logo, mais caro para o estado).
Empregos subsequentes à obra? Serão assim tantos (limpeza da via, e mais umas coisas no género)? E serão assim tão bem pagos que se tornem relevantes em termos de orçamento fiscal?
Não percebo. Mas se me explicarem por A mais B, sem "se"s, nem "talvez", nem qualquer outra condicionante pelo meio, como é que é possível fazer-se tal afirmação, acreditarei.

Não são aves, mas voam

Um amigo meu, que se apresenta na blogosfera como Goethe, chamou-me à atenção, via correio electrónico, para esta notícia. Acredito que por me saber Madeirense, achou que a notícia me interessaria . Tinha razão.

Estado Novo em Paris

As autoridades francesas decidiram proibir os ajuntamentos de pessoas na Cidade de Luz, no próximo fim-de-semana. Este tipo de atitude, que encontra justificações nos recentes episódios de violência e na suspeita de que se preparam novos incidentes para aquele período, faz lembrar as leis que em Portugal vigoravam antes de 25 de Novembro de 1975 (provocação propositada, confesso, e cheia de convicção).
Prova-se, assim, que as manifestações de violência sem causa generalizada apenas dão força à supressão, ainda que temporária, de direitos de liberdade dos restantes cidadãos. Ainda mais grave, fazem-no com a conivência desses cidadãos que pretendem segurança, agora a todo o custo.

quinta-feira, novembro 10, 2005

Agradeço...!

Ao João Miranda, o Blasfemo que desvenda o segredo.

A frase demoníaca

Escrevi num "post" anterior a frase "Os pais desses meninos deviam ser postos atrás das grades com a prole por que são responsáveis.", referindo-me aos pais dos jovens cavalheiros que gostam de praticar arremesso do peso com "cocktails molotov". Fui acusado, por meio de comentários anónimos, de ser "um racista social". Porquê? Devo ser realmente estúpido, porque não percebo a razão de tal crítica. Talvez seja um problema de interpretação da frase.
Por isso explico, aqui a frase (não o que quiz dizer, mas a frase): "Os pais desses meninos deviam ser postos atrás das grades" não será a parte problemática, penso eu, sendo a segunda parte mais melindrosa para quem faltou às aulas de Português (ou, simplesmente tem uma interpretação das palavras diferente da minha); continuando, "com a prole" quer dizer "com os filhos", e "por que são responsáveis" é o mesmo que dizer "pelos quais são responsáveis". Se alguém tiver uma interpretação diferente diga-mo, por favor. Não gosto de cometer erros na minha língua mater.
Se a questão não é de interpretação, então agradeço que me expliquem onde está o racismo social. Eu acho tão responsável pela educação da sua prole o endinheirado que se ausenta da vida daquela, por vezes omitindo-se de lhe incutir uma moral sólida, como o pobre que faz o mesmo. Conheço muita gente que fez sacrifícios difíceis, sem posses, para que os filhos nunca se sentissem abandonados, ou imunes ao castigo.
Esclareçam-me, se necessário, mas com jeitinho. ;)

quarta-feira, novembro 09, 2005

E continua

O estilo agressivo a roçar a má educação de Sócrates continua. Demasiados comentários pessoais. Ele está ali para discutir o Orçamento de Estado, e não para pôr em dúvida as competências alheias, até porque quem tem telhados de vidro...
Argumentou que "já não há pachorra para ouvir o seu discurso", referindo-se ao discurso anti-fortunas de um deputado do PCP, cujo nome não me lembro. Partilho da sua opinião, mas não é para um debate no Parlamento...

Parlamentares

Ouvindo a discussão do orçamento de estado na SICnotícias, desiludi-me com uma frase de Marques Mendes, em que se confundiu e soou a um diálogo dos personagens de Hergé, Dupond e Dupont. Não sabia bem o queria dizer, repetiu-se em "tandem".
Mas, na resposta, Sócrates roçou o insulto, mostrou enervação (interrompeu o próprio discurso com um amargo e surpreso - e não surpreendente - "Ah! Já se calaram". Ele próprio ficou sem saber como reagir...), e quando Jaime Gama lhe pediu para concluir, fê-lo em mais de quatro minutos... sem mais nenhuma interpelação por parte do Presidente da Assembleia. Ao menos, nesses quatro minutos, fez a sua única argumentação de jeito: lembrou a bancada social-democrata de que, quando estavam no governo, assinaram contratos com os congéneres espanhóis para fazer o famigerado TGV.
A falta de qualidade começa a ser gritante...

Escumalha, malandros...?

Sarcozy, Ministro das polícias e segurança interna francês, usou "escumalha" para adjectivar os bravos revolucionários que incendeiam propriedade alheia (danos "colaterais(!)" inerentes a qualquer movimento de contestação social, pelos vistos...). Por este deslize diplomático, por ser passível de perniciosa generalização a todos os habitantes daqueles bairros, as cândidas e pacíficas crianças desistiram de quase todas as reinvindicações, para se concentrarem no pedido de demissão do tal Ministro (como se isso resolvesse alguma coisa), representante de Mefistófeles neste mundo dos mortais.
Ao que parece, a televisão francesa tem adoptado o termo "voyou" para apelidar esses anjinhos. Essa palavra tem um sentido perjurativo, muito próximo de "escumalha", o que vem confirmar as teorias das seitas que por aí pululam, segundo as quais a televisão é um instrumento de Satanás.
Será que os alegres e reinvindicativos jovens franceses, discriminados por quem ganha dinheiro (selvagens capitalistas sem escrúpulos) vão boicotar as televisões, ou até mantê-las reféns, como tentam fazer com o seu país de nascença? É uma questão de coerência.

segunda-feira, novembro 07, 2005

Violência em França, ainda

Acabei de ouvir chamar aos episódios de violência em França de "crise social". Que se diga que surgiram por causa de uma crise social (e também é verdade que originam uma crise social), mas os actos em si não são outra coisa senão delinquência.
Os pais desses meninos deviam ser postos atrás das grades com a prole por que são responsáveis.
Sentem-se preteridos em relação aos dos bairros menos pobres, os meninos. Então provem que têm juízo! Assim só dão razão aos que os classificam de "não confiaveis", no mínimo.

... e não acaba!

França: 34 polícias feridos na noite de confrontos mais violenta. 1408 veículos queimados. Ao menos 395 energúmenos foram presos.
Tenho lido e ouvido falar muito sobre políticas de integração, mas ainda estou para as perceber. Se por integração se entende quotas nas empresas, sou contra. Muito contra. Não se pode combater discriminação com discriminação. Eu, maioria, tenho tanto direito ao trabalho quanto eles, minoria. E um patrão privado deve ter a liberdade de escolher quem bem entender para trabalhar para si. Se escolher mal, problema dele.

domingo, novembro 06, 2005

SCUT's... solidárias!?

Sócrates diz que é dever do país ser solidário com as regiões menos desenvolvidas, defendendo as SCUT’s. Recuso. Não me sinto minimamente obrigado a pagar os custos de construção, utilização e manutenção de uma estrada que de pouco me serve, só para que outros façam dinheiro. Sim, esta é uma questão económica, não social.
Eu não me importo de pagar portagens, tendo em troca um bom serviço, ou seja uma autoestrada boa, segura, com boa manutenção e um traçado bem pensado.
Além disso, do ponto de vista da solidariedade, eu gostaria de ter a liberdade de escolher as minhas causas, e não que as escolham por mim.
(Se é uma questão económica, eu não sou rico, também não quero pagar portagens, para poder poupar para investir. Se, por outro lado, é uma questão de solidariedade, venham falar-me pessoalmente, ou façam uma campanha na comunicação social que contribuo. Provavelmente.)

Racismo em França

Os delinquentes (a quem a irresponsável imprensa começa a apelidar de manifestantes) que agora queimam propriedade alheia, acusam o Governo e a sociedade Franceses de racismo e de não lhes respeitar a liberdade de culto. Soube ontem que resolveram queimar uma Sinagoga. Deve ter sido acidental, já que eles não são racistas e respeitam o culto religiosos alheio. Ou então seguem a lei de Talião: olho por olho, dente por dente.
Tenham juízo todos aqueles que ainda os defendem!

sexta-feira, novembro 04, 2005

Anti-Bush

Pelos vistos, os pacifistas anti-Bush, não são lá muito pacíficos. É o costume: querem impôr a sua vontade, o defeito que apontam a Bush...
Para haver um teimoso, é preciso outro teimoso.

De quem é a culpa?

Os distúrbios dos arredores de Paris continuam. E de quem é a culpa? Culpemos, antes de mais, os próprios delinquentes. Sem desculpas.
Há sempre quem justifique este tipo de acções, sempre injustificadas, com um hipotético racismo por parte das autoridades. Balelas. Ou não será racista da parte deles acharem-se no direito, por serem uma minoria, de fazer o que lhes dá na tola? Terei eu menos direito que eles à indignação? Não me parece.
Por isso culpo as associações de "anjos" anti-racistas que só vêem racismo por parte das maoirias europeias, muitas vezes porque fica bem. Ou será que alguém duvida que se fossem jovens como eu a pegar fogo a tudo o que lhes aparecesse pela frente, a polícia tinha entrado à bastonada e mandado uns quantos para o hospital? Mas como não são como eu... Existe uma imagem humanitária das forças de segurança a preservar.
Os proprietários das viaturas e edifícios queimados não têm direito à protecção polícial, pelos vistos, sob pena de se dar umas marretadas numa minoria racial.
Admirem-se se começarem a aparecer bandos de vigilantes... Serão logo apelidados de neo-nazis (e não duvido que alguns o sejam), enquanto que estes anjinhos são vítimas de discriminação. Justifica-se?

Não sabe o que diz

Pus-me a ler, no Público, excertos da entrevista da TVI a Mário Soares. Depois de ter acusado Cavaco de ser, na verdade, um político profissional, contrariando-o, disse agora que o Professor "Dificilmente dá [um bom Presidente da República] porque o professor Cavaco Silva tem uma concepção de democracia muito pouco estruturada, como político intermitente que é". Afinal é profissional ou intermitente? Acho difícil ser-se ambos, mas quem sou eu para contrariar o grande Soares?...
E Soares continuou, mostrando o quanto a sua vida revolve à frente de um espelho muito lisonjeador, afirmando que "Para um Chefe de Estado é preciso saber de história, de filosofia, ter uma formação humanista. É só a economia que conta? (...) Eu publiquei nove livros desde que deixei de ser Presidente da República. (...) Ouviu alguma palavra do professor Cavaco Silva sobre globalização ou a guerra do Iraque?". Claro que é esta a opinião dele, uma vez que tirou o curso de Ciências Histórico-Filosóficas, seguido do de Direito, ambos cursos da área de humanidades. Se fosse eu a definir o perfil ideal para Presidente da República (e tivesse alguma pretensão ao cargo, além da idade mínima - ainda não cheguei lá), identificá-lo-ia com a prática de karate e canoagem, alguma experiência nos escuteiros marítimos, nascido na Região Autónoma da Madeira e cujas iniciais sejam GDATT (não valho muito mais)...
Don Mário também se prestou a uma pequena inconfidência, demonstrativa de total falta de educação, relatando uma conversa privada entre ele e Cavaco, que teve lugar numa cimeira Íbero-Americana, em que Soares pediu ao Professor que expusesse a posição Portuguesa sobre Cuba a Fidel Castro: "Ele disse-me: ´fale o senhor, fale o senhor porque eu não tenho muito jeito". Só prova a humildade de Cavaco (e possivelmente evitar um incidente diplomático ;) - se fosse eu, havia um de certeza) e o descaramente vaidoso de Soares.
Cada vez gosto menos desse senhor... Nota-se?

quarta-feira, novembro 02, 2005

Os subúrbios parisienses

Os distúrbios que se perpetuam há já 5 dias no subúrbio parisiense de Clichy-sous-Bois, levantam muitas questões. Se esquecermos a esfarrapada desculpa das mortes de dois adolescentes que morreram electrocutados ao fugir da polícia (não deviam bater muito bem da bola), temos a desculpa que acabei de ouvir no Jornal da Tarde, na RTP: a inveja, por haver, ali perto, em Paris, bairros luxuosos que contrastam com os bairros sociais em que vivem estes delinquentes (peço desculpa aos mais sensíveis a chamar jovens que destroem e roubam propriedade alheia à mínima desculpa esfarrapada de delinquentes, mas não vejo que outra classificação lhes dar). Inveja, sim. Não existe outro sentimento ali.
Serão maltratados pela sociedade francesa? Pelo menos vivem em bairros sociais, em que, se bem entendo o conceito, pouco ou nada pagam pela habitação, enquanto que nos tais bairros luxuosos de Paris se pagam rendas astronómicas. São emigrantes ostracizados? Mas julguei que fugissem de condições piores... Se não melhoraram a sua vida, podem sempre voltar para trás, ou escolher outro país que lhes dê carros e casarões melhores. Afinal querem é ser ricos, instantâneamente e sem esforço.
Dirão os mais esquerdistas: a distribuição igualitária da riqueza resolveria todos os problemas sociais do Mundo. Balelas. Se assim fosse, os tais bairros luxuosos deixariam de existir, por falta de quem os pagasse. Se se conseguisse suprimir as ambições do ser humano, para que se contentasse em ter o mesmo que o vizinho, ter-se-ia conseguido travar a produção humana. Se não é para melhorar o meu nível vida pessoal, para que é que me esforço? O essêncial "chove"!
Tenham juízo!

Eis uma questão pertinente

Por Paulo Gorjão, no Bloguítica.

Político profissional

Tenho ouvido classificar o candidato Cavaco Silva, por Soares e Alegre, de hipócrita, por não se considerarum político profissional. Não sei quem é mais hipócrita. Acho que depende da definição de político profissional.
E o que é, afinal, um político profissional? Não sei. Posso apenas fazer um exercísio de especulação acerca do que cada um dos dois lados considera como tal:
Soares e Alegre consideram como profissionais todos os que ganhem dinheiro com a política, acho eu. Isso inclui todos quantos alguma vez tenham desempenhado algum cargo político ou governativo. Mesmo aqueles que não tenham direito a subvensões posteriores se podem incluir neste conceito, uma vez que, se não são, pelo menos já foram políticos profissionais.
Já Cavaco prefere classificar como profissionais todos aqueles que dependem da política para manter o nível de vida, e se mantêm sempre ligados à ribalta política. Considerando apenas a manutenção do nível de vida, podemos excluir quase todos os políticos. Cavaco é professor universitário, e tenho a certeza que se fará pagar regiamente por ocasionais trabalhos de consultadoria. Soares tem dinheiro próprio e muitos negócios, por vezes pouco claros (EMAUDIO, a Fundação privada com dinheiros públicos), pelo menos em boatos. E Manuel Alegre, é conhecimento de todos, é um bem sucedido poeta, com uma vasta lista de publicações (será, mesmo assim, o menos desafogado dos três). Se a isto juntarmos a ribalta política, o mais profissional é Soares, sem dúvida nenhuma, e Cavaco o menos.
Têm, assim, todos razão, à sua maneira. Cabe-nos a nós, eleitores, escolher o melhor, de preferência ignorando esta discussão.
Post Scriptum: A meu ver, esta discussão tem a ver com uma tentativa de Cavaco de fazer valer a sua vantagem de técnico, e Soares de a fazer esquecer. Alegre cai aqui um pouco como o gajo que se quer fazer ouvir mas ninguém lhe liga.

segunda-feira, outubro 31, 2005

Ataque aos desempregados profissionais

Esta notícia do Público provocou-me uma gargalhada. "Rescisões amigáveis vão perder direito ao subsídio de desemprego" é o título. Há excepções, "nomeadamente para os processos de reestruturação, viabilização ou recuperação de empresas devidamente comprovados pelas entidades oficiais".
Há um senão: a comprovação exigida pode significar um aumento da burocracia envolvida, aumentando o período de reestruturação das empresas em dificuldades, que se quer sempre curto, a bem da eficácia dessa mesma reestruturação.
Não tenho dúvidas de que poupar-se-ão uns cobres ao Estado Social, mas não sei a economia terá muito a ganhar com isto.

Alberto Costa, Ministro da Justiça

No blogue Verbo Jurídico, lêem-se tês "posts" seguidos que vale a pena ler, nem que seja só para formar opinião, em consequência de outro "post" no mesmo site, o "Curriculum do Sr. Ministro Justiça (2)", onde se publica um acórdão do Tribunal Administrativo que mostra um episódio negro na vida de Alberto Costa.
No primeiro, "A entrevista", é publicada uma entrevista ao jornal "O Independente" ao Advogado José António Barreiros, que confessou que "Quiseram para ministro quem eu não quis para director de serviços. São critérios. Mas o problema não é ele ser ministro agora. O problema é ele ter sido deputado, ministro da Administração Interna e sei lá mais o quê. Acho que quem permite isso e com isso coexiste que responda. Eu respeitei-me, demitindo-o. Ponto final.". Porquê o despediu? Por ter feito pressão sobre um Juíz sobre um caso que tinha que ver com a aquisição pela Emaudio de uma participação no negócio da televisão de Macau. (Lembro que a Emaudio é uma das empresas com participação, grande, da família Soares). A ler.
O "post" seguinte, "Memória", cita uma peça de Adriana Vale, n'O Independente. Neste texto pode ler-se, entre outras coisas, acerca da protecção que o Governador de Macau Carlos Melancia (lembram-se dele?) deu ao actual Ministro da Justiça.
O terceiro "post", "ASJP reclama esclarecimentos", limita-se a publicar um pedido de explicações por parte da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, que aproveitam, assim, para uma pequena vingança contra o Ministro Alberto Costa, que pode ser igualmente lida no site da própria Associação.
Leiam, porque um cidadão deve manter-se informado.

Já melhorou

O site da candidatura de Jerónimo de Sousa já melhorou. Também posso ter visitado o site errado. Tem mais items a visitar, com uma característica interessante: não existe qualquer intenção de afastar a candidatura do partido, antes pelo contrário. O item "O PCP e as Presidênciais" e o "link" para a página do próprio PCP são prova disso. Já tem côr, o vermelho, a enquadrar a imagem do candidato e o seu nome sobre amarelo. Já agora, atentem na Declaração de Candidatura, com uma opção multimédia em mp3 para que se ouça, em vez de ler, o discurso.

sábado, outubro 29, 2005

O do "Bibi"

É redutor, eu sei, o título deste post, mas este candidato não se livra facilmente do epíteto de advogado de defesa de "Bibi". Não que isso seja, só por si, um defeito. Antes pelo contrário.
Mas o que interessa, para já, é o site da candidatura de José Maria Martins (segundo me lembro, também este é ainda candidato a candidato). Logo na página de abertura, com dourados baços em jogo com as cores nacionais, a sua imagem, enquadrada de livros, confunde-se com a bandeira nacional. Lá dentro, a mesma imagem de estado (mais um pouco, e era folclórica), e o defeito dos defeitos. O site é fogo de vista. Quase todos os cliques do meu "rato" encontraram a mesma mensagem: "Em construção. Brevemente em linha."!
Não correm bem as coisas para este lado...

Candidata a candidata

O site de Manuela Magno é a vítima seguinte. (Ainda) não é oficial a sua candidatura, deduzo que por falta de assinaturas. Tem uma página simpática, sem nada de novo, a não ser o facto de a biografia estar escrita na primeira pessoa, em tom informal. É só curioso que não haja relatos depois de 1978... ainda não estão disponíveis. Disponibiliza, também, um blogue escrito na primeira pessoa, onde reparei que reinvidica o apoio da autora de um conhecido blogue (a ver. Não vou arriscar pôr palavras na boca de ninguém).
Hei-de lá voltar, como a todos os outros, ver se percebo o que propõe esta candidata a candidata.

sexta-feira, outubro 28, 2005

Agora, o Anacleto

Não sabem quem é o Anacleto? Francisco Anacleto Louçã. Soube-o ao ler a sua biografia, no site da sua candidatura à Presidência da República.
Atraente, algo dinâmico, com informação que baste. Tem um Diário de Campanha, que funciona como um blogue (só não sei quem o assina) e disponibiliza alguns documentos, onde se inclui a declaração de candidatura.
A melhor característica deste site é, a meu ver, a secção de multimédia, principalmente por lá estar disponível a entrevista a F. Anacleto Louçã conduzida por Judite de Sousa, no programa Grande Entrevista.
Continuo a preferir o site de Manuel Alegre.

Pobre Jerónimo...

Continuando na minha aventura pelos sites das candidaturas presidênciais, resolvi visitar o de Jerónimo de Sousa... Paupérrimo! É mais magrinho que o de Cavaco Silva.
Poupou-se nas cores, pelos vistos, e pôs-se uma citação de Jerónimo de Sousa, com assinatura manuscrita (ponto alto da página principal). Três "links", para três discursos.E acabou.

Aparências

Oliveira Martins foi hoje empossado como presidente do Tribunal de Contas. Não duvidando da integridade do homem, e apesar da defesa pronta do Presidente da República Jorge Sampaio, soa mal. Oliveira Martins é um homem do aparelho, do PS. Era, até agora, deputado do partido de Governo. Pôr um tipo da minha equipa a arbitrar o meu jogo... não fica bem!
É uma questão de aparências...! (Espero eu!)

Aos pontos...!

O site da candidatura de Manuel Alegre bate os de Soares e Cavaco aos pontos! Sóbrio, agradável à vista, completo. Desde textos escritos pelo próprio (pertinentes para a candidatura, claro) e por outros acerca dele, divididos em várias categorias, a uma biografia muito mais sóbria e honesta que a de Soares, soberbamente acompanhada por um auto-retrato do candidato.
Confesso que, se conseguir votar nestas eleições (estou inscrito no circulo eleitoral da Freguesia de Stº Antº, no Funchal e não pretendo mudar, mas estudo no Porto), não penso votar Manuel Alegre, mas, em termos de site, ele já ganha aos pontos a Cavaco e Soares.

A vez do Professor

Desta fui ver o site (disponível) da candidatura de Aníbal Cavaco Silva à Presidência da República. Muito ralo, curto. Ao menos está anunciado um Portal da Candidatura à Presidência da República do Professor para dia dez de Novembro.
Até lá, soube-me a pouco.

quinta-feira, outubro 27, 2005

Assessores caros

Fui chamado à atenção, via correio electrónico, para este post de Joel Timoteo R Pereira no Verbo Jurídico. A ler e reter.

A "biografia"

Lá me pus a ler a biografia de Mário Soares publicada no site oficial... A certa altura é mais um relato histórico que uma biografia, havendo mesmo muitas entradas em que o nome de Soares está ausente, assim como qualquer tipo de referência à sua pessoa (aqui e ali há referências ao PS, principalmente na época da revolução, que se podem considerar como alusões, sempre ocasionais, a Soares, ou não fosse o PS da altura o a imagem do próprio). Compreendo que quisessem situar e ambientar o eventual leitor, mas assim cola-se Soares a todos os nomes da época da revolução, tenham, ou não, alguma coisa em comum. Chama-se a isto desonestidade intelectual.
Para saber a História da revolução, e nada mais, tenho livros próprios.

quarta-feira, outubro 26, 2005

Mário Soares, o Escolhido

Numa tentativa de pontapear este marasmo de ideias e falta de pachorra em que me deixei mergulhar, resolvi entrar na toca do lobo: fui ver o site oficial da candidatura de Mário Soares para a Presidência da República. Logo à primeira espreitadela, uma citação de Fernando Pessoa saltou-me aos olhos. A saber:
"Mais do que isto é Jesus Cristo, que não sabia nada de finanças, nem consta que tivesse biblioteca."
Que é que isto quer dizer? É clara a intenção de diminuir a vantagem que Cavaco tem por saber alguma coisa de finanças e economia, mas meter um agnóstico ferrenho, por vezes até violento, no mesmo saco que Jesus Cristo, é de um profundo mau gosto.

Para não cansar

Para poder variar o estilo em que escrevo, e os assuntos que comento, a ver se não caio em rotina, colaboro em mais blogues além deste. Divirto-me com o meu grupo de faculdade no Pátio da Cerveja, matando saudades daqueles que estão mais longe, e mantenho-me ao corrente dos assuntos da minha primeira tuna, com colaborações mais esporádicas, no Vinicultuna de Biomédicas-Tinto Idéias & Lamentos. Se a curiosidade vos puxar, serão bem-vindos.
Post Scriptum: E penso em criar mais um, para vos mostrar o que escrevo quando a realidade não me interessa.

Anonimato e responsabilidades

No princípio deste mês de Outubro, fui informado do nascimento de um novo blogue dedicado a Vila do Conde. Se não me engano, fui o segundo visitante deste blogue, e fiquei logo com a impressão de seria uma voz, ainda muito verde nestas coisas de blogosfera, contrária à maioria dos blogues vilacondenses que por aqui proliferam (ou seja, um blogue anti-oposição de Vila do Conde). A curiosidade e a fome por debate fizeram-me acompanhar o esforço de Rita (é tudo o que sei sobre o autor, pois não tem perfil completo), que começou, suavemente, por falar sobre Vila do Conde sem entrar em grandes discussões. Até que um dia resolveu dar uma vista de olhos pelos "sites" das juventudes vilacondenses afectas ao PS e ao PSD. Enquanto que à JS criticou a falta de "site", à JSD de Vila do Conde resolveu criticar severamente os seus principais dirigentes. Todos excepto ao Presidente da Mesa do Plenário, a quem teceu rasgados elogios.
O problema é que o fez com ofensas sérias e algumas mentiras. Sei-o porque conheço os alvos das mentiras (dos outros não posso falar). Como o blogue era escrito de forma anónima, ninguém sabe de onde veio tamanha animosidade. Condenei Rita por isso em forma de comentário, e continuo a achar que fez mal. Muito mal.
Para azar de Rita, os lesados (não sei se todos) começaram a mandar ameaças de processo civil para o a morada electrónica do blogue. Segundo sei (porque me chegaram alguns via correio electrónico), as queixas e ameaças escalaram a níveis exagerados, onde pediam que Rita acabasse com o blogue, sob ameaça de cadeia.
Que se exijam pedidos públicos de desculpa, ou que se apague o post em questão, sob ameaça de processo (o resto é com a lei), concordo. Que se exija a identificação do autor de tão baixos comentários, assino por baixo, até porque sou contra qualquer tipo de anonimato da parte dos autores dos blogues. Mas que se queira calar por completo uma pessoa sem sequer lhe dar hipótese de retracção, já não concordo. Mas foi isso que foi exigido pelos lesados.
Rita cedeu. A princípio apagou o post, depois escreveu um rotundo FIM como título de um post, que se limitou ao título. Agora o Vida na Vila está reduzido a isto.
Se calhar Rita nunca se devia ter aventurado na blogosfera, por falta de juízo, mas não lhe deram hipótese de aprender com os seus erros, ainda mantendo a sua voz viva.
Responsabilizem-se os bloguistas por aquilo que escrevem, mas calar à força não.