domingo, dezembro 18, 2005

Comentários do "post" das nacionalizações

Ao texto "Nacionalizações", que escrevi neste blogue, dois amigos meus entraram em discussão comigo, o ZP e o Abtúrsio. Ao primeiro comentário do ZP, acho que já respondi, e dou-me por satisfeito. Como essa resposta gerou outras, e vi-me obrigado a responder-lhes, achei que valeria a pena responder de forma mais visível, relançando a discussão.
O Abtúrsio começa por dizer que, apenas por pertencerem ao estado, as empresas perdem competitividade (não transcrevo porque este meu amigo, apesar de saber escrever melhor, não se dá ao trabalho de relêr o que escreveu. Sendo assim poupo-o à crítica de quem não o conhece, pedindo desculpa por algum pormenor que interprete mal). Não perdem competitivedade... perdem competição. Como é possível a uma empresa privada competir com uma empresa que, além de muitas vezes protegida, ainda tem injeções de capital do estado sempre que tenha um mau desempenho? E sem competição, qual é a empresa que faz por servir melhor o consumidor? O Abtúrsio também se apraz com o emprego pleno, estatal. Quanto a esse comentário (saúde incluída) penso que o "post" original esclarece bem o meu ponto de vista, no excerto que começa com a explicação "Mas um patrão que tem em vista apenas dar emprego esquece-se do lucro, muito difícil numa empresa em que ninguém precisa de produzir para manter o emprego.", continuando a explicar as consquências que prevejo (a ler no original, se a vontade for essa).
No segundo comentário do ZP, este diz que "A manipulação de preços por parte das empresas é proibida mas é nítido que é práctica comum em Portugal! Aliás é só recordar como há bem pouco tempo foram multadas uma série de companhias farmaceuticas por fazerem isso!". E isto é argumento em favor da privatização? Antes pelo contrário! Aquilo que é ilegal não pode ser exemplo, nem positivo nem negativo! Além disso, uma companhia estatal como a TAP, faz uma manipulação de preços legal, porque sancionada e protegida pelo estado, nas viagens entre Portugal continental e a Região Autónoma da Madeira, por não ser permitido a mais nenhuma companhia fazer estas linhas. Se o ZP é contra a manipulação de preços, não pode estar de acordo com isto. A única coisa que posso dizer em relação às cartelizações de que ele fala, é que se devem investigar e condenar. Além de que, ficará a saber o meu amigo ZP se ainda não sabe, os farmacêuticos Portugueses gozam de uma protecção férrea. Eu não posso ser dono de uma farmácia, porquê?! E as maiores cartelizações são feitas a partir das Ordens...
Quanto aos recursos estratégicos de que tanto fala o ZP, pode sempre acautelar-se os interesses nacionais, com a manutenção de acções por parte do estado, mas evitando-se a intervenção. Não se pode admitir que essas empresas sejam geridas como fazendo parte do estado (não poucas vezes, do governo), com as nomeações políticas e tudo o que isso acarreta.
A competição só ajuda a que nos superemos. Isso é mau?

10 comentários:

abtursio disse...

sim é verdade que não leio o que escrevo nem uso pontuação nem sequer acentos na maioria das vezes.
mas para começar respondo a problematica do emprego para todos, o teu medo e o comodismo, ha muitas maneiras de se motivar os empregados que não a opressão e o mau estar gerado pela corda no pescoço, ou seja pela ameaça da perda de emprego. isso é muitas vezes causa de maus rendimentos por parte dos empregados e para alem do facto não permite muitas vezes a s familias tomarem medidas a longo prazo pois estão sob constante medo de não poderem garantir empregos que permitam investimentos a longo prazo, e devo lembrar que esse é um dos problemas que impede parte da nossa economia de seguir em frente e acompanhar o comboio da frente.
mais é horrivel não saber o dia de amanha quando se esta a tentar comprar uma casa e manter e dar um futuro melhor aos filhos, para alem do facto que é horrivel por parte de muitos desempregados a vida que são forçados a tomar como por exemplo tornatem-se sem abrigo. outra vantagem seria que o emprego e baixos niveis de desemprego ( sim porque com a tua iroinia tentas ridicularizar, mas todos sabemos que não é possivel emprego para todos), reduziria alguma da taxa de criminalidade que vem subindo, curiosamente tambem o que tem subido é a taxa de desemprego.
outro ponto tu referiste que a perda de recursos estrategicos poderiam ser minimizados pela captação de acções por parte do estyado isso so por si iria aumentara conta do estado pois teria de ai sim competir ferozmente com concelhos de administração cujos accionistas apenas quereriam encher os seus bolsos e estaria a cagar para o estado do governo portugues, mais se esssa empresa esta nas mãos de ouitros accionistas nada impediria de essas acções serem negociadas em bolsa o que so por si acarreta custos, mais o proprio governo como accionista estaria sujeito a ter na mesma que fazer injecções de capitais em momentos menos bons da empresa, o que seria igual.
a competição nunca estaria em causa, e isso esta mais que comprovado basta ver as redes de tv que existem em portugal e competem com a rede publica, mais muitas das empresas que poderiam vir a competir seriam estrangeiras o que so por si levaria a um investimento de capital estrangeiro no nosso pais e levaria a uma competibção que p+ermitiria escolha do povo pois apenas nos paises estrangeiros são capazes de suportar certos preços, que nenhuma outra entidade protuguesa a excepção do estado seria capaz.
outra o controle de saude permite aqueles sem posses ter acesso a um sistema de saude pois acho que pelo menos isso deve ser um bem de todos não apenas dos que podem pagar, e ja que não queres que o estado escolha as obras de benefeciencia a ajudar se é que achas que o rendimento minimo entre outros é benefeciencia, que tal dar condições em que não seja preciso ajudar ninguem. quanto á amnipulação de preços se for feita pelo estado estar dentro de sertos limites muitas vezes impostos pela inflação e pelo poder de compra dos consumidores coisa que não é levada em conta por privados, so mais um extra eu podia escrever aqui um texo 5 vezes maior se lembrasse exemplos do que as privatizaçõse pode levar de mau estar e sacrificio ao povo, especialmente o que menos poder de compra apresenta

Gonçalinho disse...

Já não existe o rendimento mínimo garantido, Abtúrsio? E não há gente a depender da boa vontade alheia, mesmo assim?
Somos, ou não somos, mal servidos pelos serviços de estado? Se houvesse uma mentalidade economicista aí, o cliente seria muito mais bem tratado. A saúde é um exemplo, a educação outro.
Já agora, diz-me quais são as obras de caridade que suportas, para eu saber até onde vai a tua convicção.
Bem sei que este comentário está um bocado aos retalhos, mas é um comentário feito à pressa.

abtursio disse...

eu nunca disse que não seriamos mais bem tratados mas temos de pensar nos outros pois para seres bemn tratado pagas e pagas bem, eu tambem sou a favor da qualidade e acho bem que se deva pagar essa prestação de serviços mas isso levaria a que quem não podesse pagar essa mesma qualidade como fazia?

abtursio disse...

mais isto pode parecer que sou eu a mentir mas quando se ajuda de coração não precisamos de anunciar aos quatro ventos

Gonçalinho disse...

Eu não o anuncio... Nem nunca disse que mentias.
Quanto ao resto, dás-me razão.

abtursio disse...

não dou porque, apesar de concordar que sim pagas mas tens qualidade volto a vbelha questão da saude e apenas estou a falar da saude, que o que é que acontece que as p+essoas que não podem pagar? e sera que o estado como "proprietario" não tem esssa mesma responsabilidade de saber gerir correctamente e proporcionar essa mesma qualidade?
PS: eu disse que me chamaste mentiroso apenas disse que com a minha afirmação corria o risco parecer mentiroso, e muito honestamente tenho pena de não poder ajudar mais. tou farto de ver pessoas na rua e a viveram na miseria

Gonçalinho disse...

Exitem sempre soluções para quem não pode pagar. O estado pode sempre ajudar, mas os hospitais não podem funcionar mal e sem lógica orçamental.

abtursio disse...

isso foi o que eu disse. o estado deve ser capaz de fornecer serviços com qualidade, mas se fosse num regime economicista a solução certamente seria a criação de um hospital miseravel longe dos outros por forma aos utentes de hospitais privados não terem de assistir a miseria que la se passava.

Gonçalinho disse...

Não percebi... desculpa.

abtursio disse...

se la vi