Jerónimo de Sousa pretende que se pare a dinâmica de privatizações dos últimos governos. Não é de espantar. Até imagino que por ele, ou qualquer outro comunista, se nacionalizava tudo de novo. E para quê? Porquê? Não posso senão deduzir, a partir daquilo que tenho entendido dos rumos políticos que defendem os comunistas Portugueses.
Em primeiro lugar, deduzo que seja para acabar com os ricos e as famílias do capital que, segundo eles, têm mais dinheiro que a média, aparentemente sem trabalhar. Não entendem os comunistas nacionais que nem todos os que fazem fortuna, o fazem de forma ilegal. Com exploração do proletariado, talvez, mas não podemos dar à palavra exploração uma conotação negativa neste caso. Os grandes empresários exploram as suas ideias e os benefícios risco que assumiram, as ideias daqueles que são pagos por eles para as ter, e o trabalho, mais ou menos manual, mais ou menos especializado, daqueles que também para isso são pagos. Se o operário não o quizer ser, que assuma ele o risco. Não ter capital é uma desculpa fraca, já que todos temos, no mínimo, capital humano. Somos indivíduos com ideias únicas.
Por outro lado, posso arriscar que se pretende o emprego pleno. Com o estado como patrão, pode inventar-se trabalho para todos. Mas um patrão que tem em vista apenas dar emprego esquece-se do lucro, muito difícil numa empresa em que ninguém precisa de produzir para manter o emprego. Cortar nos gastos reduzindo os salários seria a solução mais fácil, já que até o gestor da empresa se acomoda ao posto, sem ameaça de falência (a não ser que esta seja a do próprio Estado). Seria o fim da concorrência, que nos faz correr mais depressa numa pista de atletismo, por exemplo. A ambição seria reduzida à política, pois os patrões decidem o seu próprio salário... Verdade? O Estado caíria em depressão, tanto económica, como política, e até psicológica, sem nada por que lutar.
Já agora: ouvi na rádio, há uns dias atrás, noticiar-se um estudo europeu em que os Portugueses foram retratados como aqueles que menos querem assimir o risco de serem o patrão. Preferem que os outros o assumam, e que lhes dêem emprego. É uma questão de níveis de responsabilidade.
(Não me afirmo, nem posso, como um exemplo de responsabilidade. "Faz o que eu digo, não faças o que eu faço". Ehehe)