quarta-feira, setembro 10, 2008

Quadros electrónicos, e interactivos, e tal

Anunciam-se quadros especiais e outras coisas fantásticas como solução para combater o insucesso escolar. Quando eu andava na escola não havia nada disso. Deve ser por isso que sou um analfabeto. Talvez deva processar o estado por isso.
Tenho que concordar que é bom para os alunos ter contacto com as novas tecnologias desde tenra idade, mas não se pense que é por isso que estas gerações serão mais inteligentes ou terão maior capacidade de aprendizagem. Nem é só porque o estado deseja combater estatísticas, em vez de deixar o indivíduo desenvolver-se livremente na sociedade, ou não, que as crianças deste país vão aprender mais e melhor.

3 comentários:

O Peregrino disse...

Este é o reflexo de a aprendizagem se ter tornado um dever, em vez de um direito. Já ninguém conseguir um emprego se não tiver qualificações tecnológicas, é uma opção empresarial de contratação de mão de obra qualificada; alguém não conseguir interagir com o Estado (apresentar declarações de IRS, pagar imposto de selo do carro, etc.) por não ter ou não saber mexer num computador, começa a ser ridículo.
Parece que "estes senhores" não querem facilitar o acesso à tecnologia, mas antes impôr a presença desta na nossa vida!

Diogo disse...

O ciclo do petróleo por Jon Stewart

Jon Stewart do Daily Show explica-nos, de forma concisa e com extraordinário sentido de humor, o ciclo do petróleo. Uma alfinetada de mestre no capitalismo de mercado:

«O Congresso americano deu às indústrias petrolíferas 500 milhões de dólares para pesquisa. E deu 2.7 biliões de dólares em perdões fiscais. Embora uma empresa como a Exxon Mobil tenha 7.6 biliões de puro lucro apenas no último trimestre, ou seja três meses!

Poderão achar a ideia do governo usar biliões de dólares dos contribuintes para subsidiar estas indústrias como a antítese do capitalismo de mercado livre e privado. Estão enganados!

Há uma explicação muito simples para as companhias de petróleo já tão obscenamente ricas, receberem dinheiro do governo. Chama-se o “ciclo do petróleo”.

Começamos com a família americana. Gente trabalhadora que adquiriu uma inclinação para motores poderosos e televisões plasma. Através de um processo natural chamado “pagamento de impostos”. Os vencimentos destas pessoas são desintegrados e reabsorvidos por uma entidade chamada “governo”. O governo consome estes fundos e transforma-os em “subsídios. Alguns dos quais vão para gigantescas e lucrativas companhias petrolíferas. Esses fundos são usados para procurar novas fontes de petróleo e tirar partido da dependência do petróleo destas pessoas para assim obter lucros. Estes lucros são então armazenados em contas “offshore” nas ilhas Caimão de modo a evitar um processo chamado “pagamento de impostos”, o qual foi discutido anteriormente. O governo dá, então, às petrolíferas mais dinheiro.»

Vídeo (legendado em português) – 3:40m

O Peregrino disse...

Já comecei a trabalhar com um quadro interactivo. Tirando as paneleirices, é basicamente utilizar o sistema de projecção num quadro branco (que já é comum nas escolas). A diferença, além do preço abismal, poder-se fazer da caneta um rato, o que em parte facilita o trabalho; mas sinceramente, não sei se valerá a astronómica diferença de custo (quatro vezes mais!).