Strix aluco é uma coruja. É uma ave nocturna (como eu) que se esconde nas ramagens das árvores à espera que passe um rato, por exemplo, para levantar num vôo silêncioso de encontro àquela presa. É isso que eu espero fazer com este blog: ficar silencioso e atento, até ver algum rato que mereça ser apertado nas garras do meu teclado; se não, ficarei contente em compôr simples textos que muito me agradam escrever, voando pelo simples prazer de o fazer, nem sempre silencioso.
domingo, agosto 21, 2011
Dar razão ao Sporting Clube de Portugal... (a contragosto)
quarta-feira, agosto 17, 2011
Proteger a todo custo... mesmo contra o protegido
segunda-feira, agosto 15, 2011
Ora, ora... :D
domingo, agosto 14, 2011
Meter o nariz nos negócios dos outros
sábado, agosto 13, 2011
Os Jogos em Istambul
sexta-feira, agosto 05, 2011
Quais painéis solares no telhado, qual quê!
quinta-feira, agosto 04, 2011
Testando...
quarta-feira, agosto 03, 2011
Tosse convulsa
terça-feira, agosto 02, 2011
Na praia (daqui a pouco, pronto)
terça-feira, novembro 16, 2010
Novíssimas novidades, até!
Quantos de nós já não gozaram de alguém que diz "subir para cima" ou "descer para baixo"? Mas estas duas expressões podem ter usos perfeitamente válidos, como a indicação do local para onde se sobe ou desce — subir ali para cima, ou para cima do banco. Também posso dizer que vou subir ali para baixo (apesar de causar alguma estranheza), tendo em conta que estou num local mais alto que o destino, e que para chegar a esse destino preciso, eventualmente, de subir — estou em cima da mesa e vou para um banco que está longe demais para fazer a deslocação directa. Agora... "novas novidades"? Se são novidades, está implícito que são novas. Se são novas em relação às anteriores, estas já não são novidades, logo não há necessidade de as distinguir das "novas".
Ouvi esta expressão na TSF, dito por uma investigadora médica. A formação superior deste país parece que se limita a treinar técnicos que seguem protocolos à risca, mas não os educa para a eventualidade de terem que lidar com situações fora do alcance da mera técnica. Esta investigadora, que ainda por cima quer dar a cara (neste caso foi a voz) por aquilo que produz na sua investigação, porque não caiu no estúdio por acidente, deduzo, deu vários pontapés na lógica retórica e até na construção gramatical das frases. Mostrou, no fundo, o analfabetismo que grassa no ensino superior português. A culpa não é dela; é de quem quis extinguir Provas Globais e coisas que tais; a culpa é de quem abafou ou extinguiu — até perseguiu — a exigência pela excelência naquilo que se produz, seja acessório, ou não, à linha principal da sua educação. É, no mínimo, uma questão de imagem. Mas é muito mais.
terça-feira, agosto 31, 2010
As (agora) seguríssimas arribas
O burocrata, em nome do estado que cuida de todos nós, acaba de tirar um grande peso de cima dos ombros do cidadão.
Na sua fome por um bocadinho de areal onde estender a toalha, o incauto veraneante põe-se, com frequência, em risco ao lado das periclitantes arribas que cercam, ameaçadoras, muitas praias do sul de Portugal. Esta irresponsabilidade do puéril cidadão, claramente incapaz de cuidar de si próprio, pode custar aos cofres do estado uns quantos euros, até porque a sua incapacitação representa no mínimo, uma perda de receita para os cofres do estado, tinha de ser combatida.
Começou, o comovido burocrata, por colocar placas de aviso em que se avisava o turista, nacional e estrangeiro, de que as bonitas praias do sul de Portugal são, afinal, armadilhas para os mais incautos. Mas o burocrata, faminto por regulamentos, selos, carimbos e coimas, sentiu uma justificada revolta por haver alguns intrépidos veraneantes que trocavam a segurança da virtual vedação por — imagine-se a imoralidade! — um pouco de isolamento — padecem de alguma patologia anti-social, decerto.
Acometido, então, por um superior sentido de serviço em prol da segurança alheia e do bem estar das estatísticas do estado, o burocrata decidiu proibir, sob pena de multa, a aproximação, por fugaz que seja, do indivíduo ao espaço onde o técnico, melhor amigo do responsável regulador, decide ser grande o risco de ficar soterrado. E por “grande”, para assegurar que as variações nos cálculos probabilisticos do incansável técnico não dão para o torto, entende-se “pouco mais que ínfimo”. Não se pode negar que é mais seguro prevenir.
Esta lei, que pune com multa até o distraído que se atreva a ir ler — por curiosidade, que seja — os sinais de perigo encostados à insegura parede de areia, mostra o quanto somos todos importantes para o estado, nem que seja como números numa qualquer estatística que se quer sempre positiva.
Que o estado nos proteja de nós próprios, amén.