sexta-feira, outubro 12, 2007

Há coisas que não se recusam

Aos trinta anos, quase trinta e um, ninguém se surpreenderá por ter em vista três festas de casamento. Um ainda este ano, e outros dois nos primeiros seis meses do próximo. Também não será de estranhar que só um deles seja de alguém da mesma geração que eu, trintão fresquinho, e os outros sejam de amizades de gerações mais recentes, conquistadas nas minhas deambulações e atrasos pela vida académica. Desses dois, um é como um irmão mais novo, apesar de às vezes aparentar ter mais juízo que eu (e, regra geral, não se fica pela aparência).
Nasci sem irmãos. Depois nasceu uma irmã. Mas este irmão que não nasceu do mesmo ventre, e com quem não partilho qualquer dador de genes, foi escolhido. Não sei ele me escolheu a mim, ou se fui eu o responsável. Lembro-me só que não nos esforçamos para nutrir uma empatia recíproca desde o início.
Assim sendo, quando um irmão nos pede para apadrinhar o seu casamento, não há resposta alternativa. São coisas que não se recusam a um amigo. A um irmão de alma.

8 comentários:

AA disse...

Pela parte da tua mana, sabes que tens toda a minha compreensão...

AA disse...

quanto à tua disponibilidade para acompanhares o moço ao cadafalso... já tens o barrete?

Sabores disse...

Vê lá se ainda não tens o quarto casamento???!! (o da tua maninha:))

Gonçalinho disse...

AA:
A um amigo, levo-o ao cadafalso olhos nos olhos. A escolha foi dele.

Sabores:
Sabes de algo que eu não saiba?

Sabores disse...

ALTO: O que escrevi aqui foi apenas uma “piadinha”….não tires conclusões precipitadas...não sei nada do que tu não saibas:)

Edgar disse...

Um grande bem haja a todos os que decidiram encetar uma caminhada a dois. Que vejam os seus passos bafejados de muita felicidade e estejam sempre preparados para, em conjunto, agarrarem as oportunidades que a vida lhes proporcionar para sorrir.

Anónimo disse...

Em tempos, houve alguem que disse "se O Pifo fosse uma gaja casava-me com ele", pois é não te vais casar com ele mas vais ter um papel muito importante nesse dia;)

Gonçalinho disse...

Anónimo:
Vamos com calma com essas revelações, que tirar as frases do contexto é muito enganador. Eu disse isso para mostrar que, apesar de gostar muito do homem e lhe ter uma amizade bastante forte, não sinto nenhuma atracção sexual pelo corpo masculino, o que me faz não considerar esse ser humano para uma relação desse género. Talvez devesse ter completado (recorrendo a comentários sexistas): "Se ele fosse uma gaja mínimamente atraente..."