sexta-feira, junho 13, 2008

Justificações. Intimidades. É a vida...

Fazem-se planos de vida futura incluindo nela outra pessoa. Parte-se do princípio de que a outra pessoa pensa o mesmo e que os planos são comuns. Não é preciso discutir muito mais. Talvez fosse esse o erro: assumir sem sequer discutir.
11 anos é muito tempo. Veio um tornado e virou tudo ao contrário. Cheguei tarde.

terça-feira, maio 27, 2008

Contradições

Ai!, que o Mundo vai acabar se não se diminuir drasticamente a queima de combustíveis fósseis!

Ai!, que é preciso que o Estado facilite a compra de combustíveis fósseis, para os queimar!

Afinal, em que ficamos?
Não passam de moralistas na causa alheia, esses ecofascistas/Robin-dos-Bosques dos tempos modernos...

terça-feira, abril 29, 2008

Big Brother is here

Nem sei o que dizer disto. O debate não interessa. Só a verdade deles.

quarta-feira, abril 23, 2008

O meu bitaite

Manuela Ferreira Leite tem imagem de personagem recta. Não duvido. Mas não traz nada de novo à política nacional. Ao ver o programa Prós e Contras, em diferido e via internet, agradou-me ouvir a primeira intervenção de Pedro Passos Coelho. Confesso que, apesar de me lembrar de o ouvir atentamente enquanto líder da JSD, não o tenho seguido nestes últimos anos. Agradou-me, repito.
A ver se não é só fogo de vista.

quarta-feira, abril 16, 2008

Afinal: É... ou não é?

No Telejornal da RTPMadeira de dia 15 de Maio, ouviu-se isto:

"Ainda não foi encontrado o suposto autor de um crime na Ribeira Brava. O homem matou a tiro a própria mulher e fugiu."

Afinal... é suposto, ou matou?


E já agora, no mesmo programa informativo:

"[...] as forças políciais no terreno estão alertas [...]"?

Querem ver que o acordo realmente resulta em liberdade linguística?


Nota: Ambos os casos foram retirados de segmentos gravados. Não se encaixam na oralidade improvisada...

terça-feira, abril 15, 2008

Ortografia e Biologia

Legislar em nome da liberdade é legislar contra a liberdade. Quem defende o acordo ortográfico com o argumento de que com ele se defende a diversidade da língua Portuguesa argumenta contra essa diversidade.
Em Biologia (e tenho aprendido que uma linguagem evolui exactamente como uma espécie animal), a diversidade genética de uma espécie é tanto maior quanto maior for o número de populações dessa entidade biológica a viver e a evoluir em condições diferentes umas das outras. Basta que essas populações não percam o contacto entre si. Se encurralarmos essas populações todas no mesmo habitat, em pouco tempo teremos uma única população homogeneizada. Menos diversificada, portanto.

Não seria melhor deixar a língua evoluir em paz?

domingo, março 16, 2008

Para quando uma lei contra leis idiotas?

O Governo pretende proibir a importação, reprodução e criação de sete raças de cães consideradas perigosas e de todos os animais que resultem do seu cruzamento com exemplares de outras raças, de acordo com a TSF.


Gosto de cães, confesso-o. E conheço-os bem. Atrevo-me até a dizer que os conheço e compreendo. E atrevo-me, também, a dizer que as raças que os energúmenos da regulação pretendem proibir não são efectivamente mais propensas à agressividade que um Cocker Spaniel ou um Labrador Retriever. Sou obrigado a concordar que a dentada de um Rottweiler é potencialmente mais eficaz ou mais destrutiva que a de um Yorkshire Terrier, mas não concordo que por isso o Rottweiler seja considerado mais agressivo que o Yorkshire Terrier.

Fui mordido apenas uma vez na vida, excluindo as brincadeiras, por um cão. Era um Pequinois. E a culpa foi minha.

Pensemos no seguinte: Quantas dentadas de doces Labradores, fruto de agressividade, não escapam aos registos e estatísticas dos sapientes reguladores, apenas porque a fama destes cães automaticamente os desculpa aos olhos da vítima? Ou quantas vezes uma criança não apanha umas palmadas por cima da dentada para aprender a não incomodar o amoroso animal? A mesma situação, mas com os dentes de um Pit Bull, é automaticamente uma questão de polícia e/ou de folclore televisivo. E a culpa é sempre do animal que morde, nunca do que não o soube socializar e educar decentemente, ou até do animal que acha que pode chegar-se a qualquer cão só porque quer.

À ignorância responde-se ensinando e informando. À estupidez insistente responde-se com o castigo sério do estúpido, não do cão.



Adenda:

N'O Insurgente

Sintomas e confirmações

Ui!

O cerco aperta. O Grande Irmão está à porta.

Put young children on DNA list, urge police

sexta-feira, março 14, 2008

Todo-o-Poderoso Estado, desresponsabilizai-me. Ámen

Acabei de ver o Jornal da Tarde da RTP via internet. Duas notícias fizeram este amante da individualidade tremer de medo.

Foi constituida uma comissão para estudar a possibilidade de regular as varandas nacionais para evitar que as crianças caiam destas abaixo. Isto implica duas coisas, pelo menos. A desresponsabilização daqueles sobre quem seria natural que caísse tal responsabilidade e a cada vez maior certeza de que o nobre e sapiente Estado é dono das crianças do país.

A DECO pede regulamentação mais restrita ao marketing da alimentação açucarada ou salgada ou gordurosa ou qualquer outra coisa que faça mal ao filho do Estado. Dizem eles que estes oferecem brindes e outras coisas, tornando difícil à criança resistir. Não sabia é que é a criança a decidir o que se compra lá em casa. Pelos vistos, as crianças Portuguesas têm mais poder de compra do que eu pensava.

sábado, março 08, 2008

ISBN:978-1-84054-190-8

Este é o código da revista em que se podem ler dois dos meus poemas na língua Inglesa. Não ganho nada além de um exemplar gratuito e entrada na festa de lançamento, onde ainda fiz uma leitura dos meus textos. Ganho uma publicação registada com ISBN no currículo e o orgulho de ter ver dois textos meus (enviei três) seleccionados entre outros.
A revista não passa de uma espécie de antologia anual de trabalhos de alunos da University of Glamorgan, mas vai ser vendida ao público a nível regional.
Não é muito, eu sei. Mas é um começo.

domingo, março 02, 2008

Guns N' Roses

"[...] you can't trust freedom

When it's not in your hands

[...]"

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Onde está o problema, então?

Ouve-se, de quando em vez, um ou outro perito em segurança rodoviária proliferar a ideia de que o condutor Português é uma espécie de arquétipo do demónio motorizado. As sombrias estatísticas (sempre usadas como fonte inesgotável de legislação) das estradas nacionais são sempre culpa do animal que se senta atrás do volante e vocifera os seus impropérios em Português.
Ora, vivendo aqui no País de Gales, tenho verificado que o Português é realmente uma besta. É uma besta porque engole tudo o que lhe dizem. Aqui, pelas civilizadas terras de Sua Majestade, estaciona-se em cima do passeio, deixando até uma ponta do pára-choques em plena faixa de rodagem, mesmo que se obstrua a visibilidade dos outros condutores em determinada curva. Aqui acelera-se com frequência dentro das localidades, desde que não se vislumbrem carros nem chuis. Aqui acelera-se sempre que um peão resolve atravessar a estrada fora da passadeira ou quando o semáforo não o autorize, só para provar ao voluntarioso pedestre que afinal não dava tempo. Muito idiota pega no carro embriagado por estas bandas (aliás, depois das 6 da tarde, a quantidade de bêbados aumenta exponencialmente de hora em hora). No entanto, as famigeradas estatísticas apontam para menos acidentes por estas bandas... Porque será?
Sobram as estradas. As bem sinalizadas estradas, livres de armadilhas aos mais incautos. As estradas que tornam difícil um condutor alcoolizado fazer asneiras.

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Desculpa de mau pagador

Tenho andado em falta para com este blogue. E não só. Não tenho escrito nada em nenhum dos blogues que assino. Num curso de escrita, o que mais se faz é ler e escrever. Por isso, quando algum tempo livre me cai nas mãos, a última coisa que penso em fazer é ler ou escrever mais seja o que for. Por isso ando pouco informado e ainda menos inspirado para testar a paciência de quem quer que seja que tropece nesta página nas horas vagas.
Se algum leitor fiel tenho, peço-lhe desculpa pela ausência, e prometo algum esforço para actualizar o blogue. Não muito, lamento. O que vier será, da minha parte, bem-vindo nem que seja para manter a língua materna escrita viva dentro deste meu limitado cérebro.

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Porquê?

Porque é que a imprensa europeia não comenta estes resutados? Nem sequer se ouve ou lê o nome Ron Paul, sejamos sinceros... Talvez, se fecharmos os olhos, ele desapareça...?

terça-feira, janeiro 15, 2008

"What was your intent?"

Através do A Arte da Fuga, pela mão do AA, tive acesso a este vídeo que todos devem ouvir. É o começo da audição pela Alberta Human Rights Commission, acerca da publicação das diabólicas caricaturas do Profeta Mohamed, a Ezra Levant, editor da revista Canadiana (Western Standard) que as publicou. Ouvi também algumas das respostas, noutros vídeos. Esta chamou-me a atenção. É ridículo exigir-se seja a quem for que justifique o usofruto da sua liberdade de expressão.
Insultem-me. Ofendam-me. Defenderei o vosso direito a fazê-lo. Reservo-me igualmente o direito a não ouvir/ler, ou a responder à letra.

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Estava a ver que não!

Aaah! The sweet smell of socialism


O socialismo precisa de perfume, precisa. Fede.

Aposto até que o frasco é digno de um epíteto de fazer inveja à perfeição e que o aroma não ficará muito aquém da promessa da embalagem, apesar de capaz de colapsar gargantas pulmões com a sua agressividade. Asfixiante, não duvido.

segunda-feira, janeiro 07, 2008

E a seguir... o que vem a seguir?

"Cidade de Reading pode proibir gangsta rap"

Umas estaladas, um gajo no hospital, e proibe-se um estilo musical.

Talvez a seguir se proibam as relações sexuais. O sexo é fonte de tensão entre competidores, o que pode levar ao confronto físico. A ansiedade causada pela antecipação do acto, ou até pela ausência prolongada de oportunidades para o praticar, pode levar a uma série de condições pouco saudáveis, desde úlceras a anginas de peito. A relação sexual facilita a transmissão de variadas doenças e alguns parasitas e incómodos comensais. O sexo é a razão para a existência do malévolo negócio da prostituição, que por sua vez é fonte de violência e outras actividades ilegais, algumas delas imorais. E não nos esqueçamos da tensão criada aos vizinhos que ouvem, ou até vêem, o casal do lado em pleno acto.

Com os avanços da medicina da reprodução, podemos excluir o sexo das nossas relações interpessoais, tornando o Mundo num local muito mais seguro e higiénico.

sexta-feira, janeiro 04, 2008

E com orgulho!...?

Alegre defende que papel da esquerda é «inventar soluções»

Não é novidade nenhuma. Mas "inventar soluções" não é papel só da esquerda. Todos quantos acreditam que a sociedade deve ser planeada e que existe um objectivo a atingir, nada mais fazem que dedicar-se à invenção de soluções. Desnecessárias e intrusivas, na sua grande maioria.

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Ditadores de café (literalmente)

O povo outrora oprimido, que urra nas ruas das cidades Portuguesas por direitos e liberdades, admite e até enaltece em frente a um qualquer microfone a supressão do direito à propriedade privada que agora entra em vigor. É que nem passa na cabeça deste povo que cultiva a hipócrisia ver esta questão como algo mais que a batalha entre o fumador e o não-fumador.
O fumador tem o direito a fumar, e pode fazê-lo longe do não-fumador. O não-fumador tem o direito a não fumar e a liberdade de escolher não partilhar um determinado espaço com fumadores. E o proprietário de um determinado estabelecimento que o cliente não é obrigado a frequentar não tem o direito de decidir, livremente, que clientela pretende servir?
E esses ditadores de café, que tão prontamente se insurgem contra as grandes multinacionais e os lucros avultados, que a inveja os faz apelidar de imorais, dão agora alvíssaras a uma lei que beneficia claramente as empresas que vendem os tais sistemas de ventilação. Aplaudem eles uma lei que prejudica o café da esquina, que pratica baixos preços e não tem lucros suficientes para investir nos tais sistemas, em benefício dos grandes e caros restaurantes que têm margem suficiente para isso. Quem perde são os pequeninos, aqueles que os ditadores da hipocrisia dizem querer defender. Esses, os estabelecimentos de bairro, ficam sem escolha.
Estes são, afinal, os verdadeiros valores da Revolução de Abril. É para nosso bem, mesmo que nos prejudique.