sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Chavez continua a fazer felizes os Venezuelanos


Ameaç... Isso quer dizer que admite que a nacionalização é um castigo. Algo que, no mínimo, não é agrad´vel.
Este controlo apertado dos preços denuncia o desepero de Chavez para disfarçar o estrangulamento económico para que ele empurra o povo Venezuelano.
Mas a verdadeira gema desta peça jornalística vem no fim:

"Some private companies are also concerned about President Chavez's intention to make them allow their employees time during the working day to study socialism."

Quer educar o povo, no socialismo. A pluralidade que se lixe. Há que limpar aquelas cabeças de qualquer ideia de ambição para fazer dinheiro. O que Estado oferece é mais que suficiente. Ninguém, por mais que trabalhe, pode aspirar a ter mais do que o seu vizinho.
Serve para o gado, porque é que não há de servir para os Venezuelanos?... Ou para o Mundo inteiro, porque não?

terça-feira, fevereiro 13, 2007

"Negociar", dizem eles...


Já tentaram pedir por favor?...


Nem os apelos ao diálogo de Mário Soares?! Ao que este Mundo chegou...


Então, pronto, já durmo mais descansado.


Vai um cházinho?

As leis que nos protegem...


Assim se vê para que servem as regras que nos punem sem fazermos mal a terceiros. Esta mulher está a ser multada pelo simples facto de ter tido um acidente.
Há uns anos atrás, também eu fui multado por me ter envolvido num acidente de viação. Um outro condutor cometeu o erro, infrigiu as regras de trânsito, e provocou o acidente. Tudo isto ficou provado e assente em relatório. Ao menos, no meu caso, não inventaram desculpas para me multar. Fui multado porque tive um acidente (como explicado por um superior a quem expus o meu espanto).
Esta senhora é culpada por aselhice. Se todas as aselhices fossem contra-ordenadas...

Hats off

Recorrendo mais uma vez ao título em inglês, quero fazer uma referência ao esclarecedor texto de dos ∫antos no My Guide to your Galaxy.
Aqui fica O outro nome do individualismo.

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

On your marks...

O resultado do referendo ainda nem esfriou, e já começa o Governo a falar em SNS.


Que lei é que o SNS tem que cumprir, saída do resultado deste referendo? O "sim", tanto quanto sei e interpreto da pergunta, impõe que se despenalize, e não que se nacionalize o aborto. Mas se calhar sou eu que não percebo Português.

domingo, fevereiro 11, 2007

Agora vem a verdadeira luta

Depois de conhecido o resultado do referendo deste dia 11, e confirmando-se a resposta positiva, começa agora a verdadeira luta. Impedir que o Governo inclua o aborto no Serviço Nacional de Saúde.
Sendo ponto assente que punir uma mulher por abortar é uma imposição moral de uns sobre outros, também o será obrigar quem considera o aborto imoral a pagar para que os outros o pratiquem.

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Mais neve

Depois da madrugada branca de quarta para quinta, a neve andava a derreter, com alguma chuva à mistura. Mas esta manã acordei no meio de um nevão um bocadinho mais intenso. A Universidade fechou. Nem os bares ou restaurantes do Campus se safaram. Lá fui eu, sem aulas, comer num dos restaurantes da localidade de Trefforest. Agora ao jantar vai ser a mesma coisa. Triplica o meu orçamento diário para a alimentação, esta neve.
Mas continua a ser bonito...

Esta foto foi tirada ontem, porque as de hoje ainda não as carreguei para o computador. Hoje a camada de branco é mais convincente.

Outro texto sobre o aborto

Porque eu tenho fugido (confesso) a entrar directamente na discussão, e porque é mais uma rara opinião que me parece expressa com honestidade, e até porque mais próxima daquela que é a minha opinião, aqui vos sugiro este texto de Alexandre Borges, no 31 da Armada.

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Neve!!

Estava eu a preparar-me para me deitar, quando ouço vozes lá fora. Vozes... Gritinhos histéricos. Afastei as cortinas sorrateiramente, só para ver quem é que se recusava a dormir e porquê. Era a neve que caía à frente da minha janela.
Estive até agora na rua a brincar na neve como um miúdo.

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Socialismo Vs Igreja

A Igreja e o Socialismo têm muito em comum, na minha opinião. Ambos se regem por doutrinas e fios de pensamento que não se explicam, nem se questionam. Para a Igreja, são milagres. Para o Socialista, o bem comum justifica o dogma. Ambos se advogam campeões da bondade e das boas intenções e pregam um mundo melhor e justo.
Mas também há diferencas. A Igreja considera que todos somos filhos de Deus, acreditemos ou não, incluindo os defensores mais acérrimos do Socialismo. A Igreja dá liberdade de escolha aos seus seguidores. O pecador tem liberdade de o ser e os actos de altruísmo e de solidariedade não têm valor se não forem voluntários. O objectivo final da Igreja é educar o indivíduo para que este possa viver entre os seus semelhantes da forma mais harmoniosa possível.
O Socialismo, parece-me, considera que o bem só pode vir do Socialismo e que a vida sem aquela doutrina não é vida. Nem considera a existência de outras opiniões sem que estas sejam encaixilhadas numa qualquer corrente de pensamento, fácil e prontamente associada a algo de negativo ou de fácil refutação. O Socialismo não admite ao indivíduo liberdade para errar e impõe regras de conduta pela força. O objectivo final é controlar o indivíduo para que este aceite as condições de vida que o Estado lhe impuser.
Pela Igreja somos todos iguais apesar dos nossos erros e defeitos, e cada um é responsável pelos seus próprios actos. Pelo Socialismo temos que ser todos iguais e aceitar a protecção do Estado, nem que seja preciso chamar a Polícia, e a responsabilidade final acaba sempre no Estado.

terça-feira, fevereiro 06, 2007

"Sócrates, afinal..." escreveu ele

Sócrates, afinal é um texto Aves Raras no seu Abéculas, aves raras e outras espécies endémicas que evidencia, com honestidade, a desonestidade que infecta o debate acerca do referendo do dia 11. Boa leitura!

sábado, fevereiro 03, 2007

Apre!

Mas porque é que se tem de forçar as pessoas a tomar as atitudes que alguns (incluindo eu) pensam ser melhor? Informem-se as pessoas.
Se esta organização nascer, vai ser mais um meio de aprisionamento das vontades individuais, além de mais um poço de corrupção como aquela que Guterres dirige.

segunda-feira, janeiro 29, 2007

A moral da lei


Que dirá Maria de Belém Roseira disto? O Governo Britânico está claramente a impôr regras morais aos outros.
"[...]I start from a very firm foundation. There is no place in our society for discrimination,[...]" disse Blair. E uma sociedade onde existe uma lei que é definida só para alguns e não para todos os seus cidadãos, não discrimina? Discriminação positiva não deixa de ser discriminação...
E obrigar os Católicos a abdicarem das suas convicções morais, não é em si um acto discriminatório e de imposição de moral?
Basta que a lei não vede a adopção a ninguém, penso eu, que não tenho formação nas leis. E cada instituição de adopção faz uso dos critérios que bem entende e responsabiliza-se por eles. Uma instituição Estatal, por exemplo, não poderá excluir os homossexuais, ou os louros de olhos azuis, porque são tão cidadãos como qualquer outro. Mas uma instituição particular deve poder fazer a selecção que entenda para a adopção das crianças à sua responsabilidade.

domingo, janeiro 28, 2007

Se houver coerência...

Li há pouco, no Público, levado por este post de Rui Carmo no Insurgente, a seguinte frase:

"Maria de Belém Roseira considerou ainda que o "aborto, como matéria de consciência", não se pode regular em códigos morais. "A consciência do outro não será superior à minha e a minha não será superior à do outro.""

Não discordo. Corrijo: concordo plenamente. Mas será que ela será coerente nesta defesa do Estado amoral?
E será que Maria de Belém Roseira defenderá, caso ganhe o sim, a não inclusão do aborto no Serviço Nacional de Saúde? Se não o fizer, estará a concordar que se imponha uma decisão moral a quem se opõe por consciência ao aborto. Ou os médicos do SNS poderão recusar fazer o aborto? Ou o contribuinte que não concorda terá alguma garantia de que o seu dinheiro dos impostos não vai pagar por um acto que considera moralmente errado? É que defender que "A consciência do outro não será superior à minha e a minha não será superior à do outro" é também defender que não se pode obrigar ninguém a pagar por algo que não pretende, nem concorda.
Querem fazer, façam. Não quero, realmente, impôr a minha moral. Mas não me obriguem a subsidiar contra a minha consciência. E posso esperar que Maria de Belém esteja comigo neste particular... ou será que não?

A táctica dos epítetos

Comentava eu que gostava de uma música do grupo brasileiro Sepultura (Roots Bloody Roots) que se ouvia na altura, quando um outro Português que também por cá estuda se mostrou surpreendido pelo facto. E justificou essa sua surpresa, num tom jocoso, com a letra da música, que ele disse ser um hino de libertação dos escravos negros contra o homem branco. Como eu sou de direita, diz ele, eu não devia gostar. Não fosse o ar de brincadeira com que ele disse isto, eu teria ficado ofendido.
Só por me ouvir defender a redução do Estado e a devolução ao indivíduo da sua liberdade de tomar decisões, este jovem revolucionário altamente politizado definiu-me logo como de direita (coisa que não me ofende) e racista.
Esta atribuição de epítetos por parte das esquerdas esconde, na minha opinião, uma estratégia de enclausuramento do debate aos termos que lhes convém. Para manter a discussão política dentro dos padrões doutrinários há que burocratizar a própria discussão, ou colectivizá-la. É preciso encaixilhar as ideias, agrupá-las e categorizá-las para que se possa recorrer com facilidade às doutrinas na refutação da ideia que o outro apresenta. Se a ideia a debater não estiver devidamente identificada nas doutrinas, a esquerda torce-se em argumentos que não se encaixam. Corre-se até o risco de usar argumentação própria e não sancionada pelos donos da doutrina.
Outra boa razão para esta arrumação forçada é poder associar o adversário de debate a coisas negativas, como se vê por este exemplo (através do A Arte da Fuga). Propaganda, nada mais.

Já agora, aqui está a letra em questão. Não consigo perceber a leitura que me foi impingida antes de ler por mim... Até acho que defende o indivíduo, como eu gosto.

terça-feira, janeiro 23, 2007

As velas também podem queimar

Recebi, através de uma mensagem de correio electrónico, uma ligação para a campanha Light a Million Candles (acho que é este o nome, pelo menos). Acende-se uma vela virtual por assinatura, e pretende-se combater a pornografia infantil na rede. Confesso que me precipitei de imediato, antes de sequer seguir o link, para a ideia de que o manifesto pretendia a censura das páginas que divulguem aquele tipo de pornografia. Bastou-me abrir a página e ler o manifesto para me aperceber do meu erro.
O que os autores do manifesto pretendem é combater a viabilidade económica da pornografia infantil. E existem muitas maneiras de o fazer, sendo que a minha favorita é a ilegalização da pedofilia e daquela pornografia em todos os buracos que este mundo tem. É óbvio que é difícil erradicar de vez com esta doença e o mercado que dela se alimenta, mas pode-se baixar os números, acho eu. É impossível curar o Mundo de todas as suas doenças, mas é possível controlar algumas.
Mesmo assim não consigo deixar de ter muitas reservas em relação à possibilidade de censura das páginas electrónicas. É uma censura que só me incomoda por ser censura, já que a ideia de de tais actividades ocorrerem me enoja e enraivece. Mas permitir qualquer tipo de censura oficial do Estado abrirá sempre as portas ao nível seguinte controle oficial.
Além disso, censurar os sites é acabar só com a face visível do monstro. É como virar as costas às vítimas. Não acaba com a pedofilia nem com os roteiros turísticos específicos, nem evita que circule pornografia infantil noutro ipo de suporte. Diminuirá receitas, acredito, mas não evita que crianças continuem a ser feitas vítimas desses energúmenos.
Não estou, de forma alguma, a defender a existência de sites de pornografia infantil. Só acho que há outras maneiras de os combater.
Sugestão: existem outros tipos de censura, que não a Estatal.

Popular e cheio de "bondade". Pertinência...?


É um assunto popular, com o qual se pode facilmente fazer a oposição passar por mal-intencionada se não fizer vénia ao que o José por lá debitar. Tudo porque se apela para as paixões populares e facilmente se assusta o eleitorado com gritos de alerta e lágrimas de crocodilo.
Diz-se que é certo que a Terra está a aquecer. Diz-se que é certo que esse aquecimento é provocado pelas actividades humanas. Não se pede aos cidadãos nenhum esforço individual directo, como a economia no uso doméstico da água, ou a escolha do produto menos poluente.
Não sei se aTerra está a aquecer ou não, nem se o eventual aquecimento é consequência das nossas emissões. E não sei, porque o próprio mundo científico tem dúvidas. Certezas para um lado, certezas para o outro, no meio os moderados que não se querem comprometer com dados tão frágeis, nem com posições pouco populares. Enfim, não há consenso.
E não se pede nenhum esforço individual porque não é bom para a imagem. É muito melhor dizer-se ao eleitorado que os outros é que têm culpa, e os outros é que vão pagar. Mas não se explica que o sacrifício dos outros, chega a todos no fim.

Mas o que mais me incomoda é chamar-se justo e democrático a um sistema parlmentar em que o Governo escolhe que assunto quer discutir, em vez de serem os representantes dos eleitores a fazê-lo.

domingo, janeiro 21, 2007

Anti-Americanismo canhoto

Aqui está um esquerdista ferrenho que se apercebeu que havia algo de errado com a esquerda actual. Um traidor dirão alguns. Uma boa fonte de informação e de aprendizagem, direi eu. Nick Cohen escreve:

"[...] After the American and British wars in Bosnia and Kosovo against Slobodan Milosevic's ethnic cleansers, why were men and women of the left denying the existence of Serb concentration camps? As important, why did a European Union that daily announces its commitment to the liberal principles of human rights and international law do nothing as crimes against humanity took place just over its borders? Why is Palestine a cause for the liberal left, but not China, Sudan, Zimbabwe, the Congo or North Korea? Why, even in the case of Palestine, can't those who say they support the Palestinian cause tell you what type of Palestine they would like to see? After the 9/11 attacks on New York and Washington why were you as likely to read that a sinister conspiracy of Jews controlled American or British foreign policy in a superior literary journal as in a neo-Nazi hate sheet? And why after the 7/7 attacks on London did leftish rather than right-wing newspapers run pieces excusing suicide bombers who were inspired by a psychopathic theology from the ultra-right?
In short, why is the world upside down? In the past conservatives made excuses for fascism because they mistakenly saw it as a continuation of their democratic rightwing ideas. Now, overwhelmingly and every where, liberals and leftists are far more likely than conservatives to excuse fascistic governments and movements, with the exception of their native far-right parties. As long as local racists are white, they have no difficulty in opposing them in a manner that would have been recognisable to the traditional left. But give them a foreign far-right movement that is anti-Western and they treat it as at best a distraction and at worst an ally. [...] Socialism, which provided the definition of what it meant to be on the left from the 1880s to the 1980s, is gone. Disgraced by the communists' atrocities and floored by the success of market-based economies, it no longer exists as a coherent programme for government. Even the modest and humane social democratic systems of Europe are under strain and look dreadfully vulnerable. [...]" Nick Cohen in The Observer

Vale a pena ler na íntegra, apesar de longo.

Atenção: mulher ao volante


Apesar do jocoso título deste texto, não considero ser uma analogia perfeita compar o conceito machista de uma mulher ao volante com as consequências (se alguma em especial) de ter uma mulher como presidente dos EUA.
Hillary Clinton já provou ser calculista e fria por alturas do caso do fellatio ilegítimo a que Bill convenceu Monica. Até que ponto será fria e calculista à frente de um Estado?
A ver vamos se algum dia teremos uma mão feminina na maior ferramenta militar do Mundo, e se isso fará alguma diferença.