quarta-feira, dezembro 24, 2008

Gastronomia

Ouvi hoje o Antena Aberta, na RTPN. A pergunta do programa era sobre alimentação. Estava a dieta dos Portugueses em discussão.
Um certo espectador telefonou e apregoou aos sete ventos a sua opção alimentar. Gabou-se de boca cheia da sua dieta macrobiótica, quase vegan, pelas suas palavras, e de se recusar a comer cadáveres, cheios de toxinas e venenos afins. Parecia irritado, este participante, e bastante crítico da minha reles e mal-intencionada alimentação carnívora, que provavelmente me matará dois anos antes do meu tempo, com um sorriso nos lábios.
Será que este senhor sequer sabe o que são toxinas? E será que ele sabe de que nutrientes se priva ele por não comer carne? E mesmo que estivesse cheio de razão, por que raio acha ele que a minha opção alimentar não é tão válida como a dele? Eu não o chateio por não comer carne nem o denigro com tamanha veemência por preferir uma dieta incompleta.
Deixe-me em paz, senhor!

quarta-feira, dezembro 10, 2008

É hoje que volto

Depois de entregues os trabalhos deste período que agora acaba, eis-me de mala feita para o meu regresso a Portugal, mesmo a tempo de celebrar o meu aniversário.
Como não tenho certeza de ter acesso diário à rede mundial, não sei até que ponto consigo manter este blogue actualizado. Não que ande muito assíduo ultimamente, mas...
De qualquer forma, até já.

terça-feira, dezembro 09, 2008

Nunca é tarde para recordar

Este vídeo mostra como a doença do aquecimento global se transformou rapidamente numa religião dogmática. Ainda por cima o deus adorado é um deus de destruição que precisa de ser apaziguado com sacrifícios cuja necessidade não tem que ser provada. É uma questão de fé.
Vejam lá, se ainda não o fizeram, já que este vídeo não é novo e já por aí circulou.


segunda-feira, dezembro 08, 2008

Cansado

Olhei para o lado. À distância de um pequeno movimento do antebraço espalhei um punhado de rebuçados embrulhados a vermelho. Atirei, à falta de outras vontades, a mão sobre os doces e tirei um dos enfeitados pedaços de açúcar. Para descansar a cabeça e contentar o espírito, digamos.
A ansiedade tomou conta do meu cérebro, que se escusou a controlar os movimentos das minhas mãos. Em piloto automático, a direita aperta o papel e a esquerda liberta o tesouro branco do embrulho enfeitado, deitando-o ao lixo, enquanto a mão direita se satisfez em segurar a inócua folha vermelho-tranparente, enfeitada nas pontas com bolas brancas de diferentes tamanhos e um gordo boneco de neve no meio que me goza de sorriso aberto.
Foi assim que me apercebi de que estou cansado.

domingo, dezembro 07, 2008

Frio... Fresquinho

Saí hoje de casa às oito da manhã para ir jogar a primeira parte do torneio universitário do Reino Unido de futsal. Dizer que estava frio é dizer pouco. O chão brilhava com os cristais de gelo que formavam uma escorregadia cobertura sobre o passeio. Os carros, à distância, eram todos brancos, sem excepção. De perto pareciam cinzentos, como que cobertos de uma camada de fuligem onde se semeou vidro moído. Só a minha cara estava à mostra. Mesmo assim o desconforto da mão gelada que nos trepa pelas costas acima era muito real. O céu limpo mostrava um sol sem calor, como se o horizonte o tivesse descoberto à força, contrariando a preguiça de pintar o relvado de branco e gelo. Se houvesse precipitação seria neve.

(Já agora, o Glamorgan Academics Futsal Club ganhou um jogo e perdeu outro)

sábado, dezembro 06, 2008

Nem sempre é tarde

Nesta manhã ainda mais fria que o fim de tarde em que escrevi o texto anterior (estamos abaixo de zero), lembrei-me de que estou prestes a passar mais um aniversário. Dois anos depois de passada a barreira que assusta tanta gente, os trinta anos, eis-me mais jovem que nunca. Pronto... Nunca é exagero, mas se adivinhar algo como nos últimos dez anos, talvez acerte. Isto porque estou na melhor forma física que estive nesse período de tempo. Alimento-me melhor, o álcool já não me incha o estômago nem me confunde a memória, e o exercício físico destes últimos dois anos e meio, desde que vim estudar para o País de Gales, começa confirmar-se como eficaz.
Até fui convocado, entre uma melhor leva de jogadores de futsal, comparada com a do ano passado, para mais um torneio, amanhã. Não esperava, até porque o outro defesa (ou fixo) que tinha comigo o recorde de convocatórias não o foi. Tenho sete anos mais que o jogador cuja idade se aproxima mais da minha, mas sinto-me bem tanto na rapidez da corrida como na recuperação do esforço. Estou mais leve, o mais leve que estive durante o período de tempo que arrisquei no princípio, e isso deixa o meu ego em boas condições.
A ver vamos se chego aos quarenta nestas condições. Depois pedirei mais dez anos. Mas não me vou adiantar. Cuidar de mim, para mim, dá melhores resultados que outras motivações que experimentei. Egoísmo, para ser feliz.

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Frio

Está frio por estas paragens. Um frio seco que se instala na pele e nos domina os movimentos. É um encolher de ombros permanente na tentativa de esconder o nariz e a nuca embrulhados naquele cachecol que a minha irmã me ofereceu. Ou a contracção constante de todos os músculos do ventre em tremores espontâneos tentando juntar-se todos na caixa toráxica à procura do calor do coração. Apesar das espessas luvas, as mãos parecem perras na sua posição de garra fechada, não vá a pele que queima de frio começar a cair, alienada. Está tanto frio que as pernas cansadas se recusam a parar, seja para fazer mover o mundo à minha volta, ou marchar sem ritmo nem sentido enquanto as educadas respostas se apressam, condensadas, sorridentes e económicas. Já os pés, embrulhados na espessa meia e escondidos na bota nervosa, deixam-se estar esquecidos na marcha seca que vai servindo de desculpa para que o sangue ainda desça à ponta dos dedos, a medo.
Estou só à espera que neve. Ou que chova. Mas nem a neve é assim tão comum neste bocado do País de Gales, nem a chuva faz o favor de aquecer o ar, por dois graus que sejam.
O céu parecia gozar comigo de tão azul que estava quando fui para a minha primeira aula do dia. Mas não era o pálido azul de um dia morno de fim da primavera na minha ilha natal. Era um azul claro mas pesado como numa piscina funda e fria. Este é um céu que deixa o sol à solta nestes olhos já habituados ao cinzento destes deprimidos vales do sul de Gales, mas que lhe tira a cor que nos aquece a cara. Nem uma leve lembrança de verão me foi permitido sentir no escasso toque deste sol amedrontado.
Só os trabalhos de curso que vou fazendo me distraem os sentidos. E saber que dentro em pouco estarei de volta a Portugal distrai a solidão do ecrã em que escrevo.

terça-feira, novembro 25, 2008

Intimamente

Quando sinto que tenho o ego em baixo e que nada me corre a favor, devo recorrer à única pessoa com quem posso contar sempre, mesmo na solidão mais profunda. Devo recorrer a mim.
Mas nem sempre é fácil fazê-lo nesta sociedade em que o que parecemos ser por vezes é mais importante do que aquilo que realmente somos.
A solução está no egoísmo.

sábado, novembro 22, 2008

Fui lendo...

"Public opinion is the worst of all opinions" Chamfort, Sebastien-Roch Nicolas

"The value of legislation as an agent in human advancement has been much over-estimated. No laws, however stringent, can ever make the idle industrious, the thriftless provident or the drunken sober." Smiles, Samuel

(acerca da segurança social) "It will not do to teach the hard-working, industrious man that there is an easier path by which his wants can be supplied. The less emotion the better.Neither the individual nor the race is improved by alms-giving. Those worthy of assistance, except in rare cases, seldom require assistance. The really valuable men of the race never do." Carnegie, Andrew

sexta-feira, novembro 21, 2008

Muitas palavras...

Neste curso em que me embrenhei de alma e coração avaliam-me não pelo que decoro nos livros técnicos, mas por aquilo que produzo dentro daquilo que me é pedido. Tenho mais liberdade numas cadeiras do que noutras, nada de inesperado, mas não tenho que fazer qualquer tipo de exame. Para mim, é ouro sobre azul. Sempre preferi mostrar o que sei fazer do que marrar matéria que, muitas vezes e de tanto estudar, deixa de fazer sentido.
Mas estou agora no terceiro e último ano. É, de longe e com pouca surpresa, o mais trabalhoso. Tenho duas cadeiras que me vão exigir 12 mil palavras no final do ano cada uma, mais uns trabalhinhos pelo meio entre mil a 3 mil palavras cada. Outras duas exigem só 6 mil palavras no fim do ano cada, e os trabalhos paralelos como as duas anteriores. Ainda tenho mais uma cadeira que me exige só dois trabalhos de 2500 palavras cada um. Mas estes trabalhos são mais difíceis e são aqueles em que terei menos liberdade criativa. São ensaios técnicos, pronto. O primeiro destes dois ensaios terá que ser entregue no próximo dia 9 de Janeiro.
Como não quero levar muito trabalho para Portugal, vou ter que preparar e escrever este texto nestas semanas que faltam até o fim do ano, para além de continuar a escrever e reescrever os textos criativos para as outras cadeiras. Vou ter pouco tempo para a vida pessoal. Vou ter pouco tempo para outros prazeres que não o da escrita.
Valerá a pena. Sempre.

quarta-feira, novembro 19, 2008

Empregos por encomenda

Se é obrigação do estado dar emprego a todos quantos tiram um curso superior apenas porque têm um canudo, então esperem pelo fim deste ano lectivo. Terei, então, razões para exigir um emprego. Mas não o farei. Não o farei porque escolhi o curso que escolhi, depois de muito experimentar, infelizmente, apenas porque sinto que tenho vocação e muito gosto em fazer aquilo para que agora me preparo. Escolhi até um curso que não me dá garantias nenhumas de sucesso a não ser por acreditar nas minhas próprias capacidades e talentos.
Quando vejo os enfermeiros exigirem que o Serviço Nacional de Saúde os contrate, não consigo deixar de pensar na mentalidade estúpida que grassa o meu país em relação ao ensino superior. Estes cidadãos que tiraram o curso de enfermagem não o fizeram por gosto, fizeram-no pelo emprego. E é assim com muitos cursos e profissões. Muito pouca gente em Portugal escolhe um curso baseado no seu gosto ou nos seus talentos. É sempre a chave para uma profissão que procuram, muitas vezes nem interessa qual.
Até o primeiro argumento que ouço chorado nos telejornais nacionais é de que existem muitos licenciados em enfermagem a sair directamente para o desemprego. Ora, se alguém os obrigou a tirar o curso, peçam responsabilidades a essa pessoa ou entidade. Se ninguém os obrigou, que assumam eles a responsabilidade da sua escolha. E se, como se argumenta depois, existe falta de enfermeiros no SNS, então porque é que a procura é baixa? Se houvesse assim tanto lugar por preencher os empregadores estariam um pouco mais próximos do desespero e ofereceriam melhores contratos, com a muito exigida efectividade e tudo.
Também já ouvi dizer que os enfermeiros merecem consideração especial porque tiram o curso motivados pelo serviço em prol do próximo. Se assim fosse não reclamariam estatuto, como fazem nas suas batalhas quixotescas para não se sentirem inferiores aos médicos, nem contratos assim ou assado. Os enfermeiros, como os médicos, os professores, os carpinteiros, etc., estão na profissão que estão para ganhar dinheiro vendendo serviços, de preferência fazendo uma coisa de que gostam e para a qual sentem que têm vocação. Se assim não é, tenho pena.

quinta-feira, novembro 13, 2008

Outros se anteciparam

Estive a pôr os meus telejornais nacionais em dia, quando vi a notícia de que a benevolente Comissão Europeia (dos burocratas da vida alheia) resolveu permitir que se vendessem alguns vegetais fora das medidas e cores que eles próprios tinham decidido ser mais adequadas. Pensei de imediato em mandar a minha boquinha, mas Francisco José Viegas antecipou-se.

quarta-feira, novembro 12, 2008

Lua cheia - celebração

Hoje à noite fui visitar uma amiga. Nada de transcendental. Nada de colorido. Uma amiga que vive a cinco minutos de distância e que muito me atura, esteja eu eufórico, cabisbaixo ou assim-assim.
Para lá fui cheio de frio. Coberto com quatro camadas de roupa no tronco, duas delas bem volumosas e quentinhas, e luvas como nunca usei em Portugal. Depois da conversa entre duas canecas de chá de limão, tive que me vir embora antes que ela me pusesse na rua à força, já que tem aulas de manhã. E quando saí o frio continuava lá. Mas as luvas ficaram nos bolsos do sobretudo que ficou por fechar. Só porque olhei para cima e vi o céu.
A lua cheia a rebentar não era suficiente para apagar a constelação Orion, a minha favorita. Via-se tudo naquele céu, uma raridade por esta bandas de nuvens persistentes.
Já vos disse que a lua está cheia lá fora? E linda, como deve ser sempre. E pensei no meu novo primo nascido esta segunda-feira, ao final da noite. Faz agora vinte e seis horas que abriu a goela para dar o seu primeiro grito de liberdade. Provavelmente quis sair a tempo de ver a última gota de luz encher a lua.

terça-feira, novembro 04, 2008

O último estertor

Depois de demasiado tempo na vida de estudante, que me rendeu amigos e experiências de vida únicas mas que me custou uma namorada e demasiados anos à minha carreira, eis-me chegado àquele que será o meu último ano exclusivamente de estudante.
Tinha-me decidido a fazer deste um ano mais calmo e dedicado à preparação da minha vida futura como homem trabalhador. Já vai sendo tempo. Sendo assim, a cerveja diminuiu. As saídas são mais curtas e menos frequentes. Mas o futsal lixou-me os planos todos...
A jogar futsal com jovens, em que os dois mais próximos da minha idade são sete e oito anos mais novos, e na sua maioria britânicos, vejo-me hoje confrontado com uma actividade usual entre estes malucos. Eles não têm as minhas adoradas praxes mas, em contrapartida, têm hábitos nas equipas desportivas nas universidades. Digamos que são actividades de união de grupo. Nada contra, diria eu, se não soubesse em que consiste a dita actividade.
Sendo assim, a não ser que me recuse a fazê-lo, amanhã vou fazer algo que nunca pensei fazer, muito britânico e em prol do bom ambiente e união de balneário da equipa. Vamos todos a uma festa na associação de estudantes em trajes pouco recomendáveis. Qualquer fotógrafo que me aponte a objectiva será visto como inimigo e não me responsabilizo pelas consequências.
Assim, toda e qualquer foto que aparecer, seja em que site for, deve ser encarada como montagem e afastada da realidade. Um devaneio do fotógrafo, digamos.

sexta-feira, outubro 31, 2008

Ora bem...

Paulo Portas considera que a proposta do governo para multar as empresas que não entreguem o IVA à horinha, mesmo que ainda não tenham sido pagos pelos seus serviços (pagamentos, esses, o alvo da tributação), é "uma extorsão fiscal". Tem razão, o dirigente do PP, mas não disse tudo: cobrar impostos é extorsão.

O Pastor Metodista de Little Rock, Arkansas, Hezekiah David, considera que ter um negro como candidato favorito à presidência dos EUA é "obra de Deus". Assim se vê que, para este senhor de nome tão Bíblico, a eventual eleição de Obama para a presidência daquele país de fanáticos é uma questão racial, para além de religiosa. Tudo factores a considerar com agrado quando se está a escolher alguém que vai ocupar um cargo com demasiado poder sobre as vidas dos seus cidadãos.

A sondagem caseira

Numa sondagem aqui no blogue, pedi a quem lê as minhas baboseiras que me ajudasse a escolher uma nova assinatura. O resultado da dita cuja não deixa dúvidas que os progressistas perderam, como de costume, na inglória luta contra os conservadores que se recusam a mudar o status quo. A questão que agora se põe é se eu, soberano que sou da minha individualidade e do que eu me quiser chamar, acato a sugestão ou não...

quarta-feira, outubro 29, 2008

Ainda não chega, pelos vistos

Vi hoje, através do site da RTP, o programa Prós e Contras de segunda-feira passada. Falava-se das crises, principalmente do mercado imobiliário e de arrendamento. A conclusão a que cheguei, depois de ouvir tantas doutas opiniões, é que, depois de décadas de restrições de mercado e sábios regulamentos, a solução exige mais restrições e mais regulamentos. Não se aprendeu nada com o passado.

sábado, outubro 25, 2008

Lealdade

Não sei porquê, mas hoje dei por mim a pensar sobre lealdade. Nos tempos que correm é um valor raro. Alguns podem contrapôr que até existe em exagero nos dias que correm, e referir-se-ão, deduzo eu, às lealdades mal dirigidas dos clubismos, partidarismos e coisas afins. Não tenho consideração por esse tipo de lealdades, de que eu próprio partilho em termos clubísticos mas sempre com capacidade crítica e na brincadeira. Não direi que não me deixo levar, por vezes, nalguma parvoíce que tenha a haver com os clubes do meu coração, mas posteriormente sou capaz de descer do púlpito do pregador cego e gozar comigo mesmo. Nem que seja em privado.
Mas a lealdade a que me refiro, a única real e de valor, a meu ver, é a lealdade para connosco. Eu sou leal a mim mesmo. Isto quer dizer que farei os possíveis para não quebrar a minha palavra, por exemplo, sob pena de perder o respeito dos outros ou, mais importante, o meu respeito próprio. Por isso não nego as minhas crenças, as minhas ideias, os meus sentimentos. Tento sempre ser-lhes leal com maior ou menor dificuldade.
Hoje em dia o indivíduo é ensinado desde pequeno a sobrepôr a lealdade para com o grupo (no final das contas, para com o estado) à lealdade que ele deve a si próprio. Apaga-se assim o amor-próprio e o orgulho do indivíduo. No fundo, o próprio indivíduo esbate-se contra o pesado muro da engenharia social, sempre estudada, analisada e posta em prática por pessoas cujos méritos desconheço e cuja autoridade sobre a minha vida privada não reconheço. Mas como o cidadão está treinado a esquecer a honra e o amor próprio, permite que tudo aconteça.
Sem lealdade a si próprio, o indivíduo adopta a moralidade dos regulamentos e rege a sua vida pelos princípios que os engenheiros sociais (sejam eles quem forem) decidem ser os correctos.
A palavra é substituída pela desconfiança, a honra pelo politicamente correcto. Até o amor pelo próximo é esquecido, entregue que fica à ausência de amor próprio e de lealdade do indivíduo para com os seus valores.