domingo, setembro 30, 2007

Lido noutro lado

Exercício de lucidez, sugerido pelo AMN no A Arte da Fuga.

PS: Ainda não escrevo do meu PC...

Corrigido: Escrevi "pela mão do AMN", mas podia induzir um leitor a pensar que foi ele quem escreveu o dito texto. Não foi. Por isso...

sábado, setembro 29, 2007

Está quase. Espero

Já há internet lá em casa, mas ainda não temos acesso à rede... Falta o código pin. Chega pelo correio para a semana que vem.
Já desespero!

segunda-feira, setembro 24, 2007

Respiremos

Apesar de parecer, eu ainda não morri. Estou vivo, e recomendar-me-ia, se tal gabarolice não fosse um pouco demais, até para mim. Estou de volta a Trefforest, numa casa nova ainda sem ligação à rede. Daí a ausência prolongada.
Neste preciso momento escrevo de uma das muitas salas de computadores desta Universidade, num teclado Inglês. Custa um bocado, pois todos os acentos e cedilhas têm que ser escritos em código... Por isso este post ficará curto, com a promessa de responder, no melhor das minhas capacidades, aos desafios que entretanto chegaram.

quarta-feira, setembro 12, 2007

Livre e responsável

Toda e qualquer decisão que me prenda o futuro deve ser tomada por mim, e por mais ninguém. Seja a minha decisão boa ou má. Só assim sou verdadeiramente livre e responsável.

A linha

Na nossa vida temos que fazer opções. A maioria das vezes nenhuma das opções nos oferece um resultado claramente positivo, por vezes até temos de escolher entre duas opções de resultado negativo. Nessas alturas escolhe-se o menor de dois males.
Pessoalmente, classifico conceitos como os impostos ou o voto (ditadura da maioria sobre a minoria) como males menores. Como soluções negativas que são, penso ser de senso comum que a eles se recorra o mínimo possível. Os representantes eleitos pelos indivíduos que compõem uma sociedade não devem ter poder para além daquilo que é absolutamente essencial para todos como comunidade. Mais do que o estritamente necessário para decidir esse tipo de assunto comum já é intervir nas decisões individuais de cada um. Mas essa linha é de difícil definição, mas quanto mais esta limitar os poderes dos eleitos, melhor, para bem da liberdade natural do indivíduo.

domingo, setembro 09, 2007

ASAE, para que te quero?

Este fim-de-semana, aqui na cidade do Porto, a excelente e sapiente ASAE mandou fechar nove bares e discotecas, semeando um ambiente de tal terror que outros estabelecimentos do género fecharam voluntariamente, não fosse o diabo tecê-las. Mais uma vez o objectivo é proteger-me.
Mas nem nenhum dos meus pais se chama ASAE, nem eu tenho idade para os ter à perna.
Não seria mal pensado abolir as licenças e retirar à ASAE o poder de fechar os estabelecimentos. Um quadro bem visível à entrada de restaurantes, bares, discotecas e afins, onde os inspectores afixariam periodicamente a sua avaliação, seria mais eficaz, na opinião pouco especializada deste teimoso refilão. Imaginemos que abro um pub, e solicito de imediato uma avaliação (que até podia ser uma empresa privada, com boa imagem no mercado). Se algum dos aspectos da avaliação é mau, fico com duas escolhas: espero para ver se a clientela se importa (fazendo a escolha a que têm direito e que o estado insistentemente lhes retira); ou esforço-me por melhorar a vertente em que me saí mal na avaliação. É mais educativo.

quarta-feira, setembro 05, 2007

JC liberal

Muitas vezes dei por mim a pensar em Jesus Cristo como o primeiro defensor da liberdade do indivíduo sobre o colectivo. Cheguei a defendê-lo em conversas de café, e tentarei explicá-lo aqui, da forma mais económica possível.
Começa pela própria visão que Cristo tem da religião: Cada um sabe de si e julga a si próprio (quem está livre de pecado, atire a primeira pedra). Quer isto dizer que a religião emana do indivíduo para a sociedade, e não o contrário.
A moral (que tem sempre algo de religioso) pertence ao foro pessoal. O indivíduo deve limitar-se a espalhar a sua moral pelo exemplo e nunca pela força, sob pena de abrir um precedente que pode prejudicar o próprio. Quem quer impôr a sua moral aos outros, pode acabar com uma moral imposta por aqueles a quem ele se queria sobrepôr.

sábado, setembro 01, 2007

Pump up the volume

Deep Purple - Child In Time

Air Race sem Red Bull

Em pleno fim-de-semana de Red Bull Air Race na cidade do Porto, dei por mim também no espaço aério da cidade. A maior altitude, sem malabarismos na trajectória e a manche segura nas mãos de outra pessoa.
Aqui estou outra vez no Porto, local de passagem entre a ilha da Laurissilva e a ilha da Rainha.

terça-feira, agosto 28, 2007

Um só... O que acontece?

Imaginemos que um pregador do socialismo consegue converter uma população inteira, excepto um único indivíduo, à sua visão utópica de um mundo perfeito e automatizado em regras e regulações. Que acontece?
Elimina-se o indivíduo, seguindo em frente com o plano?
Abandona-se a causa, já que a utopia não funciona sem consenso?

Igualdade e causa superior

Todas as ideologias socialistas, sejam elas extremas ou moderadas, advogam igualdades e direitos e apregoam tudo e mais alguma coisa em nome de uma causa superior. Alguns até admitem matar em nome dessa causa maior, em nome da revolução que vai solucionar todos os males do mundo. Mas deturpam os conceitos de igualdade e de direitos, e usam a lenga-lenga da causa superior como reza ou bengala de fé.
Defendem, cobertos de boas intenções, que igualdade é prensar a individualidade, aquilo que nos distingue uns dos outros, dentro da mesma forma, para que ninguém possua nada a mais que o próximo. Mesmo contra a Natureza, que nos fez em moldes individuais. Apaga-se a ambição. Abafam-se os sonhos que não tenham génese na ideologia colectivista. Mata-se a alma. No fundo, prejudicam-se uns em nome da causa superior, para que a utopia de uma Humanidade sem diferenças de riqueza possa emergir sobre as carcaças dos espíritos-livres e empreendedores. A isso, eu não chamo igualdade.
Compreendem, esses bem-intencionados Robin dos Bosques, que direitos são obrigações. Se não de uns, dos outros. O direito à educação, por exemplo, em vez de significar que ninguém pode ser privado de aprender, é tranformado na obrigatoriedade de todos serem institucionalizados. O direito ao aborto, por outro lado, em vez de significar que se aborte de livre e espontânea vontade sem represálias, é tranformado na violência de fazer pagar o aborto quem, afinal, é moralmente contra.
O argumento da causa superior é, a meu ver, a maior prova da falta de argumentação lógica e natural por parte dos partidários das ideologias colectivistas. Sempre uma justificação se impõe, lá aparece a causa superior como um martelo de fé. Porque é de fé que se trata. No fundo, socialismo não passa de uma religião racionalizada, cujos messias agitam as massas contra o indivíduo que se confessa herege.

terça-feira, agosto 21, 2007

Já agora...

"Habeas corpus para o suspeito do costume", no A Arte da Fuga.

Férias atribuladas

De férias numa ilha que convida a relaxar, gozar a praia e às noitadas descontraídas, eis que não me consigo acalmar. Cada vez que vejo as notícias sinto como se me agredissem à paulada.
São grupos ecofascistas que agridem propriedade alheia em nome de causas superiores, e ainda acusam de violência o agredido, que nada mais fez que defender a sua propriedade. E esses ecoterroristas de trazer por casa ainda se defendem dizendo que foi um acto de desobediência civil (posso estar errado, mas sempre tive a ideia de que a desobediência civil se se fazia contra o Estado, e não em clara agressão do direito natural à propriedade individual).
Bem sei que esses projectos de fascistas de esquerda não gostam do conceito de propriedade privada, mas ele existe e é natural. Vejamos: se agora alguém decidir incendiar a residência de, digamos, Miguel Portas, aposto que ele não vai ficar a ver e a rir dizendo "Essa casa também é tua, companheiro! É de todos nós!". Tenho a certeza de que esse cavalheiro atiçaria a os chuis de que tanto gosta em cima do incendiário. Em último caso, até era capaz de recorrer à força física para impedir a destruição do imóvel registado em seu nome.

sábado, agosto 04, 2007

Porto Santo

Um período de visitas menos frequentes, com muita praia e sol (espero). Conto não me ausentar por completo.
Boas férias, para quem as vai gozar por estas alturas!

quinta-feira, agosto 02, 2007

Bloco de areia

Um partido de extrema esquerda Português, daqueles pequeninos, que diz buscar inspiração na figura de Trotsky, propôs um candidato à Câmara Municipal de Lisboa. O objectivo de tal candidatura, deduz-se, é alcançar uma situação de poder, como é a de vereador, por exemplo.
Acontece que essa candidatura foi bem sucedida, pelo menos para o primeiro na lista eleitoral daquele pequeno partido. E esse vereador eleito negociou um pelouro lisboeta, e uma ou outra medida que mais lhe interesava, em troca de benevolência em relação às políticas do Presidente da Câmara.
Agora vêm outros membros do pequeno partido que apoiou a eleição daquele senhor acusá-lo de se colar ao poder. A situação de poder era o objectivo da eleição. A situação de influência que o candidato negociou, beneficiando da fraca maioria do partido mais votado, parece incomodar o pequeno partido.
Sinto-me cada dia mais confuso...

Não deixa de ser esquisito

"Um estudo diz que não houve qualquer diplomado no curso de José Sócrates em 1996 pela Universidade Independente (UnI), estudo que contraria os documentos apresentados como fazendo prova da licenciatura do actual primeiro-ministro."


"A Procuradoria-Geral da República arquivou, esta quarta-feira, o inquérito à licenciatura em Engenharia do primeiro-ministro José Sócrates, considerando que da análise aos elementos de prova recolhidos resultou «não se ter verificado» a prática de crime de falsificação de documento."


Além de que a falsidade ou não dos documentos comprovativos da licenciatura não apaga o estatuto de engenheiro que Sócrates usou quando trabalhou na CM da Covilhã, antes de se licenciar. Eu não teria orgulho nenhum em apresentar-me como tendo mais qualificações que aquelas que realmente tenho. Mas essa é uma questão de carácter.


E como é que Sócrates obteve o tal documento não-falsificado? Quem foram os seus avaliadores e até que ponto houve respeito pela ética? Também me parece esquisito... Mas deve ser da minha cabeça.

terça-feira, julho 31, 2007

Trinta horas por cem euros

Abriu o Ikea de Matosinhos. Como promoção de abertura os responsáveis da loja ofereceram cem euros em produtos próprios aos primeiros cem clientes. Houve quem esperasse à porta durante trinta horas. Por cem euros.
O país está desesperado.

sábado, julho 28, 2007

Abortar o Rally Vinho Madeira?

Segundo o Público, o aborto custará à Região Autónoma da Madeira cerca de 0,07% do orçamento total do Serviço Regional de Saúde. Se todo o dinheiro do SRS já estiver destinado, estão disponíveis 0,00%, um valor significativamente inferior aquele necessário. (ihihi)
E o artigo do Público é comentado nas televisões (não vi nada no artigo em si) com sendo um quarto do orçamento para o Rally Vinho Madeira. E depois? O orçamento para o fogo de artifício da noite de fim de ano deve ser ainda maior, e o do Carnaval e da Festa das Flores também dvem ser comparáveis aos 230 mil euros, mas todos são investimentos que dão lucro. A RAM vive do turismo. Será que o objectivo de tais insinuações é empobrecer a RAM e os Madeirenses?

sexta-feira, julho 27, 2007

Honestamente

Sócrates diz, e tem razão, que a Região Autónoma da Madeira é território da República Portuguesa e, como tal, deve fazer-se ali cumprir as leis da República.
Sócrates diz, e não tem razão, de que esta lei (aborto) foi validada pelo povo Português em referendo. Honestamente, deve dizer-se que o referendo não pedia uma lei do aborto. Votou-se no sentido de não penalizar criminalmente as mulheres que decidam abortar a sua gravidez, desde que esta ainda não tenha passado das dez semanas.