Os assuntos não são da responsabilidade dos dirigentes camarários, logo, são menores. É justo...
Strix aluco é uma coruja. É uma ave nocturna (como eu) que se esconde nas ramagens das árvores à espera que passe um rato, por exemplo, para levantar num vôo silêncioso de encontro àquela presa. É isso que eu espero fazer com este blog: ficar silencioso e atento, até ver algum rato que mereça ser apertado nas garras do meu teclado; se não, ficarei contente em compôr simples textos que muito me agradam escrever, voando pelo simples prazer de o fazer, nem sempre silencioso.
terça-feira, julho 25, 2006
segunda-feira, julho 24, 2006
Desafio
Alguém me pode dizer como combater o terrorismo? E agradeço que não me venham com negativas; eu quero saber como resolver, e não como não resolver. Obrigado.
domingo, julho 23, 2006
Sugestão
Multar todos quantos forem apanhados com peso a mais. Porque, como todos sabem, o peso a mais pode provocar uma pouco modesta quantia de doenças, e isso provoca uma sobrecarga no serviço nacional de saúde, para além dos óbvios inconvenientes para o próprio anafado.
sábado, julho 22, 2006
Já cá estou
Cheguei esta madrugada ao pedaço de terra que o Atlântico não consegue engolir. Trouxe-me um avião carregado de barulhentos turistas nacionais, daqueles que aplaudem sempre o piloto, mesmo quando este faz uma desconfortável e exagerada travagem, para que a aeronave fique bem colada ao solo. Exagerada porque só faltava entrar directamente na "zona de taxi" (não sei é assim que se chama o parque de estacionamento dos aviões) em derrapagem... Tive vontade de ir lá à frente perguntar ao impaciente comandante de que serviu aumentar a pista, se ele só usa metade.
E lá estavam os turistas que só queriam saber de ligar os telemóveis com o avião ainda a travar (talvez antecipando um rápido último adeus), de sorriso nervoso, a aplaudir a fabulosa aterragem na pista de aeromodelismo que existe no imaginário nacional em vez da renovada e aumentada pista do Aeroporto Internacional do Funchal.
Lá estavam eles, ignorando as estéticas luzinhas que em vão advertem para que se mantenham sentados e de cinto posto enquanto o avião estiver em movimento. E numa curva mais brusca, ou no último movimento do aparelho nesta viagem, desequilibram-se, de cu contra a cara de quem se deixou ficar sentado, e pedem desculpas. Sentados, e de cinto, não teriam razões para pedir desculpas. Até me sinto mal, agora, porque desejei que o piloto travasse a fundo naquela altura (e não antes), a ver se iam uns quantos ter com ele.
Como se não bastasse, cheguei à sala das cintas das bagagens quinze minutos antes da dita que nos estava destinada começar, sequer, a funcionar. Enquanto as pessoas esperam que os delicados bagageiros façam o seu serviço, a ANA podia fazer passar entretenimento pelas correias. Podiam fazer circular desde palhaços que divertissem as crianças de pulmões inflamados ou servissem de bode expiatório para os mais frustrados, ou umas jeitosas em biquini que discursariam com eloquência sobre as maravilhas da Região Autónoma (o que me acalmaria bastante, estou certo).
Mas o que interessa nesta ladaínha que por aqui derramo, é que estou aqui. Estou de volta ao ponto no mar onde nasci.
(Corrigi, envergonhado e de espírito irritado com minha humanidade, os erros que o caro amigo Aves Raras descobriu neste texto. Quanto ao igualmente grosseiro erro ortográfico preso no meu comentário, nada posso fazer. E a minha alma chora por isso.)
quinta-feira, julho 20, 2006
Só pode ser piada...
Recentemente critiquei Cristiano Ronaldo pelo seu flagrante desrespeito pelo protocolo. Não restarão dúvidas, portanto, da minha posição em relação à imagem de respeito que se deve dar em certas ocasiões ou locais. Daí a obrigar os outros, senhor Miguel Mendonça, vai um bocado.
Sendo assim, talvez devessem ter suspendido as condecorações ao futebolista por este se apresentar de T-shirt, calças de ganga e sapatilhas.
segunda-feira, julho 17, 2006
Visão alheia
Apesar de não ser da minha autoria, não posso deixar de concordar com esta visão do AMN no A Arte da Fuga, acerca do conflito no Médio Oriente.
sexta-feira, julho 14, 2006
A imagem também conta
"Um ilustre cidadão de Santo António" é o título com que o Jornal da Madeira descreve a recepção a Cristiano Ronaldo na Câmara Municipal do Funchal. Vendo as imagens do acontecimento, tanto na televisão como na foto que acompanha aquele título, uma coisa saltou-me à vista: o menino da Quinta Falcão não é pródigo em protocolo. Aparece numa cerimónia oficial de calças de ganga e numa T-shirt de marca, demasiado metrossexual para meu gosto (e isto é só o meu gosto, que não quero impôr). Estou a imaginá-lo no seu próprio casamento de camisola caveada por baixo de um fato de marca, e sapatilhas de em vários tons de rosa fluorescente.
Esta é a prova de que o dinheiro não traz educação. É uma questão de vontade.
quinta-feira, julho 13, 2006
Médio oriente
Que a reacção Israelita é exagerada, não discuto. Que é justificada, não sei, não estou lá. Que Israel quer ter certeza de que está seguro, não duvido. Suspeito, até, que só vão parar quando as instalações de enriquecimento de urâneo do Irão estiverem em escombros. A ver se conseguem sem matar muita gente, ao menos.
E assim vamos
Se o português e a matemática já são assim tão "difíceis" no nono ano, imagine-se quando alguns deles forem para o ensino superior...
Esclarecimento a pedido
Nos comentários deste post anterior, onde me expliquei mal para uns, e outros resolveram usar de alguma desonestidade intelectual, fingindo ver coisas onde não as havia, foi-me pedido um esclarecimento. Como não gosto deixar as pessoas sem perceber aquilo que digo, ou escrevo, acedi em esclarecer (espero eu) em comentário. Mas penso que a explicação será melhor dada aqui (lembrando sempre que se alguém quiser perceber melhor esta explicação terá que ler os comentários àquele post): "Os caixotes do lixo na praia, por exemplo: não acho que sejam especialmente necessários, mas uma mais valia importante. A única coisa que exijo do estado (e tudo o resto gostaria de poder recusar, ou pelo menos ter essa escolha), é que defenda a minha liberdade e os meus direitos. Ora proibir-me de ir para a água por que alguém acha que eu me posso afogar, ou que posso apanhar uma irritação na pele (por exemplo) é uma intrusão na minha área de responsabilidade: eu. A questão que o ZP levantou, dos semáforos e das regras de trânsito é muito diferente, porque se trata de regulamentação que defende o meu direito a usufruir de um tráfego rodoviário mais eficiente (que nem sempre acontece)."
P.S.: Onde escrevi regulamentação talvez devesse ter escrito regulação.
A moral de Zizou
Pede desculpa pelo mau exemplo, mas não se arrepende. Compreendo o ser humano que se sente melindrado com este ou aquele insulto, mas se alguém com quem não tenho nenhuma relação, de amizade ou inimizade, o insulto não passa do ouvido. É uma questão de elevação, que Zidane provou não ter.
quarta-feira, julho 12, 2006
Imoral!
Sempre que ouço deputados do PCP ou do BE falar de impostos, fico sempre com a impressão de que o lucro é imoral, algo de negativo a evitar pelas pessoas de bem.
Se calhar sou má pessoa, mas acredito que o lucro pode ser legal ou ilegal.
Caro Primeiro Ministro de Portugal
As reformas são necessárias, ou é necessário fazê-las. Nunca, como disse no seu discurso (lido!), "reformas necessárias fazer". Exemplos superiores.
(Sou um chato, não sou?)
terça-feira, julho 11, 2006
Responsabilidade adquirida
Se o Estado for sempre responsável por minha vez, eu serei sempre irresponsável por defeito. Se o Estado me permitir, ou até incentivar, que eu me responsabilize por mim, passo só a exigir ao estado que informe, e que me proteja a liberdade de escolha.
Não posso escolher?
Em plena época de praia, somos inundados de polémicas e de queixas acerca da qualidade das praias nacionais. Até se interditam praias a banhos, como aconteceu recentemente a uma praia Vilacondense. Coliformes fecais, dizem eles...
E eu pergunto-me: porque é que se interdita? Não terá o veraneante maturidade suficiente para decidir por si? Afixa-se um aviso nas praias em questão, e nós, os "irresponsáveis" cidadãos deste país, decidimos o que fazer.
segunda-feira, julho 10, 2006
Sugestão
Vamos lá depressa a construir uma central nuclear, e apresentar um projecto de uma instalação militar lá perto. Pode ser que comecem a cahar que nos vamos armar com ogivas nucleares, e podemos negociar condições favoráveis...! Um governo com evidente mestria na arte da propaganda, já temos.
domingo, julho 09, 2006
Água e azeite
Distribuição de riqueza, por troca com a sujeição a regras e controlos pesados, abdicando de alguma liberdade individual. O mérito tem pouca importância já que todos somos iguais, e assumir que uns são melhores que outros é imoral.
Assumir a responsabilidade individual de cada um, sob condições iguais de oportunidade perante uma lei leve e pouco intrusiva. O mérito separa aqueles que querem fazer mais, daqueles que se contentam.
Apesar de um pouco redutoras e pouco explicativas, estas definições representam a escolha que faço todos os dias em termos políticos e intelectuais. Acredito cada vez mais que a segunda é mais justa.
sexta-feira, julho 07, 2006
Eu explico...
Para que os farmacêuticos que eventualmente leiam este blogue não me classifiquem precipitadamente como um ogre que só lhes quer mal, como sei que já acontece, explicar-me-ei melhor.
Eu acho que deve haver pelo menos um farmacêutico em cada farmácia, mas não cabe ao estado obrigar a que assim seja. Devem ser as leis de mercado. Se na minha rua houvesse duas farmácias, uma que empregasse um farmacêutico por turno, e a outra dispensava o diploma nos seus empregados. Era possível que alguns produtos, aqueles de preço livre, se tornassem mais baratos na farmácia em que a mão de obra sai mais barata, por poder pagar menos que o salário mínimo de licenciado aos seus empregados. Se precisasse de um fármaco que já use, e que não me suscite qualquer dúvida, eu escolheria o preço mais baixo. Mas se precisasse de fazer algumas perguntas, não tenho dúvida nenhuma de que escolheria a farmácia com o licenciado lá dentro.
Também posso pôr as coisas de outra forma: fosse eu dono de uma farmácia, queria um ou dois farmacêuticos lá dentro para garantir alguma segurança e qualidade aos meus clientes.
Dirão alguns: mas nem toda a gente se informa acerca de quem o atende, que as pessoas são ignorantes e precisam que as protejamos, etc. Já pensaram no avesso? Que as pessoas se deixam ficar ignorantes porque o estado as protege?
Se a mãe águia trouxer comida à sua cria durante toda a sua vida, Algum dia a pequena águia aprenderá sequer a voar? Pensem nisso.
Foi um fogacho, uma ilusão
Quando discutia com uma amiga a protecção estatal, cheguei a ver uma luz. Dizia-me ela que concordava que o estado era demasiado paternalista, e que devemos ter a liberdade de fazer a escolha errada. Como na mesa estava um farmacêutico (que foi quem me informou da existência daquela cadeira de Farmácia Clínica), usavam-se as farmácias como exemplo. Dizia-me ela que a farmácia não tinha que ser propriedade de um licenciado em farmácia, mas (e aqui é que me senti frustado na minha tentativa de a convencer) que o estado deve obrigar o proprietário a ter lá um. Eu disse-lhe que isso era paternalismo estatal, que era o "bem comum" em acção. Respondeu-me que não. Que era para o meu próprio bem, privado, e não para o bem comum... Ah...!
Conclusão: sou ignorante e imaturo, e preciso que tomem conta de mim.
quinta-feira, julho 06, 2006
Não sabia. Fiquei a saber
Descobri, ontem, que na Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto é leccionada a cadeira de "Farmácia Clínica". É uma cadeira de atendimento ao balcão, com balcão de farmácia simulado e tudo!
Mas não é por isso que as farmácias devem estar legalmente obrigadas a ter um farmacêutico presente.
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