quarta-feira, novembro 30, 2005

A festa e a saudade

Fez ontem, dia 29 de Novembro, três anos que morreu Nuno Rios, um amigo meu, de Vila do Conde que partiu aos 24, se não me engano. Também foi dia de festa do pinheiro em Guimarães, incluida na sequência das tradicionais Nicolinas.
Em 2002, há hora em que morreu o Nuno, estava eu já em Guimarães, com os meus amigos vimaranenses, a preparar-me para tocar bombo no cortejo. Ninguém me avisou. Não quiseram perturbar-me, sabendo que estava numa festa. Compreendo, e faria o mesmo. Soube faz hoje, dia 30, três anos.
Devo dizer que não faltei a um cortejo do pinheiro desde então, e sempre que por lá ando lembro-me do Nuno. O Rios. Lembro-me também do meu primo Pedro, seu melhor amigo, que me poupou por um dia do desgosto da perda inesperada de alguém que é uma certeza na nossa vida, e o que lhe custaram os dias seguintes.
Para lembrar a vida deste amante do desporto (morreu a praticá-lo, com uma falha cardíaca enquanto nadava), o jornal Vilacondense Terras do Ave publicou um texto, de cuja autoria me orgulho. Esperando não aborrecer os responsáveis pelo jornal, vou transcrevê-lo aqui (com o devido "link"):
"Desculpa, Nuno, por ter derramado lágrimas na memória do teu eterno optimismo, pleno de boa disposição. A falta que sinto não apaga a ingénua felicidade que em mim despejaste, e que recordo ouvindo-te pedir-me que esqueça o lado escuro do mundo.
Foste embora, mas não desapareceste: lembro-me de ti cada vez que vejo uma cara que te conhecia, e procuro um bocadinho de ti em cada um dos teus amigos. Sabes que mais? Em todos eles encontro-te inteiro, vivamente lembrado, carinhosamente recordado, saudosamente amado.
Confesso que me sinto frustrado por não ter tido mais tempo para te conhecer melhor, para gozar da tua companhia positiva. Mas a vida não nos faz as vontades... antes nos testa, por vezes com um violento safanão para que nos lembremos que ela existe, e que não é um direito, mas um previlégio. De todas as coisas que me ensinaste, esta foi de longe a mais triste.
Nada mais acrescentarás às minhas memórias de ti, mas as que conservo manter-te-ão vivo até que também eu deixe de sentir.
Adeus, Rios. Até um dia...
"
Post Scriptum: o texto vem acompanhado de uma foto minha, pelo que se alguém tem curiosidade de me ver a fuça, aproveite. ;)

3 comentários:

AA disse...

e que fuça feia!

Anónimo disse...

Porra, és assim tão feio. Irra! Vou deixar de vir a este blog

Elise disse...

sincera homenagem a um amigo!

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/me kicks AA

:p